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Covid-19 | ACES Médio Tejo tem quatro centros de saúde abertos aos fins de semana

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo tem a funcionar nestes tempos de pandemia três Atendimentos Complementares (AC) aos fins de semana e feriados nos concelhos de Ourém, Mação e Ferreira do Zêzere, além de disponibilizar no Entroncamento um serviço de Atendimento de Doentes Respiratórios da Comunidade (ADR-C). A Associação de Medicina Geral e Familiar já apelou para o recurso ao SNS24 e aos cuidados primários para aliviar as urgências hospitalares.

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Em caso doença aguda ao fim de semana, e para evitar uma deslocação às urgências hospitalares que se pode revelar desnecessária num serviço já de si bastante congestionado, os cidadãos residentes no ACES Médio Tejo “devem preferencialmente ligar para o SNS24 ou, em alternativa, dirigirem-se a qualquer um dos AC ou, em caso de doença respiratória, à ADR-C”, refere o ACES, em nota informativa.

Composto por 11 municípios e uma área territorial de cerca 2700 km2 e 225 mil utentes, o Atendimento Complementar (AC) funciona aos fins de semana e feriados no Centro de Saúde de Ourém, das 9:00 às 19:00, no Centro de Saúde de Ferreira do Zêzere, das 9:00 às 17:00, e no Centro de Saúde de Mação, das 10:00 às 19:00.

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O ACES Médio Tejo disponibiliza ainda serviços dedicados à doença respiratória, designadamente o Atendimento de Doentes Respiratórios da Comunidade (ADR-C), que no Entroncamento está aberto aos fins de semana e feriados das 8:30 às 19:30, de acordo com a Orientação n.º 4/2020 da DGS. Este ADR-C também funciona de segunda-feira a sexta-feira.

Durante a semana as unidades de saúde do ACES Médio Tejo dão resposta às situações de doença aguda que não requeiram atendimento hospitalar.

O ACES Médio Tejo tem ainda várias equipas de médicos e enfermeiros a trabalhar ao fim de semana para acompanhamento telefónico dos utentes inscritos na plataforma Trace Covid.

Este ACES é composto pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

Médicos apelam para recurso ao SNS24 e cuidados primários para aliviar urgências

A Associação de Medicina Geral e Familiar apelou na sexta-feira aos utentes para recorrerem sempre primeiro aos cuidados de saúde primários e ao SNS24, seja qual for o sintoma, sublinhando que essa deve ser a porta de entrada no SNS.

“A porta de entrada dos doentes no sistema, no Serviço Nacional de Saúde (SNS), tem de ser os cuidados de saúde primários e não os serviços de urgência hospitalares, que têm de ser reservados para situações efetivamente urgentes e emergentes”, defendeu Nuno Jacinto, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar reconheceu que os serviços nos cuidados de saúde primários (centros de saúde) estão assoberbados, mas afirmou que “são eles que têm a função de atender doentes agudos que poder ser aí tratados, evitando sobrecarregar as urgências hospitalares”.

“Os cuidados de saúde primários, apesar de estarem assoberbados, têm obviamente essa função, e estão disponíveis para isso”, afirmou.

Nuno Jacinto sublinhou ainda a necessidade de os doentes, além dos cuidados de saúde primários, recorrerem ao SNS24, que não serve apenas para fazer a triagem de casos covid-19 ou com suspeita de covid-19.

“Temos uma linha de saúde, a SNS24, que, com todas as suas dificuldades, funciona e dá este apoio, tentando da melhor forma possível encaminhar estes doentes”, acrescentou.

Nuno Jacinto defende que o recurso indevido às urgências hospitalares “não é de agora”, mas que “a pandemia veio sublinhar” este problema e a necessidade de ter resposta ao nível dos cuidados de saúde primários.

“Sempre estivemos continuamos a fazer isso [atender urgências de doentes agudos que podem evitar ir às urgências], claro que graças à nossa sobrecarga. Esta tem de ser uma realidade para melhor gerirmos este percurso do doente no SNS”, disse.

Sobre a eventual falta de resposta em horários alargados nos centros de saúde, o responsável diz que a resposta em atendimento urgente a doentes agudos continua a ser dada nos cuidados de saúde primários e que “os horários vão variando e são adaptados consoante as necessidades”.

“O que existe nos cuidados de saúde primários são áreas dedicadas a doentes com problemas respiratórios, para onde são encaminhados esses doentes, e essa oferta vai sendo ajustada conforme a procura” e o seu funcionamento (horário e profissionais) “vai sendo ajustado e monitorizado” pelos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES).

“A questão é que há doentes que passam fora deste radar e acabam por ser enviados diretamente à urgência hospitalar, ou porque tiveram demora na resposta do SNS 24 ou porque não conseguiram contactar a sua unidade de saúde, por algum motivo, e acabam por ir diretamente à urgência hospitalar e isso origina esta situação que estamos a viver”, afirmou.

Nuno Jacinto frisa que “não é só em Lisboa e Vale do Tejo que esta situação acontece: “No Alentejo, onde trabalho, também tem acontecido com enorme frequência, temos os hospitais lotados e as urgências cheias e urgências sem capacidade de receber mais doentes”.

“Sempre existiu ao longo dos anos nos cuidados de saúde primários o atendimento a nível de situações agudas. Não deixaram de funcionar, mas nós tivemos de nos desdobrar em dois atendimentos diferentes – circuito para covid-19 ou suspeitos e circuito não covid-19”, disse o responsável, insistindo: “Mas essas consultas continuam a funcionar, a dar uma resposta complexa, difícil e que nos exigem um enorme esforço, mas os doentes com sintomas ligeiros a moderados é aí que devem recorrer inicialmente para serem avaliados”.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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