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Covid-19 | ACES Médio Tejo tem mais de 3 mil vacinas para administrar esta semana

Mais de 3.300 vacinas chegaram esta semana ao Médio Tejo e vão ser administradas pelo Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) à população, bombeiros e agentes de segurança, disse hoje ao mediotejo.net Maria dos Anjos Esperança, coordenadora da Unidade de Saúde Pública. Na terça-feira foram vacinadas 376 pessoas, das quais 265 em Abrantes e 111 em Tomar. Até ao próximo sábado vão ser administradas 3.334 vacinas nos 11 municípios do Médio Tejo, contra as 102 chegaram na semana passada para a população e mais 220 para os bombeiros.

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A vacinação continua esta quarta-feira com a administração de mais 627 vacinas em Ourém, Sardoal, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, num processo semanal que vai ter o seu pico na quinta-feira, com a administração de 1.251 vacinas em Abrantes, Tomar, Ourém, Alcanena, Torres Novas, e Entroncamento. Até sábado, inclusive, serão vai ainda vacinadas pessoas em Constância, Sardoal, Torres Novas, Ourém e Alcanena (sexta-feira) e em Torres Novas, Ferreira do Zêzere e Ourém (sábado).

ÁUDIO: COORDENADORA SAÚDE PÚBLICA ACES MÉDIO TEJO:

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A vacinação desta nova fase arrancou na semana passada no ACES Médio Tejo com a administração de 220 vacinas a bombeiros e 102 vacinas em Mação, com a inoculação a pessoas de 50 ou mais anos, com uma das quatro patologias definidas, e de pessoas com idade igual ou superior a 80 anos, independentemente das patologias pré-existentes.

Num comentário às críticas do presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil, Miguel Borges, que manifestou o seu descontentamento pelo facto de o número de vacinas que chegou (102) na semana passada ser muito inferior àquilo que era a expectativa, a diretora do ACES reconheceu no sábado, em declarações ao mediotejo.net, que na semana anterior “vieram muito poucas vacinas” e que foi uma semana “atípica”, tendo antecipado que para esta semana já seriam “muito mais”, e previsto a abertura de alguns dos centros para vacinação, “já mais em massa”.

“Continuamos a inocular segundas doses nos lares, nas ERPIs (Estruturas Residenciais para Idosos) nos concelhos de Abrantes e Tomar. Todos os outros concelhos já receberam a segunda dose, mas vamos ter de voltar um pouco atrás para ir vacinar todas as instituições que estavam com surto e que na altura em que iniciámos não foi possível”, disse Diana Leiria.

Portugal recebe esta semana perto de 200 mil vacinas

Em relação às entregas de vacinas pelas diversas farmacêuticas, a ministra da Saúde esclareceu que Portugal recebeu até sexta-feira 694.800 doses, das quais 42.900 foram encaminhadas para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira. A estes números acrescem ainda 104.130 doses da vacina da Pfizer/BioNTech recebidas ontem segunda-feira, estando também prevista uma remessa da vacina da AstraZeneca com 93.600 doses para sexta-feira, 19 de fevereiro.

Por outro lado, Marta Temido salientou a evolução positiva face à semana anterior das perspetivas de entrega das vacinas até ao final do primeiro trimestre.

“Temos hoje a expectativa de mais vacinas no primeiro trimestre do que tínhamos há oito dias. Recordo que estimávamos 1,9 milhões e hoje já estamos a estimar 2,5 milhões de uma quantidade de 4,4 milhões de doses contratualizadas para o primeiro trimestre”, frisou, acrescentando: “Há aqui uma aproximação ao plano de vacinas contratadas, mas não está ainda totalmente confirmado, vai sendo confirmado praticamente semana a semana”.

De acordo com os números avançados pela ministra após a reunião com a ‘taskforce’ coordenada pelo vice-almirante Gouveia e Melo e com o primeiro-ministro, para esta semana está prevista a “administração de 143 mil doses”, com um “número significativo” de marcações para pessoas acima dos 80 anos ou entre os 50 e 79 anos e uma das quatro comorbilidades, além de “27.500 segundas doses para completar ciclos de vacinação” contra a covid-19.

Ainda neste âmbito, Marta Temido vincou que “a cobertura vacinal estimada em Portugal contra a covid-19 é de 2,02% da população residente no continente”, o que se traduz em 5,40 doses de vacina por 100 pessoas residentes no continente. Porém, a governante reiterou que “não há motivo nenhum neste momento” para considerar que o país não vai cumprir a meta de vacinar 70% da população contra a covid-19 até ao final do verão.

Portugal recebe primeiras vacinas da Janssen no segundo trimestre – Infarmed

O presidente da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) anunciou que Portugal deve receber no segundo trimestre do ano as primeiras vacinas da Johnson & Johnson, fármaco cujo pedido de aprovação foi hoje submetido ao regulador europeu.

“À hora que estamos aqui reunidos deverá estar a ser formalizado o processo junto da Agência Europeia do Medicamento” (EMA) da vacina produzida pela Janssen, adiantou Rui Santos Ivo na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social.

Segundo o responsável do Infarmed, o novo fármaco da Janssen (companhia farmacêutica da Johnson & Johnson) de toma única entra agora na fase final de avaliação e, “se tudo correr bem” com a avaliação da sua segurança e eficácia, prevê-se que esteja aprovado no próximo mês, com as primeiras entregas de doses previstas para o segundo trimestre deste ano.

No final de janeiro, o diretor médico da Janssen afirmou à Lusa que se mantinha o compromisso de disponibilizar na União Europeia as vacinas no segundo trimestre deste ano, altura em que Portugal receberá as primeiras 1,25 milhões de doses.

“O compromisso com a União Europeia é o segundo trimestre de 2021 e este compromisso mantém-se”, garantiu Manuel Salavessa na altura, ao adiantar que as primeiras 1,25 milhões de vacinas da empresa norte-americana contra a covid-19 fazem parte de um lote de 4,5 milhões que o país vai receber ao longo deste ano.

O acordo desta farmacêutica com a Comissão Europeia prevê para este ano 200 milhões de doses, com uma opção de 200 milhões de doses adicionais.

Segundo Rui Santos Ivo, a informação disponível neste momento indica que a Pfizer “conseguiu praticamente já recuperar o atraso que se verificou no início” na entrega de vacinas, o que permite a Portugal contar, no final do primeiro trimestre, com cerca de 1,3 milhões de doses, que é “praticamente o volume que estava previsto”.

Relativamente à Moderna, a “informação que temos é que serão entregues as 226.800 doses que estavam contratualizadas”, referiu o presidente do Infarmed, ao adiantar que “onde efetivamente se observa uma redução é nas vacinas da AstraZeneca”, uma vez que estavam previstas serem entregues cerca de 2,7 milhões, mas que não deverão ultrapassar as 930 mil doses nesta fase.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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