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Covid-19 | ACES Médio Tejo soma 133 novos casos de infeção nas últimas 24 horas (c/áudio)

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo registou 133 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas e chegou às 6261 infeções desde o início da pandemia. A delegada de Saúde Pública diz que este é o pior período de sempre. Os novos casos foram contabilizados em Torres Novas (+42), Ourém (+19), Entroncamento (+18), Tomar (+16), Abrantes (+15), Mação (+11), Ferreira do Zêzere (+9), e Vila Nova da Barquinha (+3). Portugal regista hoje 111 mortes e 9.478 novos casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde.

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“É o pior momento que estamos a atravessar desde o início da pandemia. Temos lares, creches, transmissão comunitária, enfim, são muitos casos e nunca esperei que fossem tantos”, disse ao mediotejo.net a delegada de Saúde Pública, Maria dos Anjos Esperança, que apelou a que todos cumpram as regras de prevenção contra a covid-19.

ÁUDIO | DELEGADA SAÚDE PÚBLICA ACES MÉDIO TEJO:

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No ACES Médio Tejo, com um total de 6261 casos desde o início da pandemia, Ourém regista 1594 infeções (+19), seguido por Torres Novas, com 1053 (+42), Tomar, com 925 (+16), Abrantes, com 801 (+15), Entroncamento, com 621 (+18), Alcanena, com 471, Mação, com 263 (+11), Ferreira do Zêzere, com 213 (+9), Vila Nova da Barquinha, com 139 (+3), Constância, com 92 casos, e Sardoal, com 89.

No ACES Médio Tejo estão hoje 1084 pessoas em vigilância ativa (+22). Tomar tem 194 cidadãos nesta condição, seguido de Ourém (186), Torres Novas (164),  Mação (128), Alcanena (105), Entroncamento (88), Ferreira do Zêzere (78), Abrantes (77), Vila Nova da Barquinha (39), Constância (20), e Sardoal (5).

O ACES Médio Tejo regista um total acumulado de 6261 pessoas infetadas (+133), 3523 recuperadas (-), 1084 pessoas em vigilância ativa (+22) e 142 óbitos (-).

Sertã tem 310 casos (+12) e Vila de Rei 20 desde o início da pandemia

No ACES do Pinhal Interior Sul (PIS), o município da Sertã apresenta hoje um total acumulado de 310 pessoas infetadas (+12), das quais 177 (+11) recuperadas da doença, segundo o ACES PIS. Na Sertã estão 133 casos ativos e 159 pessoas em vigilância ativa. O concelho entrou no grupo de municípios de risco ‘muito elevado’.

Vila de Rei, por sua vez, regista um total de 20 casos de infeção desde o início da pandemia, três dos quais ativos e 16 pessoas recuperadas. Há informação de um óbito relativo a uma pessoa positiva hospitalizada e que faleceu no CHMT. O ACES PIS informou que ainda não conseguiu apurar a causa da morte, apesar do doente estar internado com covid-19. Vila de Rei tem nove pessoas em vigilância e mantém-se em ‘risco moderado’.

Região do Médio Tejo com total de 6591 casos (+145) nos 13 municípios

Com cerca de 250 mil habitantes, os 13 municípios do Médio Tejo somam um total de 6591 casos de infeção pelo novo coronavírus, das quais 6261 no ACES Médio Tejo e 330 no ACES Pinhal Interior Sul (310 na Sertã e 20 em Vila de Rei). Há um total de 3716 pessoas recuperadas (3523 no ACES Médio Tejo, um total de 177 na Sertã e 16 em Vila de Rei (ACES PIS), a par de 143 óbitos (142 no ACES Médio Tejo e 1 no ACES PIS).

O ACES Médio Tejo abrange a área territorial de 11 municípios com cerca de 235 mil utentes, e abrange as unidades de saúde de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila nova da Barquinha, numa área territorial de 2.706,10 Km’s quadrados.

Os municípios da Sertã e Vila de Rei fazem parte do Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo na divisão político-administrativa mas em termos de Saúde estão ligados ao ACES do Pinhal Interior Sul (PIS) que abrange ainda os concelhos de Proença-a-Nova e Oleiros, num total de cerca de 30 mil utentes.

Três concelhos do Médio Tejo entram em risco extremo de contágio

Ferreira do Zêzere, Mação e Torres Novas são os três concelhos do Médio Tejo que integram o nível de risco extremo de contágio por covid-19, segundo a mais recente lista de níveis de risco divulgada pelo Governo. Já o número de concelhos em risco muito elevado é agora de 7 na região, sendo Abrantes o único em risco elevado. Em risco moderado estão 25 municípios em todo o país, entre eles Sardoal e Vila de Rei.

Ponte de Sor com 248 casos (+26) e Gavião com 138 casos (+4) acumulados

No Alto Alentejo, Ponte de Sor apresenta hoje um total acumulado de 248 casos (+26) positivos desde o início da pandemia. Pelo menos cinco dos casos são relativos a pessoas que não residem no concelho e que não atualizaram a sua residência fiscal, pelo que o município refere apenas a ocorrência de 243 casos, dos quais 151 estão recuperados e 90 estão ativos. Há dois óbitos a lamentar (+1). Ponte de Sor saiu do ‘risco moderado’ e passou a integrar a lista de concelhos com ‘risco elevado’ de transmissão da covid-19.

Gavião, por sua vez, apresenta hoje um total acumulado de 138 casos (+4) covid-19, dos quais 106 pessoas estão recuperadas da doença. Há dois óbitos a lamentar e 30 casos ativos no concelho. Gavião continua a integrar a lista de concelhos de ‘risco extremamente elevado’ de transmissão da covid-19, o nível máximo e sujeito às medidas mais restritivas.

Lezíria com 6628 casos e 159 óbitos desde o início da pandemia

A Lezíria do Tejo apresenta hoje 206 novos casos de infeção por SARS-CoV-2, 21 doentes recuperados, um óbito e um total acumulado de 6628 doentes, dos quais 2268 casos no concelho de Santarém, segundo a Rede Regional. A Chamusca tem um total de 267 casos confirmados (+2) e 11 óbitos, e a Golegã tem 114 infeções (+5) e cinco óbitos.

A região da Lezíria acumula 158 óbitos, 59 dos quais em Santarém, e 5100 pessoas recuperadas da doença.

Distrito de Santarém com total de 12.889 casos e 301 óbitos

O distrito de Santarém soma um total acumulado de 12.889 casos confirmados de doença (6628 na Lezíria do Tejo e 6261 no ACES Médio Tejo), e um total de 301 óbitos (159 na Lezíria e 142 no ACES Médio Tejo).  A Lezíria apresenta um total de 5100 recuperados e o ACES Médio Tejo tem 3523, o que dá um total de 8623 pessoas recuperadas da doença.

Portugal regista 9.478 novos casos e 111 mortes

Portugal regista hoje 111 mortes e 9.478 novos casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde, descidas ligeiras relativamente ao registado nos últimos dias. O boletim epidemiológico da DGS revela ainda que há mais 104 pessoas internadas com covid-19 do que na sexta-feira, totalizando 3.555 doentes, e mais quatro pessoas em unidades de cuidados intesivos, que são agora 540 em todo o país.

Os números globais desde que foi diagnosticado o primeiro caso de contágio, em março passado, atingem hoje 476.187 pessoas infetadas e 7.701 mortes com covid-19.

Na sexta-feira foram atingidos máximos diários de mortes (118) e de novos casos (10.176).

A DGS considera ativos 102.406 casos, mais 3.468 do que na sexta-feira, e hoje há mais 5.899 casos recuperados, que no total são 366.080. Em vigilância estão 113.526 contactos, mais 4.365 do que na sexta-feira.

A maior parte dos novos casos situa-se na região Norte (3.377), seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo, com 3.009 novos casos, o Centro (2.074), Alentejo (582), Algarve (326), Açores (67) e Madeira (43).

Das 111 mortes contabilizadas desde sexta-feira, 44 aconteceram na região de Lisboa e Vale do Tejo, 29 no Norte, 25 no Centro, 11 no Alentejo e duas no Algarve.

Desde o início da epidemia de covid-19 em Portugal morreram 4.014 homens e 3.687 mulheres com a doença, a maior parte com idades acima dos 80 anos.

A maior incidência de casos verifica-se entre os 20 e os 59 anos. Foram diagnosticados com infeção pelo novo coronavírus 261.901 mulheres e 214.122 homens.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.914.057 mortos resultantes de mais de 88 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, o estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a doença foi renovado com efeitos desde as 00:00 de 08 de janeiro, até dia 15.

A covid-19 é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

c/LUSA

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.
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