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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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Covid-19 | ACES Médio Tejo já sinalizou 76 lares ilegais e vai arrancar com testes a 326 profissionais (C/AUDIO)

Os 11 municípios da área de abrangência do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo têm sinalizado ao dia de hoje um total de 76 lares ilegais a funcionar e as autoridades de saúde pública deram conta ao mediotejo.net que estes espaços contam com 326 profissionais a trabalhar, pessoas que precisam de ser testadas para defender, em primeira instância, os idosos que ali se encontram. Estas centenas de testes à covid-19 vão começar a ser feitos a partir de quinta-feira, dia 4 de junho.

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Em declarações ao mediotejo.net, a Delegada de Saúde Pública do ACES Médio Tejo disse que o número de “lares sem licenciamento” não é ainda final e que os mesmo continuam a ser detetados a pouco e pouco na região, uma realidade e um trabalho de sinalização que a pandemia do vírus veio trazer à tona depois de em vários espaços terem sido detetados surtos da covid-19, sendo os casos mais recentes, depois de Atalaia (Vila Nova da Barquinha) e de Riachos (Torres Novas), um lar em Carvalhal (Abrantes) e um outro em Casével (Santarém).

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“Dia 4 vão começar a ser testados os profissionais dos lares sem licenciamento, nos vários concelhos. Estão agendados até meio de junho os testes aos vários lares sem licenciamento, se houver algum positivo vamos depois testar os utentes dessas casas”, afirmou Maria dos Anjos Esperança.

“Dos 50 lares que tínhamos referenciados pela Segurança Social temos agora 76, temos muitos profissionais que vão ser testados, fizemos esse levantamento da forma mais exaustiva que nós pudemos fazer e temos um total de 326 funcionários que vão ser testados, e que são funcionários de estruturas sem licenciamento”, precisou a responsável pela saúde pública do ACES Médio Tejo.

Maria dos Anjos Esperança tem sido a porta-voz da Saúde Pública na região neste momento de crise, mas salienta o trabalho de informação e prevenção da restante equipa Foto: DR

A contabilidade é avançada por Maria dos Anjos Esperança, Delegada de Saúde Publica do ACES Médio Tejo, que disse ao mediotejo.net que os registos reportados pela Segurança Social de Santarém apontam para um total de 73 equipamentos licenciados para acolher idosos na área de abrangência do Médio Tejo, ou seja, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com acordo de cooperação, 40 entidades lucrativas com licenciamento, e 76 espaços considerados ilegais confirmados, podendo ser mais.

“Para mim não existem lares legais ou ilegais, para mim estão lá pessoas e são todos iguais e precisam de cuidados e de serem acompanhados. Os profissionais destes locais têm de ser testados para protegermos os idosos que estão dentro destas casas”, afirmou, tendo feito notar que a ideia “não é fazer inspeção ou fiscalização a esses espaços, mas sim fazer os testes às pessoas que lá trabalham, testes gratuitos aos funcionários e cuidadores”.

O ACES Médio Tejo tem 2.706 quilómetros quadrados e abrange cerca de 225 mil utentes/frequentadores dos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

O distrito de Santarém, no seu total, havia sinalizado há cerca de um mês um total de 130 lares ilegais em funcionamento, dos quais 55 no Médio Tejo e a maioria, cerca de 70, na região da Lezíria do Tejo, número que está em atualização e que pode “pecar por defeito”, e que abrangem “largas centenas de utentes e funcionários”, havia afirmado na ocasião Miguel Borges, presidente da Proteção Civil distrital.

“Há um número, um número que à partida nós entendemos que é capaz de pecar por defeito, mas que no distrito de Santarém andará à volta de 130 estruturas destas”, disse à Lusa o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil, indicando que a estrutura a que preside pretende apurar o número exato através do cruzamento de dados da Segurança Social, das estruturas municipais de proteção civil, entidades de saúde e outras.

“[O objetivo principal é] poder bater à porta destas pessoas, dizer que estamos aqui para ajudar enquanto proteção civil municipal e saúde pública e saber se precisam de alguma coisa, se as pessoas estão em condições dignas daquilo que é a condição humana e, se não estiverem, dizer que estamos aqui para ajudar, sendo que este não é o momento de fiscalização ou de inspeção propriamente dita, mas sim perceber se as pessoas estão bem e se é preciso ajudar também nos testes [à covid-19] para os funcionários” destes equipamentos, acrescentou.

Para o responsável, esta “é a hora de tratar todos por igual, estejam as pessoas em estruturas legais ou nas chamadas ilegais”.

Miguel Borges (Sardoal) é o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civíl. Foto: DR

Reiterando que o contexto atual afasta qualquer “atitude fiscalizadora ou inspetiva”, Miguel Borges sublinhou que uma intervenção deste género, a ter lugar, será num momento posterior à pandemia.

Segundo o responsável, o número de lares ilegais no distrito de Santarém “é significativo”, lembrando que as casas de acolhimento de idosos têm um mínimo de três utentes, o que a lei permite, e “se 130 estão ilegais é porque terão mais, algumas até com muitas dezenas de idosos”.

“Basta fazer as contas para vermos que falamos de largas centenas de pessoas, entre idosos e funcionários”, acrescentou.

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém disse ainda que o processo em curso abarca diferentes tipologias diferentes de atuação e que as mesmas se prendem com as condições sanitárias e com a existência ou não de infetados com SARS-Cov-2.

“Durante a visita a estes espaços serão apuradas as condições mínimas da casa de acolhimento ilegal e, se não oferecer o exigido, a atuação passa por procurar outras estruturas de retaguarda já referenciadas para instalar os idosos e tendo um único objetivo que é o de salvaguardar a pessoa idosa”, afirmou, tendo reiterado que o objetivo “é ajudar, numa atitude pedagógica e preventiva”, designadamente com os “testes aos cuidadores, tal como acontece com os funcionários das Estruturas Residenciais Para Idosos e das Instituições Particulares de Solidariedade Social”.

A realidade do distrito de Santarém, afirmou Miguel Borges, “deverá ser transversal a todo o país”, lembrando existir uma “população muito idosa e onde a esperança de vida é cada vez maior”, e onde “as estruturas referenciadas como legais não são suficientes para as necessidades”.

Nesse sentido, defendeu, esta é uma situação que “deve entrar na agenda política”, sendo também uma “oportunidade e um ponto de partida” para a “eventual legalização destas situações, para todos poderem trabalhar descansados e os idosos estarem protegidos”.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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