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Covid-19 | ACES Médio Tejo já administrou mais de 23 mil doses de vacina nos 11 municípios (C/VIDEO)

A diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Médio Tejo, Diana Leiria, visitou esta sexta-feira, 26 de fevereiro, o centro de vacinação contra a Covid-19 instalado no Centro Municipal de Exposições de Ourém. À comunicação social presente, a responsável adiantou que já foram realizadas mais de 23 mil inoculações na região, no que se traduz em cerca de 8 mil pessoas com as duas doses de vacina tomadas. O ACES vai iniciar agora a vacinação das Estruturas Residenciais para Idosos (ERPIs) que estiveram a braços com surtos Covid-19 nas últimas semanas, nomeadamente em Fátima, onde uma ERPI vai começar a ser vacinada para a semana e as outras vão receber a segunda dose.

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Diana Leiria tem visitados todos os centros de vacinação da região, tendo salientado hoje em Ourém a “tranquilidade” com que tem decorrido o processo, sem problemas de maior a registar. “Temos muito poucas recusas”, frisou ao mediotejo.net, adiantando que até ao dia de quinta-feira contabilizavam-se 23.538 inoculações realizadas, no que se traduz em cerca de 8 mil pessoas com as duas doses de vacina da covid-19 nos 11 municípios da região.

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Na região estão a ser dadas as três vacinas aprovadas: a da Pfizer, a da Moderna e a da AstraZeneca, respeitando-se em cada uma os tempos definidos entre as duas doses recomendadas (Pfizer 21 dias, Moderna 28 dias e AstraZeneca 12 semanas). Quem foi chamado a vacinar-se em Ourém esta sexta-feira recebeu a vacina da AstraZeneca.

Sem adiantar números de vacinas para a próxima semana, Diana Leiria explicou que o ACES tem ajustado o plano de vacinação às doses que vão chegando. “Não sei se existe ou não falta de vacinas, temos tido vacinas todas as semanas”, referiu. Por tal, um pequeno grupo, considerado prioritário, entre os bombeiros e as forças de segurança já foi vacinado, adiantou. “Temos conseguido gerir”.

ACES Médio Tejo assinalou 22 mil inoculações em 11 municípios, 5500 das quais em Ourém. Foto: CMO

Na próxima semana arranca a última fase de vacinação dos ERPIs, com a administração de vacinas a lares que tiveram surtos de SARS CoV-2 nas últimas semanas e não puderam finalizar a ronda inicial de vacinação. “Nalguns concelhos já fechámos, outros não”, explicou, “em Ourém vamos fechar para a semana”.

Segundo o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, entre primeira e segunda doses, foram administradas 5500 vacinas no concelho, entre profissionais de saúde, bombeiros, utentes e colaboradores de lares sociais, bem como pessoas com mais de 80 anos ou com mais de 50 e patologias associadas.

Na atual fase são prioritários os maiores de 80 ou de 50 com patologias associadas. Há também prioridade para bombeiros e forças de segurança Foto: mediotejo.net

Apesar dos atrasos em instituições de Fátima devido a surtos, o presidente espera que tudo avance agora tranquilamente. A vacina vai “chegar a todos o mais rapidamente possível”, garantiu.

ACES Lezíria vai criar mais três centros de vacinação em Almeirim, Cartaxo e Salvaterra

Os concelhos de Almeirim, Cartaxo e Salvaterra de Magos vão ter centros de vacinação semelhantes aos criados em Santarém e em Coruche, na previsão do aumento substancial do número de vacinas a partir do segundo trimestre do ano.

O diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria, Carlos Ferreira, disse hoje à Lusa que a experiência iniciada no passado dia 15 em Santarém e em Coruche, com a vacinação da população prioritária a decorrer num local criado especificamente para esse fim, está a correr “muito bem” e vai ser replicada.

Assim, para 15 de março, está prevista a abertura de mais três centros de vacinação, em espaços situados fora dos centros de saúde, em Almeirim, Salvaterra de Magos e Cartaxo, na previsão da necessidade de aumentar o ritmo de aplicação das vacinas, disse.

A exemplo do que acontece na Casa do Campino, em Santarém, onde foi montada uma estrutura que permite atualmente a vacinação simultânea de seis pessoas, com possibilidade de alargamento até às 12, e no pavilhão municipal de Coruche, em Almeirim vai ser criado um espaço idêntico na base da Força Especial da Proteção Civil, em Salvaterra de Magos no antigo pavilhão do INATEL e no Cartaxo num local que será decidido na próxima segunda-feira, adiantou.

Carlos Ferreira afirmou que a vacinação na área abrangida pelo ACES Lezíria – que serve os concelhos de Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém – “está a correr muito bem, em termos da população”.

A “grande dificuldade” surge na realização das convocatórias, tendo em conta que a informação sobre a quantidade e o tipo de vacina destinadas ao ACES chega “em cima”, o que não permite optar pelo envio de SMS, estando administrativos e enfermeiros a ligar diretamente para os contactos constantes das fichas.

Até ao momento, foram realizadas nesta região 15.000 inoculações, cerca de 5.000 das quais já com duas doses (relativas às estruturas residenciais para idosos e profissionais de saúde) e outras 5.000 aplicadas ao grupo populacional com 50 ou mais anos e comorbilidades e com 80 ou mais anos.

Na área abrangida pelo ACES Lezíria foram contabilizados 12.300 utentes com 50 ou mais anos e pelo menos uma das quatro doenças identificadas como de risco, incluindo este grupo as pessoas com mais de 80 anos com comorbilidades.

No total, estão identificadas 16.468 pessoas com 80 e mais anos no ACES Lezíria (número que inclui os idosos em lares e os que padecem de doenças), sendo 6.050 homens e 10.432 mulheres.

Carlos Ferreira afirmou que alguns concelhos, como é o caso de Coruche, já vacinaram todas as pessoas com idades entre os 50 e os 65 anos e com comorbilidades referenciadas, salientando que a vacina da Astrazeneca só está a ser aplicada a pessoas com idades até aos 65 anos, pelo que seria bom poder alargar a aplicação desta vacina à população em geral.

Quanto aos grupos das forças de proteção civil e de segurança, o coordenador do ACES Lezíria afirmou que no próximo dia 06 de março vão ser vacinados cerca de uma dezena de bombeiros que ainda não receberam a vacina por terem de o fazer em contexto hospitalar, devido a doenças que carecem de maiores cuidados, sendo que se deslocará uma equipa ao Hospital de Santarém para proceder a essa vacinação.

Na próxima terça-feira serão igualmente vacinados os elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) que ainda não receberam a vacina, adiantou.

Questionado sobre a planificação para a próxima semana, Carlos Ferreira afirmou estar a aguardar orientações.

c/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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