Covid-19 | ACES Médio Tejo com foco no regresso às aulas, proteção dos idosos e desporto de formação (C/AUDIO)

Pandemia e proximidade do outono e inverno levam ACES Médio Tejo a ter especial atenção no regresso às aulas, na proteção dos idosos e no desporto de formação. Foto ilustrativa: UNICEF/Bänsch

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo não registou novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, tendo recuperado da doença mais 23 pessoas (20 de Abrantes e três de Ourém). Com cerca de 230 mil habitantes, os 11 municípios deste ACES apresentam um total de 498 pessoas infetadas (0,2%), das quais 420 já recuperaram da doença (84.3%) e há 15 óbitos a lamentar (3,1% de taxa de letalidade).

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A Delegada de Saúde do ACES Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança, elogiou os números na região ao fim de seis meses de pandemia, onde quase 85% do total de 498 pessoas infetadas já recuperou da doença, e disse ao mediotejo.net que as atenções estão agora concentradas no outono e inverno que se aproxima e em proteger através de linhas orientadoras a comunidade educativa, devido ao regresso às aulas, os mais idosos, utentes de lares e centros de dia, e na vertente desportiva dos escalões de formação, onde a competição entre diferentes clubes gera fortes preocupações às autoridades de saúde.

Com os 12 casos que se registam no ACES Pinhal Interior Sul, onde se inclui Sertã (11 casos) e Vila de Rei (1 caso), a região do Médio Tejo soma hoje um total de 510 casos confirmados de infeção por covid-19.  O município do Entroncamento tem hoje 22 pessoas em vigilância ativa, seguido de Torres Novas (14), Abrantes (13), Tomar (4), Alcanena (3), Ourém (2) e Vila Nova da Barquinha (1). Os municípios de Mação, Constância, Ferreira do Zêzere e Sardoal não têm pessoas em vigilância.

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Nos 11 concelhos do ACES Médio Tejo, Tomar regista um total de 135 casos positivos, seguido de Ourém (117), de Torres Novas (70), Abrantes (52), Entroncamento (48), Mação (26), Alcanena (24), Vila Nova da Barquinha (12), Ferreira do Zêzere (8), Constância (4) e Sardoal (2).

O ACES Médio Tejo regista hoje um total acumulado de 498 pessoas infetadas (-), 420 recuperadas (+23), 59 pessoas em vigilância ativa (-) e 15 óbitos (-).

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Com os 12 casos que se registam agora no ACES Pinhal Interior Sul, onde se inclui Sertã (11 casos) e Vila de Rei (1 caso), a região do Médio Tejo soma um total de 510 casos de doenças confirmadas, 430 pessoas recuperadas e 15 óbitos (3,1% de taxa de letalidade).

Em todo os 13 municípios do Médio Tejo, há 361 casos de infeção registados no período pós-confinamento, mais 212 do que os reportados na fase inicial de contenção da doença.

No Alto Alentejo, Gavião registou este mês em Belver os primeiros nove casos de covid-19. O surto parou por ali. Ponte de Sor apresenta um total acumulado de 20 casos positivos. Pelo menos cinco dos casos são relativos a pessoas que não residem no concelho e que não atualizaram a sua residência fiscal.

A Lezíria do Tejo, por sua vez, apresenta hoje um total acumulado de 789 doentes, dos quais 309 casos no concelho de Santarém, segundo dados da Rede Regional. A Chamusca tem um total de 14 doentes, entre os quais um óbito a lamentar, e a Golegã tem um total de 13 infeções, segundo a DGS. A região da Lezíria regista 24 óbitos, 12 dos quais em Santarém.

O distrito de Santarém soma um total acumulado de 1287 casos (789 na Lezíria do Tejo e 498 no ACES Médio Tejo), e um total de 39 óbitos (24 na Lezíria e 15 no ACES Médio Tejo).  A Lezíria do Tejo apresenta um total de 631 doentes recuperados e o ACES Médio Tejo tem 420, o que dá um total de 1051 pessoas recuperadas do vírus.

Governo está a ultimar “regras mais específicas” para reabertura das escolas 

A ministra da Saúde disse hoje que está a ser preparado um documento “com regras mais específicas” para as escolas, sendo o “princípio geral” que as atividades escolares e letivas sejam “interrompidas o mínimo possível”.

“Estamos a ultimar estas regras mais específicas destinadas a dar resposta muito práticas, sendo que o princípio geral é este, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) nos aponta: atividades escolares e letivas interrompidas o mínimo possível, encerramentos os mais limitados possíveis, os mais localizados possíveis, os mais limitados no tempo e dirigidos a situações de controlo do risco bem identificados”, disse aos jornalistas Marta Temido.

A ministra falava na conferência de imprensa de atualização da situação da pandemia de covid-19 em Portugal, após ter sido questionada sobre as regras que estão a ser definidas para as escolas.

A governante explicou que os ministérios da Saúde e da Educação têm estado a trabalhar “desde há longas semanas” na preparação do arranque do ano letivo, marcado para 14 a 17 de setembro, frisando que Portugal “procura acompanhar aquilo que é a preparação e a evidência” de outros países”.

A ministra sublinhou que, na passada segunda-feira, decorreu uma reunião com a OMS Europa e onde os vários países trocaram as suas aprendizagens, planos e experiências.

Segundo Marta Temido, dessa reunião saiu um conjunto de orientações e “o primeiro objetivo central” da Organização Mundial da Saúde é que “as necessidades escolares e educativas deverão ser o mínimo afetadas e interrompidas”, sendo neste “contexto difícil” que Portugal está a trabalhar.

“As nossas preocupações devem ser em primeira mão com a segurança das crianças e da comunidade educativa e em segunda mão com o controlo da transmissão e da infeção”, precisou, sustentando que é nesta lógica que se está a “preparar o documento que será conhecido dentro de alguns dias”.

Marta Temido admitiu que se trata de um “tema bastante complexo e ramificado”.

Por sua vez, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, esclareceu que a DGS enviou a 03 de julho para as escolas as regras que permitem a preparação do ano letivo.

“As grandes orientações para as escolas se organizarem e abrirem no dia 14 com medidas de segurança foram divulgadas para todas as escolas em julho”, disse Graça Freitas.

De acordo com a diretora-geral da saúde, estas orientações permitem “abrir as escolas dentro da normalidade possível” e dotar os estabelecimentos de ensino de “mecanismos preventivos de segurança”.

Graça Freitas explicou que a DGS está a ultimar um “referencial que permite atuar com uma cadeia de comunicação simples perante um caso suspeito, um caso confirmado ou um surto” numa escola.

Portugal regista hoje mais três mortos e 390 novos casos de infeção por covid-19, em relação a terça-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 58.633 casos de infeção confirmados e 1.827 mortes.

Os dados da DGS indicam que as três vítimas mortais foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, que contabiliza 30.208 casos (mais 168) e 671 mortos.

c/LUSA

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