Covid-19 | ACES Médio Tejo chega aos 1200 casos, ainda sem os resultados dos testes em lares (c/áudio)

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo registou 11 novos casos de infeção com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, e chegou às 1200 infeções confirmadas desde o início da pandemia e das quais resultaram 23 óbitos. Há hoje cinco novos casos em Tomar, dois em Ferreira do Zêzere e em Torres Novas, e um Sardoal e no Entroncamento, num dia em que ainda não foram conhecidos os resultados de centenas de testes efetuados a dois lares, em Abrantes e em Sardoal. Constância e Sardoal foram também hoje incluídos na lista dos 121 concelhos considerados de “risco elevado” pelo governo, passando a ter restrições mais elevadas, como o dever de recolhimento domiciliário e o teletrabalho obrigatório.

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A gerar mais preocupação está a situação nos lares em Pego (Abrantes), que apresentava na sexta-feira um total de 40 pessoas infetadas, e ainda os lares da Misericórdia em Abrantes e Sardoal, cujos utentes e funcionários ainda aguardam pelo resultado dos testes realizados no dia de ontem e de hoje, disse ao mediotejo.net Miguel Borges, presidente da Câmara de Sardoal e Presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém:

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Com os 11 casos de hoje, o ACES Médio Tejo chegou aos 1200 casos acumulados, num dia em que a Lezíria registou 38 novos casos de infeção e 4 óbitos. Nos 11 concelhos do ACES Médio Tejo, com um total de 1200 casos confirmados (+11), Ourém é o concelho com maior número de casos positivos acumulados desde o início da pandemia, com 255 casos, seguido pelo Entroncamento (252), Tomar (214), Torres Novas (163), Abrantes (147), Alcanena (61), Mação (46), Constância (18), Vila Nova da Barquinha (17), Ferreira do Zêzere (14) e Sardoal, com 13 casos.

No ACES Médio Tejo, Ourém tem 82 pessoas em vigilância ativa, seguido de Torres Novas (76), Alcanena (70), Entroncamento (57), Abrantes (48), Sardoal (39), Tomar (31), Constância (19), Ferreira do Zêzere (9), Vila Nova da Barquinha (8) e Mação (4).

Este ACES regista um total acumulado de 1200 pessoas infetadas (+11), 651 recuperadas (-), 443 pessoas em vigilância ativa (+16) e 23 óbitos (-).

ACES PIS com 13 casos ativos na Sertã e três casos ativos em Vila de Rei

No ACES do Pinhal Interior Sul (PIS), Vila de Rei tem 4 casos de infeção desde o início da pandemia, três deles ativos e 4 pessoas em vigilância. Os casos positivos sinalizados em funcionários na Unidade de Cuidados Continuados de Vila de Rei levaram à realização de cerca de 140 testes a todos os utentes e funcionários, não havendo sinais de mais casos positivos na instituição. A Sertã, por sua vez, apresenta um total acumulado de 52 casos confirmados, dos quais 39 pessoas estão recuperadas da doença, 13 casos estão ativos e 58 pessoas estão em vigilância.

Região do Médio Tejo com total de 1245 casos confirmados nos 13 municípios

Com cerca de 250 mil habitantes, os 13 municípios do Médio Tejo somam hoje um total de 1245 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (1189 no ACES Médio Tejo e 56 no ACES Pinhal Interior Sul), 691 pessoas recuperadas (651 no ACES Médio Tejo, 39 na Sertã e 1 em Vila de Rei (ACES PIS) e 23 óbitos.

O ACES Médio Tejo abrange a área territorial de 11 municípios com cerca de 235 mil utentes, e abrange as unidades de saúde de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila nova da Barquinha, numa área territorial de 2.706,10 Km’s quadrados.

Os municípios da Sertã e Vila de Rei fazem parte do Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo na divisão político-administrativa mas em termos de Saúde estão ligados ao ACES do Pinhal Interior Sul (PIS) que abrange ainda os concelhos de Proença-a-Nova e Oleiros, num total de cerca de 30 mil utentes.

 

Ponte de Sor tem 19 casos ativos, Gavião com 4 casos ainda ativos

No Alto Alentejo, Gavião tem hoje um total acumulado de 14 casos, tendo registado cinco novas infeções na última semana, quatro das quais com cidadãos residentes na freguesia de Comenda e uma com um bombeiro residente em Gavião, havendo nove pessoas recuperadas da doença. Ponte de Sor, por sua vez, apresenta um total acumulado de 44 casos positivos. Pelo menos cinco dos casos são relativos a pessoas que não residem no concelho e que não atualizaram a sua residência fiscal. O município refere apenas a ocorrência de 39 casos, dos quais 19 estão ativos.

Região da Lezíria com 4 óbitos e 38 novos casos nas últimas 24 horas

A Lezíria do Tejo apresenta hoje um total acumulado de 1871 doentes (+38), dos quais 730 casos no concelho de Santarém, segundo dados da Rede Regional. Nas últimas 24 horas há registo de 38 novas infeções e 4 óbitos (em Alpiarça, Chamusca, Rio Maior e Salvaterra de Magos). A Chamusca tem hoje um total de 65 casos confirmados, entre os quais quatro óbitos (+1), e a Golegã regista 39 infeções. A região da Lezíria acumula 50 óbitos, 24 dos quais em Santarém.

Distrito de Santarém com total de 3071 casos, 1945 recuperados e 73 óbitos

O distrito de Santarém soma um total acumulado de 3071 casos de doença (1871 na Lezíria do Tejo e 1200 no ACES Médio Tejo), e um total de 73 óbitos (50 na Lezíria e 23 no ACES Médio Tejo).  A Lezíria do Tejo apresenta um total de 1334 doentes recuperados (-) e o ACES Médio Tejo tem 651 (-), o que dá um total de 1985 pessoas recuperadas do vírus.

Portugal com mais 39 mortos e recorde de internamentos graves

Portugal registou hoje 39 mortos e mais 4.007 casos de novas infeções pelo novo coronavírus, tendo alcançado um novo recorde de 286 doentes internados nos cuidados intensivos por covid-19, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim epidemiológico da DGS hoje divulgado, Portugal contabiliza 141.279 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, mais 4.007 do que na véspera, e 2.507 óbitos, mais 39. Continuam ativos 58.492 casos, mais 1.137, e 2.831 pessoas recuperaram da doença em relação a sexta-feira, para um total de 80.280 recuperados desde o início da pandemia em Portugal.

No caso dos internamentos, o número de pessoas hospitalizadas continua a subir desde há mais de uma semana, sendo agora de 1.972 pessoas, mais 45 do que na sexta-feira, das quais 286 (mais 11) estão em Unidades de Cuidados Intensivos. Das 39 mortes registadas, 23 ocorreram na região Norte, 12 em Lisboa e Vale do Tejo, duas na região Centro, uma no Alentejo e uma no Algarve.

As autoridades de saúde têm agora sob vigilância um total de 64.514 pessoas, menos 791 pessoas nas últimas 24 horas. Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções.

No total, o novo coronavírus já afetou em Portugal pelo menos 64.111 homens e 77.168 mulheres, de acordo com os casos declarados. Do total de vítimas mortais, 1.287 eram homens e 1.220 mulheres. O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

Portugal tinha ultrapassado na sexta-feira todos os recordes desde o início da pandemia covid-19 com o registo de 40 mortos, 4.656 infetados e 1.927 doentes internados, 275 dos quais em cuidados intensivos, segundo a DGS.

O país tinha ultrapassado a barreira das 1.000 infeções diárias em 08 de outubro, atingindo 1.278 casos, um valor apenas registado a 10 de abril quando foram notificados 1.516 novos casos.

Desde 08 de outubro os números foram sempre em crescendo, ultrapassando pela primeira vez as duas mil infeções a 14 de outubro (2.072 casos), as três mil em 22 de outubro (3.270) e as 4.000 na quinta-feira, dia 29 de outubro.

No que respeita aos internamentos, no início da pandemia Portugal registou um máximo em abril com 1.302 pessoas internadas, valor superado em 22 de outubro, com a existência de 1.365 casos de internamento tendo hoje chegado aos 1.927.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 45,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

c/LUSA

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.
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