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Covid-19 | 1 ano de pandemia em números (fidedignos)

O primeiro caso de covid-19 foi registado na região do Médio Tejo a 16 de março. Assinalando 1 ano de pandemia, preparámos uma série especial de artigos que serão publicados num Dossier Especial ao longo desta semana.

No momento em que passa um ano sobre a notificação do primeiro caso de covid-19 na região, entramos também numa nova fase de desconfinamento, ultrapassada que parece estar a 3ª vaga da pandemia no nosso país. Desde 16 de março de 2020 foram registados 13.313 casos positivos e 393 óbitos nos 13 concelhos que formam a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

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Foi um ano de grande desafios, também em termos jornalísticos. Desde o início desta pandemia deparámo-nos diariamente no mediotejo.net com problemas na análise de dados. Queremos dar a melhor informação aos nossos leitores e, por isso, nunca nos conformámos em apresentar apenas os dados disponibilizados pela Direção-Geral de Saúde, que (ainda) não incluem diariamente os casos totais dos concelhos, além de tratarem com atrasos significativos as informações enviada pelos laboratórios, hospitais e unidades de saúde pública locais.

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Tantas reclamações depois, a DGS continua a publicar mapas com um inadmissível atraso, e a atualização dos casos por concelhos é revelada apenas uma vez por semana. Como disse um dia Paulo Lobato, que diariamente constrói os mapas de risco e as infografias do mediotejo.net, confiar em informação tão desatualizada “é como ir ler o boletim meteorológico da semana passada para decidir o que vestir amanhã”.

Foi por isso que também passámos a fazer diariamente a análise de risco dos concelhos, com base nos dados relativos às 24 horas anteriores, e não aos 14 dias anteriores, como faz a DGS. Esse mapa de risco, usando a sintética de um semáforo, permite perceber, ao dia, a situação que efetivamente os habitantes de cada concelho devem ter em conta, na sua vida diária. Chegámos, inclusive, a ter informação governamental de que havia apenas um “risco moderado” em determinados locais, quando os dados no terreno já colocavam a situação no “vermelho”.

Há um ano, escrevíamos em editorial:

“Em momentos como o que vivemos, a importância do acesso a informação rigorosa ganha ainda maior relevância. Não siga páginas e grupos onde se publica informação de forma anónima (os nomes dos jornalistas surgem a assinar os artigos também como forma de responsabilização perante o que é noticiado), desconfie de notícias bombásticas e/ou muito alarmistas. Perante a avalanche de informação com que lidamos, é fundamental descodificar e filtrar o essencial do acessório e não descurar nunca a verificação dos factos. (…) Os próximos dias, semanas e meses vão ser difíceis para todos, mas saiba que estamos aqui, e que pode contar connosco.”

Um ano depois, renovamos o compromisso de continuar a acompanhar diariamente todos os dados relevantes desta pandemia, que mudou radicalmente a nossa forma de vida. Mesmo correndo por vezes grandes riscos e abdicando de muitos fins de semanas e horas de descanso, a nossa equipa de jornalistas continua empenhada em garantir-lhe informação de confiança – no nosso jornal não lerá, jamais, “boletins meteorológicos” da semana passada.

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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