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“CoronArte”, por Massimo Esposito

Estamos em pandemia. Uma situação mundial grave que raramente é declarada, uma condição sanitária que pode descambar em mortes e circunstâncias económicas difíceis. Não sou político, medico ou patólogo mas sou artista e sobretudo cidadão de um país em que vivo há 34 anos e que está a dar sinais de contágio efectivo.

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Por estas razões estou a ver que os artistas, aqueles indivíduos um pouco estranhos que a sociedade por vezes define como -”diferentes” – “malucos” – “ desviantes” -, estão respondendo de maneira positiva a estas repentinas mudanças e sugestões médicas.

De norte a sul, dezenas de eventos, exposições e concursos são cancelados ou adiados, mas não oiço nenhum artista a gritar ou ofender alguém por estas medidas. Aceita-se a condição e espera-se uma mudança positiva.

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Os artistas compreendem e alinham para o bem comum (com certeza não todos), claro! Mas a maioria aceita, e isto desde sempre, porque o artista é parte fulcral da sociedade. Às vezes são as pontas do iceberg e… sem o povo, sem as pessoas, o artista não vive, não respira e não se sustenta.

O governo não vai ajudar o artista que não consegue expor na galeria, o governo não vai ajudar o artista a quem foi cancelado o concerto ou ao grupo de ballet que cancelara a digressão mas, com certeza, estes não irão pela rua gritar e reclamar porque o artista é assim e provavelmente irá fazer canções sobre o vírus, quadros ou filmes. Sim, ele irá dar uma volta ARTISTICA a esta situação grave.

Um modelo a seguir.

 

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Sabias palavras…! 😉
    Artistas (m)unidos em prol da superação pandémica que de forma consciente e criativa, lá conseguimos unir todos os esforços para continuar a produzir Arte.
    Um abraço e bons projectos criActivos! 🎨👊🍀

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