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Quinta-feira, Janeiro 27, 2022
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Constância | Soldados recrutas do 10º curso de formação juram Bandeira na Brigada Mecanizada (c/vídeo)

O Campo Militar de Santa Margarida, em Constância, acolheu a cerimónia de Juramento de Bandeira de 61 soldados recrutas, numa cerimónia presidida pelo Brigadeiro-General João Pedro Boga Ribeiro. O Comandante da Brigada Mecanizada destacou a importância de, na vida militar, se pôr o coletivo acima do individual, e de se fazer o que está certo, ao invés do que é mais fácil.

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Os formandos do 10º curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2020 da Brigada Mecanizada prestaram juramento de bandeira na parada do 2º BIMEC, no Campo Militar de Santa Margarida, Constância, na terça-feira, 22 de dezembro. Os 53 homens e oito mulheres foram acompanhados por familiares e amigos que se juntaram para assistir à cerimónia solene.

Assistiu-se aos diversos momentos simbólicos que marcaram o final de cinco semanas de formação, tendo um deles sido a imposição de condecorações a militares e civis, a par da distinção a Dinis Lobo, o melhor soldado recruta do 10º curso de Formação Geral de Praças.

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Em declarações ao mediotejo.net, em recente entrevista, o Comandante da Brigada Mecanizada destacou a importância do Campo Militar de Santa Margarida na formação dos jovens quadros, do que pode motivar a juventude de hoje a aderir às Forças Armadas, notando os valores materiais e emotivos, e a importância de se pôr o coletivo acima do individual no seio da vida militar.

Brigadeiro-General João Pedro Boga Ribeiro, Comandante da Brigada Mecanizada. Foto: mediotejo.net

Como se conquistam jovens para as Forças Armadas?

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Há várias razões que podem levar os jovens a vir para as Forças Armadas, umas mais emotivas, outras mais materiais. As mais emotivas estão relacionadas com a forma intrínseca de ser dos militares. Os valores que cultivam, a formação que têm, a capacidade, com a sua formação e valores, de se adaptarem aos diferentes desafios. Um exemplo muito típico é o que aconteceu com a pandemia: o Exército tem dado uma resposta muito eficaz e muito eficiente ao que lhe tem sido solicitado e isso está intimamente relacionado com a nossa cultura organizacional, com os valores de serviço que aqui se praticam e a disponibilidade e adaptabilidade para fazer face a novos desafios. Incontornavelmente também podem ser fontes de motivação para vir para o Exército, e para as Forças Armadas, aquilo que são as oportunidades que o Exército proporciona. Desde logo um início de vida com uma remuneração garantida, com um conjunto de ações de formação em grande parte certificada, com experiências profissionais no território nacional e fora do território nacional no cumprimento de missões de paz, humanitárias, ou até missões mais complicadas que a Nação atribui às Forças Armadas e isso também é uma experiência de vida única.

No essencial, o que é que se aprende na vida militar?

A pôr o coletivo acima do individual. É uma constatação muito interessante que temos dos militares, passado uns tempos de saírem do Exército nos dizem quais foram as grandes lições que aprenderam. Tem muito a ver com a tal cultura organizacional e o sentido de camaradagem que são depois muito importantes para o exercício das suas profissões nas mais diversas áreas de atividade. Mesmo assim, é verdade que, o Exército em particular, se tem defrontado com algumas dificuldades na obtenção de recursos humanos e isso tem a ver com a realidade nacional e com as motivações da juventude. Temos exercido muitas iniciativas de comunicação, de explicação do que é atividade militar, do que é o Exército. Tem produzido alguns resultados, mas é sempre uma área de trabalho intenso e que tem de ser continuado.

Para ser militar é preciso ter vocação ou o interesse trabalha-se?

Ter vocação ajuda muito. Ter interesse maior do que seja um interesse momentâneo ou material, ajuda muito. Até porque as vicissitudes da vida militar, como em tantas outras profissões, há sempre dias bons e dias menos bons. E daí que a motivação e a vocação seja importante. Contudo, não é de menos importância saber o que um jovem pode obter na instituição militar do ponto de vista da sua cultura organizacional. A questão dos valores, da camaradagem, do coletivo em relação ao individual, do sentido do dever da missão, a disciplina na forma mais benigna do seu entendimento – às vezes as pessoas entendem a disciplina como uma coisa rígida mas é uma questão de educação -, em sabermos posicionar-nos em cada momento em relação a cada situação numa determinada organização e isso ajuda-nos a resolver cada situação da nossa vida, seja na instituição militar, seja lá fora. A vocação é muito importante mas, para quem queira vir experimentar, encontra uma organização que acolhe as pessoas, que lhes dá formação, um conjunto de informação de valores. Uma maneira de contribuir para algo que é maior do que eles e que podem aqui encontrar.

Quantas mulheres estão na Brigada Mecanizada ?

Na Brigada Mecanizada 20% são mulheres. Que é mais ou menos o número que tem o efetivo do Exército em termos da distribuição do género. Sem menorizar o trabalho e a competência dos rapazes e dos homens que servem no Exército, tenho uma ideia extraordinariamente favorável do papel dos militares femininos. Da competência que têm, da dedicação e da humanidade que trazem ao equilíbrio que é preciso proporcionar e nunca senti nenhuma dificuldade de integração ou de cooperação e o grau de exigência é absolutamente igual.

E ocupam cargos de chefia?

Sim. Tenho oficiais, sargentos mulheres que fazem um trabalho extraordinário todos os dias nas mais diversas áreas desde o comando de um esquadrão de carros de combate a áreas do estado maior. Por exemplo, quem gere as contas da Brigada é uma mulher.

c/PAULA MOURATO

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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