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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Constância | Rede varina em destaque no Museu dos Rios e das Artes Marítimas

Uma miniatura de rede varina é a “Peça do Mês” do Museu dos Rios e das Artes Marítimas (MRAM), em Constância, uma iniciativa que pretende dar a conhecer à comunidade os diversos elementos patrimoniais da vila e respetiva história.

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O ano de 2022 começa com o aniversário da iniciativa “Peça do Mês”, promovida pelo MRAM, que precisamente há um ano iniciava esta divulgação do património marítimo presente no concelho de Constância.

Neste que é o décimo terceiro mês consecutivo da iniciativa, ganha destaque uma miniatura de rede varina. Conta-nos o museu que em tempos idos “quando os rios eram o ganha-pão de muitas famílias”, a rede varina, uma rede de arrasto, era utilizada na pesca ao sável.

Imagem: MRAM/CMC
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“Tinha cerca de três a quatro metros de altura e podia ir até aos duzentos metros de comprimento. Ao meio, tinha uma espécie de saco onde o peixe se juntava. No topo, levava uma corda com pandas de cortiça para que a rede trabalhasse direita e flutuasse quando a profundidade do rio fosse pouca ou ficasse debaixo de água quando o rio fosse mais fundo. Em baixo, levava os bolos ou pandulhos feitos de barro para fazer peso de forma a que a rede se arrastasse pelo fundo do rio”, explica o Museu dos Rios e das Artes Marítimas.

“Para fazer este tipo de pesca, ficavam dois homens na margem com a corda da rede na mão e outros dois iam no barco com outra ponta da rede, deixando-a deslizar Tejo abaixo, desde a ponte sobre o rio Tejo até ao fim da Praia do Ribatejo”, lê-se ainda.

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“Para além dos dois homens no barco, iam mais dois: um largava os bolos e o outro as pandas. Quando terminavam, os homens que iam de barco levavam a ponta da rede aos que estavam na margem, depois puxavam-na para fora de água com a ajuda de uma vara espetada na areia, o bordão”, diz-nos ainda o MRAM que elucida que eram precisos sete homens para arrastar a rede para a margem, com “a ajuda de uma correia de couro, a cilha, e mais um rapaz para enrolar as cordas”.

Recorde-se que a  “Peça do Mês” está exposta numa das salas do museu, onde pode ser apreciada, sendo divulgada através das páginas de Facebook do Museu dos Rios e das Artes Marítimas e do Município de Constância.

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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