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Quarta-feira, Dezembro 8, 2021
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Constância | Qual o segredo para a excelência do agrupamento de escolas?

Dos cinco agrupamentos de escolas da nossa região objeto de avaliação externa feita pela Inspeção Geral de Educação e Ciência no ano letivo 2016/2017, o único a obter um resultado excelente foi o Agrupamento de Escolas de Constância. Fomos tentar perceber o segredo do sucesso, através da sua Diretora, Olga Antunes.

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A equipa avaliadora da Inspeção Geral de Educação e Ciência atribuiu ao Agrupamento de Escolas de Constância a classificação de Excelente no domínio de liderança e gestão, e Muito Bom nos domínios dos resultados e prestação do serviço educativo. Foi o agrupamento com melhor classificação na nossa região no ano letivo 2016/2017.

Para Olga Antunes, Diretora do Agrupamento, o mérito deve-se “ao trabalho de equipa, às parcerias, aos profissionais e até aos encarregados de educação”. “Eu sou apenas o rosto visível para o exterior, porque a liderança é mais do que a Direção, são as lideranças intermédias, são os diretores de turma por exemplo na ligação com os encarregados de educação, são os coordenadores dos departamentos que conseguem mobilizar os colegas nas reuniões de trabalho, são os órgãos de gestão, enfim, é todo um trabalho de equipa”, realça a responsável.

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O ensino vai do pré-escolar ao 12° ano (Foto: mediotejo.net)

Um aspeto que Olga Antunes destaca é a “estabilidade” que se vive no agrupamento, criado “por vontade própria” em 1999. Em 2016 houve eleições para o cargo de diretor e apesar, de haver mudança – a anterior diretora saiu – não houve alterações na organização e a equipa manteve-se estável. Nem mesmo o facto de haver movimentação de professores quando há concursos – mais de 50 por cento em regime de mobilidade – os que se mantêm criam um núcleo que impulsionam os outros e ajudam a manter um espírito de equipa.

Facto é que, ao contrário de outros agrupamentos da região, o de Constância tem registado um aumento do número de alunos. Um dado significativo é que cerca de 25 por cento dos alunos são de fora do concelho. Vêm das freguesias fronteiriças dos concelhos de Tomar, Abrantes, Vila Nova da Barquinha e Chamusca. A opção pelo agrupamento de Constância deixa orgulhosos dirigentes, professores e funcionários.

O sucesso resulta também de um trabalho continuado que não tem a ver apenas com o último ano mas já vem de anos anteriores, conforme explica Olga Antunes.

O agrupamento acolhe 750 alunos (Foto: mediotejo.net)

Em 2008, ano que se realizou a penúltima avaliação externa, os resultados já foram todos Muito Bom mas, apesar disso, registou-se uma quebra no número de alunos. A equipa dirigente da altura, da qual Olga Antunes já fazia parte, tomou medidas importantes promotoras do sucesso dos alunos, monitorizando sempre os resultados.

A Diretora realça a forma como o agrupamento consegue trabalhar em parceria no concelho, “a forma como se consegue envolver todas as instituições, criando sinergias”. Concretiza que o agrupamento trabalha com a maioria das associações do concelho por exemplo com a Casa Memória de Camões, com a associação Quatro Cantos do Cisne, entre outras.

Essa ligação estende-se a empresas e resulta também na criação de postos de trabalhos. Por exemplo, quatro alunos de cursos profissionais realizaram estágio na CAIMA e conseguiram ficar a trabalhar na empresa.

Os resultados muito positivos da avaliação externa representam “uma mais valia, até porque nos dão uma motivação maior para continuarmos a trabalhar”, afirma a responsável.

De uma forma genérica e pragmática, Olga Antunes aponta como principal objetivo do agrupamento “o sucesso dos alunos, o que é simultaneamente o maior desafio”. “Se não houver bons resultados nos alunos, não se pode considerar uma boa escola, e falamos de resultados não só como alunos mas também enquanto cidadãos, pessoas solidárias e ativas”, reforça.

Sem negar que as instalações são importantes, a diretora valoriza a componente humana afirmando que “as escolas são feitas em 90 por cento pelos profissionais, pelos professores”. E lembra que, tendo o agrupamento ensino desde o pré-escolar ao 12° ano, a maioria dos alunos passa 15 anos da sua vida naquele espaço.

Olga Antunes, 54 anos, valoriza mais a componente humana no ensino (Foto: mediotejo.net)

Nos tempos que correm há grandes desafios que se colocam aos professores. “Hoje em dia a informação está à distância de um clique e a escola tem de se reinventar, de se reorganizar, temos de ter capacidade de resposta para este novo tipo de alunos”, afirma, reconhecendo não ser fácil encontrar novas estratégias de motivação dos alunos que não passem apenas pela sala de aula.

Este ano letivo, o agrupamento entrou no projeto de autonomia e flexibilidade em que 25 por cento da carga horaria é flexível. Alunos e professores estão a tentar trabalhar as realidades do concelho por exemplo em relação ao tema da água onde se procura articular a abordagem com as várias disciplinas. Um projeto em marcha tem a ver com os direitos das crianças, em que alunos do 10° ano vão trabalhar com os do 1°, “o que não é de todo normal”. O projeto envolve a AMI e prevê uma caminhada no final do período.

O agrupamento acolhe 750 alunos (desde o pré-escolar ao 12° ano), 80 professores e 38 funcionários. Engloba os centros escolares de Santa Margarida, de Constância e de Montalvo (este em construção e a abrir no próximo ano letivo) e a escola sede, Luís de Camões.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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