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Constância | Pomonas começaram “do nada” e hoje são “um trabalho extraordinário” (c/fotos)

Pela 24ª vez a vila de Constância viveu um fim de semana com múltiplas atividades tendo como pano de fundo o poeta Luís de Camões e a sua obra. As Pomonas Camonianas, organizadas pela Câmara, Associação Casa-Memória de Camões e Agrupamento de Escolas, trouxeram a Constância milhares de pessoas para visitarem a vila, assistirem aos espetáculos ou participarem nas atividades culturais, desportivas e de lazer.

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Momento especial aconteceu no dia 10 de junho, este ano a coincidir a um domingo, com a evocação do poeta com o qual a vila tem uma forte ligação ou não fosse denominada Vila-Poema.

Após a deposição de flores no Monumento a Camões pelo Presidente da Câmara, Sérgio Oliveira, vestido à época, e o Presidente da Associação Casa-Memória de Camões, António Matias Coelho, convidados e público deslocaram-se para o Jardim-Horto.

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Na sua intervenção, António Matias Coelho recordou como começaram as Pomonas Camonianas e como se aprofundou a relação da vila com o poeta. Recordou nomes como Manuela de Azevedo, falecida no ano passado, considerada pelo orador como “a mãe das Pomonas Camonianas”.

Manuela de Azevedo “dedicou metade da sua vida a esta terra de uma forma absolutamente generosa e marcou a sua identidade”, realçou Matias Coelho, lembrando o processo de fundação da Casa-Memória no qual Manuela de Azevedo teve um papel fundador.

Autarcas da Câmara com o Presidente da Casa-Memória de Camões (Foto: mediotejo.net)

Outra figura que destacou foi Adriano Burguete, médico que nos anos 50 trouxe à vila Manuela de Azevedo o que a levou a interessar-se pela vila e pela ligação a Camões. Médico de profissão, Adriano Gurguete acreditou na tradição popular da presença de Camões em Constância, estudou o tema, organizou congressos e publicou livros sobre o tema. Na opinião de António Matias Coelho, “estas duas figuras maiores da história da presença de Camões em Constância nunca devem ser esquecidas”.

Sobre as Pomonas, lembrou como tudo começou “do nada” em 1994. Nessa altura não havia as feiras medievais que entretanto enxamearam o país e nem sequer sabiam como executar as bancas de venda dos produtos.

“Constância foi das primeiras terras a fazer uma feira antiga”, sublinhou o Presidente da Casa-Memória recordando a “epopeia para arranjar as bancas” e os obstáculos que foi necessário ultrapassar.

Nessa altura os alunos “tinham vergonha de usar aqueles fatos com receio de que estivessem a fazer figuras tristes e que fossem alvo de chacota por parte dos colegas”. Nos primeiros anos havia dificuldades em arranjar figurantes.

“Hoje em dia verifica-se que é exatamente o contrário. Os alunos estão ansiosamente à espera de chegarem ao 8° ano e poderem participar porque entendem isso como uma espécie de promoção, de valorização social”, refere Matias Coelho.

Por tudo isto, faz questão de destacar o “trabalho extraordinário”, “absolutamente notável” realizado ao longo destes 24 anos.

É curioso notar que “os primeiros alunos que fizeram as Pomonas em 1994, há 24 anos, são os pais dos alunos que as estão a fazer agora. Portanto, já vamos na segunda geração”.

“Nenhuma outra terra tem relação com Camões com a intensidade que esta tem, é a sua riqueza maior porque é a identificação coletiva do nosso maior poeta”, exalta Matias Coelho.

O Presidente da Casa-Memória referiu ainda os trabalhos efetuados e a efetuar no Jardim-Horto, em fase de requalificação, e a atividade desenvolvida (18 iniciativas) na Casa-Memória ao longo do último ano, fazendo notar a importância que tem ou devia ter a instituição no contexto da região do Médio Tejo.

De seguida interveio o Presidente da Câmara num discurso mais virado para a atual situação política, económica e social, sublinhando que importa “honrar o passado mas também pensar o presente e o futuro”.

Após os discursos, foi a vez dos alunos do 9º ano da Escola Luís de Camões apresentarem um espetáculo de Danças Renascentistas. Isto enquanto nas arcadas decorria o Mercado Quinhentista, com venda dos frutos e das flores referidos por Camões na sua obra e nas principais ruas da vila, a feira de velharias e antiguidades.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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