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Sábado, Setembro 25, 2021

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Constância: Parada de Montalvo recordada em sessão com a população e colóquio

A Parada de Montalvo regressa ao concelho de Constância um século depois dos 20.000 soldados do Corpo Expedicionário Português terem desfilado no Terreiro da Parada. O Fórum Ribatejo e o município associaram-se e o centenário vai ser assinalado esta sexta-feira e sábado, dias 28 e 29 de outubro, na Quinta Dona Maria (Museu Quintas do Tejo) numa sessão com a população, num colóquio com historiadores e numa exposição temática.

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A preparação dos soldados para a entrada de Portugal na I Guerra Mundial foi feita na cidade de Paulona, improvisada no Campo de Instrução e Manobra de Tancos (Vila Nova da Barquinha). Se a criação da cidade durou uns prodigiosos 40 dias, a preparação do Corpo Expedicionário Português foi igualmente feita em tempo recorde, três meses, ficando conhecida pelo “Milagre de Tancos”.

Antes da partida para as trincheiras da Flandres, as forças políticas e militares portuguesas decidiram mostrar o poderio do grupo de 20.000 homens preparado pelo General Norton de Matos, secundado pelo General Tamagnini. A data para o desfile das tropas foi escolhida, 22 de julho de 1916, assim como o local, Montalvo, mais propriamente no terreno hoje conhecido pelo Terreiro da Parada.

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Um século depois, a Parada de Montalvo regressa ao concelho de Constância com a iniciativa “O Ribatejo e a Grande Guerra”, promovida pelo Fórum Ribatejo e o município, numa uma sessão com a população, um colóquio e uma exposição temática. As três atividades têm lugar na Quinta Dona Maria (Museu Quintas do Tejo), em Montalvo, realizando-se a primeira esta sexta-feira, 28, o segundo no sábado, 29, e a terceira durante os dois dias.

Na sexta-feira, pelas 20h30, são apresentadas “As Memórias da Grande Guerra em Montalvo” com a presença de familiares de militares do concelho que participaram no evento bélico. O momento inclui ainda a apresentação do livro “O Concelho de Constância e a Grande Guerra” com a Agenda de Algibeira de 1918 do combatente Manoel Rodrigues Silva, natural de Montalvo.

O dia de sábado é dedicado ao colóquio com oito apresentações de historiadores e uma homenagem a João Moreira, figura destacada no Ribatejo nas áreas da comunicação, cultura e património. A sessão de abertura está marcada para as 10h00 e a primeira apresentação “Montalvo e a Grande Guerra”, por António Matias Coelho, começa meia hora depois.

Às 10h50 a palavra passa para Anabela Cardoso, que irá falar sobre as “Memórias de Guerra de Manoel Rodrigues Silva – Um Militar do Corpo expedicionário Português de Montalvo”. A homenagem a João Moreira realiza-se depois do primeiro período de debate, pelas 11h40.

As intervenções da tarde começam às 15h00 com “A Grande Guerra e as Aparições de Fátima”, por Aurélio Lopes, e realizam-se de vinte em vinte minutos. Segue-se Fernando Rita com “O Concelho de Santarém na Grande Guerra” e Gabriel Feitor com “Anastácio Gonçalves e a Grande Guerra”.

Após o segundo debate, às 16h30, Maria Manuel Simão fala sobre “A Grande Guerra – Os cartaxenses e e a sua participação dentro e fora do país” e Luís Batista destaca o “Padre Manuel Caetano – Um capelão militar ribatejano do CEP na Flandres (1917/18)”.

A última apresentação deste colóquio com inscrição obrigatória pertence a Mariana Gregório e intitula-se “Os boches deram-nos um ataque… A Batalha de La Lys nas palavras do 2º Sargento Rodrigo António Rodrigues”, sendo seguida de debate.

Os interessados em participar deverão confirmar a sua presença no site da autarquia ou através do número de telefone 249 730 251 (secretariado da iniciativa).

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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