Constância | Obras na Estrada Militar de Santa Margarida cortam trânsito por três meses

Foto: mediotejo.net

A Estrada Militar de Santa Margarida, na freguesia de Santa Margarida da Coutada, concelho de Constância, entra em obras no dia 2 de dezembro, praticamente um ano depois de ter ficado condicionada a circulação naquela via por perigo de derrocadas. A informação foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira, na reunião pública desta quinta-feira. A estrada irá estar fechada por três meses, sendo que o trânsito se fará pelo interior da povoação de Santa Margarida e Malpique, em direção à Porta de Armas principal.

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A obra, há muito esperada, será conduzida pela Brigada Mecanizada em conjunto com a Engenharia Militar, sendo que a estrada não é de jurisdição da autarquia, conforme lembrou Sérgio Oliveira ao mediotejo.net. “A intervenção do talude da Estrada militar vai ter início no dia 2 de dezembro e durante a próxima semana irá sair uma informação, a pedido da Brigada Mecanizada, a informar a população do início da intervenção e que a estrada vai estar cortada pelo período de três meses (até 3 de março)”, referiu o autarca.

Áudio: Sérgio Oliveira explicou ao mediotejo.net o prazo e trâmites da obra, recordando todo o processo e diligências necessárias para reunir consenso e avançar com a intervenção

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A sinalética vai ser colocada junto à Estrada Nacional, marcando os desvios por dentro da povoação de Santa Margarida. “O trânsito vai fazer-se pelo acesso direto à aldeia de Santa Margarida, depois segue em direção a Malpique e pela Porta de Armas principal. Temos que nos adaptar estes três meses”, aludiu, referindo ser esta a previsão da empreitada a levar a cabo pela Engenharia Militar no talude problemático.

Em declarações ao nosso jornal, o autarca referiu que este foi um processo “que demorou algum tempo” e que exigiu estudo da intervenção técnica, apresentação do plano de obra ao proprietário do terreno e autorização do mesmo para que a Engenharia pudesse intervir, bem como pedido de autorização ao ICNF para se retirar um conjunto de sobreiros antes que a maquinaria entre em ação.

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“Foi um processo em que a Câmara Municipal teve um papel de moderador entre as duas partes, de forma a se encontrar sempre uma solução”, reafirmou Sérgio Oliveira, notando que “por vezes não é com barulho, nem com ‘murros na mesa’ que se resolve este tipo de problemas. Porque, quando nós esticamos demais a corda, e a corda se parte, e não há diálogo nem colaboração entre as entidades… O que poderia acontecer é que o vemos pelo país e pelo mundo fora: esta situação, em vez de demorar um ano, demorar entre 10,15, 20 anos e nunca ninguém resolver nada”, mencionou.

Para o autarca “o que interessa é que a obra vai ser iniciada” e que, ao reabrir, reunirá todas “as condições de segurança para pessoas e bens que atravessam aquele infraestrutura militar”.

Recorde-se que se aguardava intervenção no sentido de suster as terras e rochas num dos taludes que a ladeiam, evitando derrocadas para a via, num troço que tem gerado preocupação aos autarcas locais e população, tem estado condicionado desde final de 2018 com maciços de betão a cortar uma das faixas de rodagem.

Sérgio Oliveira já havia feito ponto de situação sobre o assunto na reunião pública de 24 de outubro, dando a entender que tudo se estaria a encaminhar para um consenso entre militares e um privado, detentor de terreno naquele local.

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