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Domingo, Dezembro 5, 2021
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Constância | O mistério dos maus cheiros no Centro Escolar de Santa Margarida (atualizada)

A Câmara Municipal de Constância está a tentar, em várias frentes, identificar a causa do problema dos maus cheiros no Centro Escolar de Santa Margarida. Após o fecho do estabelecimento de ensino anunciado no dia 9, logo na segunda feira, o Presidente da Câmara, Sérgio Oliveira, contactou o responsável pelo relatório do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) que propunha o encerramento do centro escolar até se determinar a origem dos maus cheiros.

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Segundo nos informou o autarca, em funções desde outubro de 2017, na terça feira foram colocados aparelhos no exterior do centro escolar e em determinadas salas para se recolher dados sobre a qualidade do ar nesses espaços, resultados que devem ser conhecidos ainda esta semana.

Em simultâneo, a Câmara solicitou à Galp que, através da sua empresa especializada em gás, que faça nova inspeção no sentido de se apurar se há qualquer fuga de gás ou outro tipo de problema nas canalizações.

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Outra medida que está no terreno é, através de uma empresa especializada, a colocação de sondas nos esgotos pluviais para se determinar se há qualquer tipo de obstrução ou interpenetração com esgotos domésticos.

As análises abrangem a água do açude de Santa Margarida (Fonte: mediotejo.net)

No exterior procede-se, em simultâneo, à recolha e análise da água da fonte e do açude de Santa Margarida, ao mesmo tempo que se verificam os terrenos envolventes.

Tudo isto é feito para se tentar determinar, mais uma vez e “o mais depressa possível”, as causas dos maus cheiros que tanto têm preocupado a comunidade escolar e a Autarquia. Desde 2015, ano em que se começou a sentir o problema, que se tenta apurar a sua origem, até agora sem resultados.

Perante o agravar da situação, a Câmara de Constância decidiu mandar encerrar o Centro Escolar de Santa Margarida, transferindo os cerca de 70 alunos alunos para a escola da vila, conforme deu conta o Presidente Sérgio Oliveira em conferência de imprensa realizada no domingo. Uma medida foi tomada após se ter conhecimento de um relatório do IPT datado de abril de 2016 que propunha o encerramento do centro escolar até se descobrir a origem do problema dos maus cheiros.

Até agora, segundo o autarca, a solução adotada de transferir os alunos para a escola da vila, está a correr bem, “as crianças estão bem”. Aliás, Sérgio Oliveira já esta semana visitou os alunos e professores deslocados na escola de Constância.

Na terça feira, a ex-Presidente da Câmara e atual Vereadora, Júlia Amorim (CDU), em conferência de imprensa, criticou o atual Executivo socialista por mandar fechar o centro escolar e desvalorizou o relatório do IPT afirmando ser “contraditório em alguns pontos”.

Interpelado a comentar a posição da sua antecessora, o atual Presidente não se alongou, apenas dizendo que “foram feitas afirmações graves”.

ATUALIZAÇÃO (14-08-2018):

Em declarações aos jornalistas à margem da visita da Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior ao Centro Ciência Viva de Constância, o Presidente da Câmara fez o ponto da situação do que está a ser feito para determinar as causas dos maus cheiros no Centro Escolar de Santa Margarida.

Uma primeira conclusão obtida após a vistoria dos técnicos da Galp ao reservatório do gás e às condutas internas e externas é que não há qualquer fuga de gás, garante Sérgio Oliveira, que já transmitiu essa informação à restante Vereação e a toda a comunidade escolar.

A empresa A. Logos que está a fazer análises à qualidade da água da fonte e do açude, bem como a recolher solos para análise ainda não revelou resultados. “Por vezes as empresas não têm capacidade de resposta”, refere o Presidente da Câmara, que conta ter resultados destas análises e da qualidade do ar até ao final da próxima semana.

Uma garantia dada pelo autarca é que a Câmara está empenhada na identificação da fonte dos maus cheiros e na resolução do problema do Centro Escolar de Santa Margarida.

“Até podemos chegar à conclusão de que os cheiros não seriam nocivos para as crianças e para os profissionais do Centro Escolar mas deixo claro que, numa questão de dúvida, eu prefiro tomar uma decisão radical e pecar por excesso, do que pecar por defeito”, afirma Sérgio Oliveira.

E o Presidente da Câmara acrescenta estar de consciência tranquila porque “mesmo que venha a ser criticado por ter tomado uma medida radical de encerrar o Centro Escolar”, o autarca prefere ter a certeza “de que não está lá ninguém que possa ser prejudicado em termos de saúde”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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