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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Constância | Novo hotel com obras a todo o vapor deve abrir no final de 2018 (c/video)

Quem passe na estrada entre Constância e Montalvo não dá conta do trabalho que já foi feito desde julho para pôr de pé o primeiro hotel de Constância, o Villa Tejo Nature & Spa, um investimento de 3,7 milhões de euros do empresário João Rosa que atualmente explora a casa João Chagas, na Praça Alexandre Herculano. Trata-se do maior investimento privado em Constância nas últimas décadas.

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Nesta fase ainda se procede à movimentação de terras para se vencer o declive da encosta onde vão surgir os três pisos do edifício. É um trabalho que implica a retirada de 20 mil m3 de terra, mais de mil camiões cheios, e que deverá estar concluído em finais de setembro ou inícios de outubro, segundo o promotor.

O investimento previsto é de 3 milhões e 700 mil euros com um financiamento de 2 milhões e 200 mil euros do programa Portugal 2020, valor que tem de ser reembolsado no prazo de 10 anos. Nesta altura, o projeto avança apenas com capitais próprios, revela o promotor.

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Conta-se que a obra esteja concluída entre outubro a dezembro de 2018. Será um hotel de quatro estrelas com 43 quartos, dos quais cinco suites no 1° andar, com jacúzi na varanda. Inclui um complexo de piscinas (uma interior e outra exterior), restaurante, spa, auditório e esplanada. Tudo isto com vista para o rio Tejo e para a parte sul do concelho.

João Rosa realça o facto de todas as valências poderem ser utilizadas por clientes que não estejam alojados no hotel. Lamenta os inúmeros obstáculos que tem enfrentado a nível burocrático com as diversas entidades por onde o projeto tem de passar, mas agradece o apoio da Câmara que tem agilizado o processo. Dá como exemplos os postes da PT que estão implantados no terreno cuja retirada custa 5 mil euros. Essas dificuldades iniciais fizeram com que a obra prevista para iniciar em março só tenha arrancado em julho.

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Apesar de tudo, o empresário mostra-se confiante na viabilidade do empreendimento, realça a sua localização (a escassos 500 metros do nó da A23 e com vista sobre o Tejo) e, como fator de atratividade, as potencialidades turísticas do concelho e da região.

João Rosa é o promotor (Foto: mediotejo.net)

Um aspeto com que se preocupou foi contratar empresas da região. O projeto foi elaborado pelo gabinete Classe A+ e a empresa construtora é a Construforte, do grupo Ajibita, ambos de Abrantes. João Rosa faz questão de elogiar o trabalho e profissionalismo destas empresas.

Da equipa projetista, o engenheiro Pedro Brito explica a implantação do edifício naquela encosta a cerca de um quilómetro da vila de Constância. O objetivo foi minimizar o impacto visual e aproveitar ao máximo a localização sobre o Tejo. Daí vai surgir um imóvel “de braços abertos para o rio” com um piso em nível inferior (mas que é r/c visto do sul) e dois pisos acima do solo. No piso -1 vão funcionar 21 quartos, 13 no r/c e, no 1° andar, o auditório e cinco suites premium com jacúzi na varanda. Para quem passa na estrada de Montalvo verá um edifício apenas de dois pisos (r/c e 1° andar), envolvido com arvoredo e zonas verdes. As cerca de oliveiras que foram arrancadas durante os trabalhos de terraplanagem vão ser replantadas.

As piscinas interior e exterior, tal como a esplanada, vão estar viradas a sul com vista para o rio Tejo e para a margem sul do concelho. Pedro Brito assegura que, ao contrário do que muita gente pensa, o hotel não terá vista para a Caima. O restaurante terá capacidade para 150 pessoas e o auditório para 100 pessoas.

Todas as oliveiras vão ser replantadas (Foto: mediotejo.net)

A questão ambiental foi valorizada pelos projetistas e daí surgiram algumas soluções inovadoras como o reaproveitamento das águas pluviais, dos lavatórios e banheiras. Ou seja esta água é recolhida, tratada e depois reutilizada nas regas dos jardins e nos autoclismos. Além disso vão ser instalados painéis solares numa área aproximada de 1.500 m2. O objetivo é que entre 30 a 40 por cento da energia consumida pelo hotel seja produzida no local.

No terreno a sul, onde corre uma linha de água que também vai ser aproveitada, vão ser criados percursos pedestres e pontos para atividades de interação com a natureza.

Uma delegação da CDU visitou a obra no dia 26 (Foto: mediotejo.net)

CDU em ação de campanha

Uma delegação de candidatos da CDU às próximas eleições autárquicas, encabeçada por Júlia Amorim, candidata e atual Presidente da Câmara, visitou, no dia 26, as obras do novo hotel acompanhada pelo promotor e por elementos da equipa projetista e da empresa construtora, visita acompanhada pelo mediotejo.net, único órgão de comunicação social presente.

Júlia Amorim destaca a importância do investimento para captar turistas que permaneçam no concelho mais de 2,7 dias, tal como preconiza a estratégia do Turismo de Portugal. A dinamização da economia local, o incremento do movimento turístico na região e a criação de postos de trabalho são outros aspetos realçadas pela autarca candidata. Estão previstos 36 novos postos de trabalho, número que pode variar consoante a época do ano e a organização de eventos.

A candidata compreende o desgaste psicológico e financeiro do promotor nesta fase inicial e defende que os procedimentos deviam ser mais aligeirados.

Aproveitou para recordar o processo do terreno classificado como de interesse turístico e que pertencia a uma empresa construtora que ficou insolvente.

Um problema que se coloca naquela zona é o tratamento de esgotos. O projeto do hotel prevê uma ETAR compacta, mas Júlia Amorim anunciou a intenção de reforçar a cobertura de saneamento uma vez que também estão previstas novas urbanizações na área. Portanto, o problema do tratamento dos esgotos do hotel poderá ser resolvido pelo Município com as novas condutas de saneamento e a bombagem dos esgotos para a ETAR da Caima.

Júlia Amorim anunciou um reforço do saneamento básico na zona (Foto: mediotejo.net)

A polémica criada à volta da isenção de taxas ao empreendimento por parte da Câmara – o PS contestou na Câmara e na Assembleia Municipal por ser medida avulsa e criar um precedente – levou Júlia Amorim a lembrar a intenção de revisão do regulamento de taxas que vai prever um conjunto de isenções para pequenas e médias empresas, com regras bem definidas e com base no montante investido e nos postos de trabalho criados.

No final da visita, Júlia Amorim deixou uma mensagem de parabéns e de esperança ao promotor João Rosa, à empresa construtora e ao gabinete projetista.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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