Constância | Museu dos Rios assinala virtualmente Quinta-Feira da Ascensão

A Câmara Municipal de Constância, através do Museu dos Rios e das Artes Marítimas, assinala esta Quinta-feira da Ascensão de forma virtual, com divulgação e publicação no Facebook dos trabalhos de recolha junto da da população mais idosa do concelho relativos a este tema. Estas recolhas da tradição, na oficina “Estórias & Memórias”, pretendem fazer levantamento dos usos e costumes, preservar e salvaguardar o património constanciense e a memória de outros tempos.

Das diferentes oficinas realizadas, e entre muitas outras Estórias já recolhidas, o museu divulga esta Quinta-feira da Ascensão, também conhecida por Dia da Espiga, algumas memórias dos mais velhos residentes do concelho.

“Este era o dia mais santo do ano”, “E pelo meio-dia tudo parava…”, “As águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam”, “Se os passarinhos soubessem quando era a 5ª feira da Ascensão, nem os pés punham no chão”. São algumas das recordações dos idosos sobre esta data.

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O Facebook do museu é assim palco das Estórias & Memórias da Quinta-feira da Ascensão, podendo visualizar-se um vídeo realizado em 2019, com a colaboração dos utentes da Santa Casa da Misericórdia de Constância.

A equipa do Museu refere que “dos muitos testemunhos recolhidos percebeu-se que neste dia, também conhecido por Quinta-feira da Ascensão, as pessoas não trabalhavam, iam para o campo e, pelo meio-dia, apanhavam a espiga, que consistia num ramo composto por alecrim, papoila, pampilho, trigo, oliveira e videira. A espiga era colocada atrás da porta ou numa gaveta, durante todo o ano, para dar sorte. Alguns ainda colocavam um tostão dentro do ramo, para nunca faltar dinheiro”.

Outros participantes revelaram que “os namorados aproveitavam o dia para apanhar a espiga, comer no campo e, claro, namorar. Daí dizer-se que “este é o dia em que a criada fala verdade para a patroa”, porque, neste dia, a criada dizia a verdade e ia realmente apanhar a espiga com o namorado, até se dizia que ia apanhar o espigão”.

Refira-se que o Museu dos Rios e das Artes Marítimas tem vindo a realizar diversas recolhas, nomeadamente a oficina Estórias & Memórias que pretende promover a intergeracionalidade e o envelhecimento ativo e positivo.

Os utentes dos lares da Santa Casa da Misericórdia de Constância têm sido convidados a dar testemunhos orais das suas histórias de vida, das suas vivências e das suas memórias, contribuindo para a continuidade deste projeto que contribui para a preservação da identidade e património do concelho.

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