Constância: Moradores da Capareira reclamam bandas da insonorização

Moradores da Urbanização da Capareira, em Constância, há muito que reclamam a colocação de barreiras de insonorização para abafar o ruído da A23 (Foto: mediotejo.net)

Os moradores da Urbanização da Capareira, em Constância, uniram-se para reclamar junto das Infraestruturas de Portugal a colocação de barreiras de insonorização para abafar o barulho do trânsito na A23.

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A reclamação já é antiga e perante a ausência de medidas por parte da Infraestruturas de Portugal, entidade gestora da A23, um grupo de moradores uniu-se e colocou na caixa de correio de todos os habitantes da Urbanização da Capareira um folheto juntamente com uma carta de reclamação/denúncia para que cada morador preencha e envie para a entidade do Estado.

O assunto esteve em discussão durante a última reunião do executivo camarário, esta quinta-feira, dia 7 de abril, quando o vereador António Mendes (PS), que já por várias vezes trouxe este assunto a reunião de Câmara, deu a conhecer a existência da carta e do formulário de reclamação/denúncia que foi colocado nas caixas do correio dos moradores da Urbanização da Capareira de forma a fazer pressão junto das Infraestruturas de Portugal para que sejam colocadas bandas de insonorização.

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Na ocasião, António Mendes sugeriu a Júlia Amorim, presidente da Câmara Municipal de Constância, que a autarquia, através da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), faça pressão junto das Infraestruturas de Portugal para a colocação das placas sonoras.

Júlia Amorim mostrou a sua satisfação “por ver que os moradores da Urbanização da Capareira se uniram para tomar uma posição conjunta sobre o barulho que sofrem pela A23” e salientou que a autarquia vai, mais uma vez, tomar uma posição neste assunto e “comunicar à Infraestruturas de Portugal que há necessidade de colocar barreiras sonoras para melhorar a qualidade de vida dos moradores atingidos”.

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O vereador António Mendes referiu que as Infraestruturas de Portugal têm prevista uma intervenção na A23, no concelho de Constância, e que seria importante nessa altura fazer pressão para que as bandas de insonorização sejam colocadas naquela urbanização junto à autoestrada.

Na reunião de Câmara do dia 7 de abril, o vereador António Mendes (PS) solicitou que a autarquia, mais uma vez, faça pressão junto das Infraestruturas de Portugal para que esta coloque as bandas acústicas (Foto: mediotejo.net)
Na reunião de Câmara do dia 7 de abril, o vereador António Mendes (PS) solicitou que a autarquia, mais uma vez, faça pressão junto das Infraestruturas de Portugal para que esta coloque as bandas acústicas (Foto: mediotejo.net)

Na ocasião, Jorge Heitor, engenheiro responsável pelas obras municipais da autarquia de Constância, esclareceu que as intervenções previstas pelas Infraestruturas de Portugal na A23 se prende com a recuperação de pavimentos e drenagens e colocação de nova sinalização vertical, no troço entre Entroncamento e Abrantes, e que não está prevista a colocação de barreiras acústicas.

Jorge Heitor recordou que a posição que as Infraestruturas de Portugal têm tomado sempre neste assunto é que a autoestrada já existia antes da construção da Urbanização da Capareira e explicou que dentro das habitações não se ouve ruído e que o problema é na parte exterior, principalmente na zona traseira onde, de facto, se sente ruído.

No texto entregue aos residentes da Urbanização da Capareira, a que o mediotejo.net teve acesso, pode ler-se o seguinte: “Para que tenhamos melhor qualidade de vida na urbanização onde residimos, relativamente ao ruído da A23 e à ausência de medidas por parte da entidade EP – Estradas de Portugal, SA, no sentido de minimizar tais efeitos (falta de bandas/placas sonoras) apela-se aos residentes que preencham e enviem esta reclamação/denúncia com o objetivo de muitos fazerem por todos. Bem hajam “Comunidade da Capareira”.

Anexa a esta carta, foi entregue aos moradores um formulário de reclamação/denúncia (modelo da CCDR-LVT) de forma a que os residentes exponham a situação que os está afetar, enviando depois o formulário preenchido para a CCDR- LVT (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo), enquanto entidade reguladora do ruído.

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1 COMENTÁRIO

  1. Há cerca de uma semana que, pelo menos duas vezes por dia, cerca de uma hora de cada vez, chega a todo o centro histórico um altíssimo ruído proveniente do sul. Em termos de decibeis, calcule que ronde os 120, semelhante a um avião militar a baixa altitude.

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