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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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Constância | Maioria PS aprova orçamento de 7,8 ME, um dos maiores dos últimos anos

A Câmara Municipal de Constância, gerida pelo PS, aprovou, com o voto contra da CDU, o orçamento e grandes opções do plano para 2018 num valor a rondar os 7 milhões e 800 mil euros, o que representa um dos maiores orçamentos dos últimos anos.

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“Esperávamos mais inovação nas propostas e ações”, afirmou Júlia Amorim, vereadora da CDU e ex-presidente da autarquia, que referiu o Festival dos Rios como única atividade inovadora.

Sérgio Oliveira, presidente da Câmara, denuncia que o atual Executivo herdou do anterior mandato o pagamento de um conjunto de faturas não pagas que totalizam 540 mil euros, valor para ser totalmente liquidado antes do fim deste ano, algumas delas referentes a alcatroamentos feitos antes das eleições, revelou ao mediotejo.net.

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A votação aconteceu durante a reunião descentralizada, realizada na Casa do Povo de Montalvo, no dia 21 de dezembro.

Na apresentação dos documentos previsionais para o ano de 2018, o Presidente Sérgio Oliveira (PS) caraterizou o orçamento como sendo “realista, que tenta responder às necessidades, às dificuldades e aos anseios das populações”. Acrescentou tratar-se de um “orçamento claro, transparente e objetivo, um documento de fácil leitura onde consta um conjunto de projetos estruturantes” que considera “essenciais para o desenvolvimento do Concelho”.

Perante os eleitos do Executivo e cerca de 20 cidadãos que assistiam à reunião, o Presidente da Câmara elencou algumas obras previstas: conclusão do centro escolar de Montalvo (apetrechamento e acessibilidades), plano de ação e regeneração urbana de Constância, arranjo da zona ribeirinha de Constância, arranjo do largo Cabral Moncada e obras de reparação do Cine-Teatro para que possa receber novamente espetáculos culturais.

É intenção do Município dar continuidade ao projeto de eficiência energética na piscina municipal.

A nível do ambiente, foram apresentadas duas candidaturas a fundos comunitários: uma para ampliação e renovação da ETAR de Montalvo e outra para a rede de saneamento básico e ETAR na Pereira.

Entretanto, aguarda-se decisão quanto à candidatura para intervenção no açude de Santa Margarida da Coutada, nomeadamente nos pesqueiros.

Com vista à reabertura da extensão de saúde de Montalvo, o Presidente da Câmara pediu uma audiência ao Ministro da Saúde e anuncia as obras necessárias para que volte a haver serviços de saúde na Casa do Povo de Montalvo.

Quanto ao campo de futebol de Montalvo, equipamento utilizado sobretudo pela Associação Cultural e Desportiva Aldeiense e Casa do Povo de Montalvo, o Presidente da Câmara refere que foi feito o levantamento dos problemas existentes ao nível do sistema de rega, iluminação e balneários. Sérgio Oliveira explica que no orçamento para 2018 apenas está prevista verba para o sistema de rega do campo, prevendo-se a intervenção nos balneários em 2019.

Está prevista intervenção em diversos arruamentos, a maior dos quais na Portela, em Santa Margarida, e em Montalvo, aqui com substituição de tubagem e novo tapete.

Já neste mandato foi iniciado o processo de legalização do cemitério de Montalvo, imóvel que não está registado como propriedade do Município. O orçamento para 2018 prevê o arranjo da estrada de acesso e do largo do cemitério dando dignidade àquele espaço. “Mais ano, menos ano, teremos de pensar na ampliação do cemitério”, revela o edil, que fala da necessidade de compra de uma parcela de terreno.

Aspeto sublinhado pelo Presidente da Câmara é que, no plano e orçamento, houve o cuidado de distribuição equitativa de verbas pelas três freguesias, “para que haja equidade na distribuição dos recursos públicos”.

Sérgio Oliveira resume o plano e orçamento como sendo “de otimismo e de esperança para o Concelho”. E os documentos não são mais ambiciosos devido às limitações financeiras da Autarquia.

O Presidente da Câmara denuncia que o atual Executivo herdou do anterior mandato o pagamento de um conjunto de faturas não pagas que totalizam 540 mil euros, valor que já foi pago em parte e que será totalmente liquidado antes do fim do ano.

São faturas de alcatroamentos feitos antes das eleições (150 mil euros), do Centro Escolar de Montalvo (250 mil euros) e de outras faturas não pagas (140 mil euros), revelou ao mediotejo.net.

CDU: Falta “estratégia inovadora”

As duas vereadoras da CDU, Júlia Amorim e Sónia Varino, votaram contra os documentos.  Consideram que “tratando-se de um instrumento de gestão e de planeamento para o ciclo autárquico 2018/2021, seria expectável que fosse apresentada uma estratégia inovadora com visão de futuro e bem mais detalhadas”.

A bancada da CDU congratulou-se pela facto do valor do orçamento ser o mais elevado dos últimos anos, elogiou o rigor técnico dos documentos e referiu-se a “um ciclo autárquico promissor para o desenvolvimento do concelho de Constância”.

Em contrapartida, criticou “a insuficiente atribuição de verba em algumas rúbricas ou mesmo a ausência de referência a alguns projetos”. As vereadoras da CDU deram como exemplos o apoio à construção do Centro de Dia e do Lar em Montalvo, a aquisição de uma viatura que substitua o mini-autocarro (“o que compromete o desenvolvimento da atividade cultural e desportiva das coletividades”) e a construção dos balneários no campo de futebol de Montalvo.

Acrescentam a falta de “ações concretas que promovam a criação de emprego e a fixação de pessoas, principalmente jovens”, a “inexistência de ações e medidas de apoio efetivo ao tecido empresarial local”, a conservação e modernização da rede de saneamento básico que é tratada na ETAR da Caima e a ampliação do cemitério de Constância.

“Esperávamos mais inovação nas propostas e ações”, afirmou Júlia Amorim que referiu o Festival dos Rios como única atividade inovadora. Alertou ainda para a necessidade de mais investimento na floresta para prevenção dos fogos.

Depois de aprovados pela Câmara, os documentos previsionais seguem agora para a Assembleia Municipal que tem uma sessão agendada para dia 29.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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