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Quarta-feira, Junho 23, 2021

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Constância | Maço de calafate e estopa é ‘Peça do Mês’ no Museu dos Rios e Artes Marítimas

Um maço de calafate e uma estopa do início do século XX são a ‘Peça do Mês’ do Museu dos Rios e Artes Marítimas, em Constância, uma iniciativa que pretende dar a conhecer à comunidade os diversos elementos patrimoniais da vila poema e respetiva história.

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Usado para vedar com estopa a embarcação, o maço de calafate era uma ferramenta que não podia faltar na mão do próprio calafate, operário especializado na arte da calafetagem.
Segundo Hermínio Bento, antigo marítimo de Constância, os calafates a montante de Vila Franca de Xira, ou seja, nos pequenos estaleiros do rio Tejo, construíam as embarcações e eram responsáveis pelas diferentes fases da construção. A jusante de Vila Franca, ou seja, nos estaleiros maiores do Tejo, os calafates eram operários especializados unicamente na calafetagem, pois além deles existiam outros operários como o mestre de velas, o carpinteiro naval e o pintor.

“Depois de calafetada [a embarcação], passava-se o breu (mistura de resina e alcatrão) no costado para proteger a madeira e a estopa do apodrecimento, causado pelo contacto com a água”, conforme refere nota do Museu dos Rios e Artes Marítimas.

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Maço de Calafate e Estopa. Foto: MRAM

“Comprava-se a estopa em bruto e antes da sua utilização era torcida e ia-se ligando uma à outra, fazendo um rolo que, com a ajuda de um maço e de um ferro, se ia introduzindo e comprimindo muito bem nas costuras e juntas das tábuas para garantir a impermeabilização da embarcação”, é explicado.

“O som produzido pelo maço a bater no ferro, durante o trabalho, ouvia-se ao longe e sabia-se pelo cantar se a estopa estava a ser bem metida. Também pelo cantar sabia o patrão se o empregado estava a trabalhar ou a descansar, refere ainda o museu.

O exemplar de maço de calafate e estopa exposto em Constância data do início do século XX e foi adquirido pelo Município em 1998. Pode ser apreciado no Museu dos Rios e Artes Marítimas ou virtualmente, através da nas páginas de Facebook do Museu dos Rios e das Artes Marítimas e do Município de Constância.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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