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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Constância | Extensão de Saúde de Montalvo aqueceu os ânimos na reunião de Câmara

A reativação da Extensão de Saúde de Montalvo, prevista no plano para 2018 da Câmara Municipal de Constância, provocou acesa discussão entre o Presidente Sérgio Oliveira (PS) e a vereadora Júlia Amorim (CDU), ex-Presidente da Câmara, na reunião descentralizada, realizada na Casa do Povo de Montalvo, no dia 21 de dezembro.

Sérgio Oliveira lembrou que do programa eleitoral do PS constava a promessa de reabertura da Extensão de Saúde de Montalvo, acusando a CDU de, durante oito anos, não resolver o problema por falta de vontade política.

“Lamento que, durante a campanha eleitoral, a CDU tenha feito graves acusações à Junta de Freguesia e ao então presidente Jorge Pereira (atual vereador)”, afirmou o autarca, lembrando que em 2011 foi proposto na Assembleia Municipal que fosse contratado um médico em regime de prestação de serviço e a CDU rejeitou essa possibilidade.

Sérgio Oliveira disse não aceitar “que se passe uma esponja sobre a história”. E acrescentou que “a CDU não pode dizer que está agora do lado da solução, quando até agora nada fez para resolver o problema”.

“Congratulo-me por a CDU ter acordado para o problema da Extensão de Saúde de Montalvo e tenha deixado de obedecer ao Comité Central do PCP com o argumento de que esta é a uma função da Administração Central e que as Autarquias Locais não devem investir neste tipo de instalações de saúde”, criticou o Presidente da Câmara.

O autarca rejeitou “andar aqui com chavões ideológicos”, tendo sublinhado ser desde sempre republicano e socialista e que não teria qualquer pejo em opor-se ao governo em defesa dos interesses de Constância e da sua população.

Sérgio Oliveira considerou ser “uma prenda de Natal” a CDU “finalmente ver com olhos de ver o problema da Extensão de Saúde de Montalvo”.

Chocada com as acusações, Júlia Amorim pediu para exercer o direito da defesa da honra.

Considerou grave ser “acusada de comuna com sentido depreciativo” e disse que foi a sua primeira experiência “de ser ostracizada por ser comunista”.

“Nunca recebi ordens do Comité Central, nunca me regi por imposições do partido a que pertenço, sempre defendi o que era melhor para a população do concelho”, frisou Júlia Amorim lembrando o papel que teve o PCP na luta anti-fascista e atualmente na solução de governo.

Quanto à Extensão de Saúde, recordou o que o Presidente da Câmara à época, Máximo Ferreira, fez para que Montalvo tivesse médico de família.

“Se deixou de haver consultas foi porque os médicos não quiseram”, afirmou a autarca comunista, que classifica a eventual contratação de um médico como “uma medida imediatista”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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