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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

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Constância | Estrada Militar de Santa Margarida reabre esta quinta-feira

A Estrada Militar de Santa Margarida, na freguesia de Santa Margarida da Coutada, concelho de Constância, vai reabrir à circulação rodoviária na tarde desta quinta-feira, dia 27 de fevereiro, uma semana mais cedo do que o previsto. Aquela estrada entrou em obras no dia 2 de dezembro, praticamente um ano depois de ter ficado condicionada a circulação naquela via por perigo de derrocadas e a previsão era de que reabriria a 3 de março, e que iria estar fechada por três meses. Afinal, há obras que acabam mais cedo do que o previsto.

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Nestes últimos tempos, o trânsito efetou-se pelo interior da povoação de Santa Margarida e Malpique, em direção à Porta de Armas principal.

Recorde-se que se aguardava há vários meses por esta intervenção no sentido de suster as terras e rochas num dos taludes que ladeiam a estrada militar, evitando derrocadas para a via, num troço que tem gerado preocupação aos autarcas locais e população e que tem estado condicionado desde final de 2018 com maciços de betão a cortar uma das faixas de rodagem.

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A obra, há muito esperada, foi conduzida pela Brigada Mecanizada em conjunto com a Engenharia Militar, sendo que a estrada não é de jurisdição da autarquia, conforme lembrou na ocasião o presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira, ao mediotejo.net. A sinalética tem estado colocada junto à Estrada Nacional, marcando os desvios por dentro da povoação de Santa Margarida.

“O trânsito vai fazer-se pelo acesso direto à aldeia de Santa Margarida, depois segue em direção a Malpique e pela Porta de Armas principal. Temos que nos adaptar estes três meses”, aludiu na altura, referindo ser esta a previsão da empreitada a levar a cabo pela Engenharia Militar no talude problemático. O que é certo é que vai reabrir uma semana mais cedo.

A obra, que será conduzida pela Brigada Mecanizada em conjunto com a Engenharia Militar consta de uma intervenção que visa suster as terras e rochas num dos taludes que ladeiam a estrada militar, por forma a evitar derrocadas para a via. Foto: mediotejo.net

Em declarações ao nosso jornal, o autarca referiu que este foi um processo “que demorou algum tempo” e que exigiu estudo da intervenção técnica, apresentação do plano de obra ao proprietário do terreno e autorização do mesmo para que a Engenharia pudesse intervir, bem como pedido de autorização ao ICNF para se retirar um conjunto de sobreiros antes que a maquinaria entre em ação.

“Foi um processo em que a Câmara Municipal teve um papel de moderador entre as duas partes, de forma a se encontrar sempre uma solução”, reafirmou Sérgio Oliveira, notando que “por vezes não é com barulho, nem com ‘murros na mesa’ que se resolve este tipo de problemas. Porque, quando nós esticamos demais a corda, e a corda se parte, e não há diálogo nem colaboração entre as entidades… O que poderia acontecer é que o vemos pelo país e pelo mundo fora: esta situação, em vez de demorar um ano, demorar entre 10,15, 20 anos e nunca ninguém resolver nada”, mencionou.

Para o autarca “o que interessa é que a obra foi iniciada” e que, ao reabrir, reunirá todas “as condições de segurança para pessoas e bens que atravessam aquele infraestrutura militar”.

Esta quarta-feira, em comunicado, a autarquia de Constância dá conta da reabertura da estrada militar na tarde de quinta-feira, dia 27, tendo feito sublinhar “o diálogo e ajuda entre instituições” como “fundamental para o desenvolvimento e progresso do concelho”, e que, nesse sentido, a Brigada Mecanizada é um “ativo fundamental”.

A Estrada Militar de Santa Margarida, na freguesia de Santa Margarida da Coutada, concelho de Constância, entrou em obras na segunda-feira, dia 2 de dezembro. Foto: mediotejo.net

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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