Constância | Dia da Criança recorda virtualmente “Brincadeiras de Outros Tempos”

O Museu dos Rios e das Artes Marítimas, em Constância, volta a promover uma iniciativa virtual, em tempo de pandemia, adaptando-se à nova realidade. Assim, esta segunda-feira, dia 1 de junho, será assinalado o Dia Mundial da Criança com a recolha junto da comunidade sobre as «Brincadeiras de Outros Tempos». Este será também o dia que marca a reabertura deste espaço cultural constanciense.

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A atividade proposta, além de assinalar o Dia Mundial da Criança, pretende “recolher memórias de infância, principalmente de brincadeiras antigas e modos de construção de brinquedos”, contribuindo para a continuidade da “estratégia de salvaguarda do património cultural imaterial”.

Para participar, devem os interessados, a partir de 1 de junho, enviar um pequeno texto para o email museu.rios@cm-constancia.pt , descrevendo a(s) sua(s) memória(s) de infância, ou contactar diretamente o Museu.

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O Museu aproveita para recordar uma memória sobre a a forma de «apanhar grilos e fazer gaiolas», de Fernando Rodrigues, resultado de uma das recolhas já efetuadas junto da população do concelho e que foi divulgado na página de Facebook do museu.

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA – 1 DE JUNHO

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA – 1 DE JUNHOBRINCADEIRAS DE OUTROS TEMPOS…Como fazer uma gaiola para grilos?Participação de Fernando Manuel da Silva Rodrigues, Constância, 60 anos.

Publicado por Museu dos Rios e das Artes Marítimas em Quinta-feira, 28 de maio de 2020

 

«“Antigamente, não havia dinheiro para comprar brinquedos”, recorda Fernando Rodrigues, de Constância, lembrando uma altura em que cabia às crianças a missão de criarem os seus brinquedos com materiais que se encontravam no campo. É o caso das canas verdes que, nesta altura do ano, cresciam em qualquer lado e permitiam fazer muitos brinquedos que divertiam a criançada, com a ajuda de um cordel e de uma navalhinha, que todos traziam no bolso», pode ler-se na informação enviada pelo Museu.

«”Assim que começavam a aparecer os malmequeres no campo, era altura de ir aos grilos.” E em grupos, as crianças dirigiam-se para a estrada do campo ou para a charneca, onde, devagarinho e seguindo o cantar do grilo, descobriam o seu buraco. Depois, e recorrendo a uma palhinha que se enfiava no buraco, faziam cócegas no grilo, obrigando-o a sair, mas, quando isso não acontecia, alguém fazia xixi para o buraco, forçando o grilo a abandonar a sua toca, para não morrer afogado. Apanhado com as mãos postas em concha, para não fugir, o grilo era colocado numa gaiola de cana, construída previamente, e levava-se para casa, onde era alimentado com serralhas. E aí permanecia sempre a cantar, fazendo as delícias de pequenos e graúdos…».

O Museu dos Rios e das Artes Marítimas deixa assim “o desafio a todos para que partilhem as suas memórias da infância, contribuindo para a divulgação e salvaguarda do nosso riquíssimo património cultural”, desta feita, em “modo virtual”, assinalando a efeméride com a atividade «Brincadeiras de Outros Tempos».

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