Sábado, Fevereiro 27, 2021
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Constância | Desafios e oportunidades empresariais estiveram em debate

Os desafios e oportunidades empresariais do concelho de Constância estiveram em discussão no jantar-debate promovido pela ACE – Associação Comercial e Empresarial esta quinta-feira, dia 24. A iniciativa integra um ciclo de jantares nos cinco concelhos abrangidos e teve como convidados Júlia Amorim (CM Constância), Conceição Pereira (Tagus) e Joaquim Serras (ACE).

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A ACE – Associação Comercial e Empresarial dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal, Mação e Vila de Rei realizou em Constância o quarto dos cinco jantares que integram o ciclo com o tema “Atividade Empresarial: Desafios e Oportunidades” nos concelhos da sua área de intervenção. Em cima da mesa esteve a ementa do Restaurante D. Pinhão, local onde se realizou a iniciativa, e as problemáticas do tecido empresarial do concelho.

A discussão foi moderada e dinamizada por António Paulo, presidente da Mesa da Assembleia Geral da ACE e empresário em Abrantes, e teve como convidados Júlia Amorim, presidente da Câmara Municipal de Constância, Conceição Pereira, diretora da TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, e Joaquim Serras, presidente da entidade organizadora.

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A sala teve empresários de diversos concelhos. Foto: mediotejo.net
A sala teve empresários de diversos concelhos. Foto: mediotejo.net

Júlia Amorim destacou a importância de dar visibilidade ao concelho e ao território através de uma estratégia concertada a nível supramunicipal. O aumento da população no concelho, contrariando a tendência confirmada pelos últimos Censos (2011) foi justificado pela autarca pela proveniência e fixação de jovens casais devido à zona industrial de Montalvo, qualidade do ensino, segurança, confiança nas instituições e preços acessíveis na habitação.

A presidente do executivo municipal criticou as “migalhas” que sobraram para a revitalização dos centros históricos nos territórios de baixa densidade, exemplificando com o caso de Constância, cujo valor da candidatura, na ordem dos três milhões de euros, sofreu cortes significativos e ficou reduzido a cerca de meio milhão (€492.000,00). Um dos investimentos que irá avançar antes do final de 2016 é a intervenção no Jardim dos Correios, motivada pelo incentivo governamental de majoração de 10% ao montante aprovado.

Conceição Pereira, Júlia Amorim e Joaquim Serras. Foto: mediotejo.net
Conceição Pereira, Júlia Amorim e Joaquim Serras. Foto: mediotejo.net

Igualmente criticado foi o atraso no desenvolvimento de uma rede cultural regional, motivado pelas “políticas” do Programa Operacional da Região Centro – Centro 2020, cujos fundos recentemente desbloqueados asseguram um apoio de €20.000,00 anuais a cada município durante três anos. Cultura que, juntamente com outros fatores, pode afirmar-se como fator de desenvolvimento económico.

Joaquim Serras sobre o problema das visitas “sazonais”, que apenas enchem o concelho nos dias de calor, fins-de-semana e eventos específicos. Para o presidente da ACE a solução implica um trabalho conjunto entre a associação empresarial e os agentes económicos no sentido de aumentar a “adesão das pessoas” nos períodos críticos, nomeadamente, através de preços atrativos e realização de eventos.

Júlia Amorim defendeu uma estratégia territorial supramunicipal. Foto: mediotejo.net
Júlia Amorim defendeu uma estratégia territorial supramunicipal. Foto: mediotejo.net

No que respeita a apoios comunitários, Joaquim Serras, referiu que a situações é “confusa” fez referência ao programa através do qual os empresários da área da hotelaria podem usufruir de consultoria e assegurar formação estipulada por lei para os seus colaboradores.

Outro fator de desenvolvimento económico é o empreendedorismo e Conceição Pereira apontou o “carisma” necessário para a criação de empresas dinâmicas e inovadoras na região. O Grupo de Ação Local (GAL) que abrange os concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal assumiu a responsabilidade de mais dois fundos comunitários, além do FEADER – Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural. O Quadro Comunitário Portugal 2020 permite a gestão do financiamento de candidaturas no âmbito do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e do FSE – Fundo Social Europeu.

A ACE realizou o quarto de cinco jantares dedicados aos desafios e oportunidades. Foto: mediotejo.net
A ACE realizou o quarto de cinco jantares dedicados aos desafios e oportunidades. Foto: mediotejo.net

O contrato de gestão do DLBC – Desenvolvimento Local de Base Comunitária de âmbito rural assinado no início deste ano dotou financeiramente a TAGUS com quase 3,5 M€ distribuídos pelo FEADER, FEDER e FSE. A diretora destacou ainda o facto do apoio a fundo perdido poder atingir os 50% em algumas ações.

Ao longo do jantar foram sendo colocadas diversas questões e prestados esclarecimentos sobre estes e outros temas relacionados com o presente e futuro empresarial de Constância. As opiniões dos responsáveis por entidades públicas e privadas coincidiram no ponto em que o desenvolvimento da região passa pelo trabalho conjunto e pela troca regular de informação.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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