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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Constância | Constrangimentos na vacinação resultaram de “falta de organização” (c/áudio)

Após o episódio de sábado passado, onde os atrasos na vacinação da Covid-19 e da gripe levaram a uma concentração inusitada à entrada do Centro de Saúde de Constância, o presidente do Município esclareceu em reunião de executivo que a Câmara não tem “intervenção absolutamente nenhuma” nos respetivos processos de vacinação. Sérgio Oliveira (PS) admite que a situação tenha sido causada por “um bocadinho de falta de organização” e diz querer que da próxima vez “as coisas estejam organizadas de outra maneira”.

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“Eu entendo todas as dificuldades que as pessoas têm mas a Câmara Municipal nesse processo não tem intervenção nenhuma a não ser quando o centro de saúde nos pede alguma colaboração, seja através das refeições para os profissionais de saúde que vêm assegurar a vacinação, seja por cadeiras que nos pede (…) ou até – que já aconteceu – quando funcionários da Câmara foram ajudar as pessoas a preencher os inquéritos”, assumiu o presidente da autarquia constanciense em sessão pública de executivo.

“O processo de administração das vacinas é conduzido pelo Ministério da Saúde e pela DGS, em que a nossa Câmara não tem intervenção absolutamente nenhuma. (…) Mas obviamente que o nosso papel aqui é sensibilizar as autoridades de saúde e já o fizemos por diversas vezes”, admitiu.

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Recorde-se que no passado sábado, 20 de novembro, os atrasos na vacinação contra a Covid-19 e a gripe, no Centro de Saúde Constância, geraram uma concentração inusitada de pessoas, com dezenas de utentes a aguardar a sua vez na rua e em pé. Os períodos de espera, mesmo com agendamento, ultrapassaram uma hora e o descontentamento com a confusão instalada foi visível, conforme constatou o mediotejo.net no local.

Atrasos na vacinação originam ajuntamentos e confusão à porta do Centro de Saúde de Constância. Foto: mediotejo.net

“Penso que aquilo que aconteceu no passado sábado no Centro de Saúde foi uma questão um bocadinho de falta de organização, como se viu em alguns locais”, disse Sérgio Oliveira em reação à situação, esperando que “num futuro sábado em que haja vacinação no concelho, a situação não se voltará a repetir porque as coisas estão organizadas de outra maneira e não haverá aquele aglomerado de pessoas como aconteceu”.

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O edil lembrou também que quando se iniciou o primeiro período de vacinação, a perspetiva era a de que os constancienses tivessem de se deslocar ao centro de vacinação de Abrantes e que só “por insistência dos autarcas dos concelhos pequenos conseguimos que cada concelho tivesse um sítio onde as pessoas pudessem ser vacinadas para não terem que se deslocar para fora”.

“Nessa altura propus que fosse usado o pavilhão municipal (…) é um espaço com mais área para o efeito, em termos de estacionamento é um sítio muito melhor do que o centro de saúde de Constância. (…). E na altura o que me foi transmitido pela saúde é que não era possível por causa dos equipamentos que estão associados à manutenção das temperaturas das vacinas e que ao nível de recursos humanos também seria uma exigência muito superior àquilo que é necessário ter no centro de saúde”, disse ainda.

ÁUDIO | Sérgio Oliveira, presidente do Município de Constância:

Abordado pela vereadora Manuela Arsénio (CDU) quanto a queixas de munícipes sobre “falta de humanidade” no atendimento nos cuidados de saúde primários do concelho, Sérgio Oliveira disse que, enquanto presidente de Câmara, “pouco ou nada” poderia fazer relativamente a isso. “A única coisa que posso fazer é transmitir ao coordenador dos centros de saúde para sensibilizar os funcionários para essa questão”, concluiu.

Reunião de Câmara de Constância, 24 de novembro de 2021. Foto: mediotejo.net

AUTARQUIA REVOGA PROTOCOLO DE ADMINISTRAÇÃO DA VACINA DA GRIPE

Ainda no que respeita à vacinação, a Câmara Municipal revogou por unanimidade (numa votação na qual se ausentou o vereador Alexandre Marques) o protocolo celebrado com a Associação Nacional de Farmácias.

“A vacina seria administrada nas farmácias para maiores de 65 anos. Entretanto, a Associação Nacional de Farmácias alterou os pressupostos para pessoas com idade inferior a 65 anos e com algum tipo de doença associada e, atendendo à realidade do nosso concelho, não tem sentido darmos continuidade”, explicou o edil constanciense.

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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