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CONSTÂNCIA: Centro de Ciência Viva aberto madrugada fora para observar a Super-Lua

A Lua vai estar, na madrugada de segunda-feira, aparentemente maior e tapada pela sombra da Terra: será a segunda Super Lua, e a mais expressiva do ano, que ocorre em simultâneo com o último eclipse total da Lua até 2033.

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Se as condições do céu ajudarem, o fenómeno será visível na Europa Ocidental, incluindo Portugal, bem como na África Ocidental, América do Sul e Central e leste da América do Norte.

O eclipse da Lua ocorre sempre que o Sol, a Terra e a Lua se encontram próximos ou em perfeito alinhamento, com a Terra a estar entre o Sol e a Lua. O de segunda-feira será total porque toda a face visível da Lua é obscurecida pela sombra da Terra (umbra).

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O eclipse lunar só sucede quando coincidem a fase de Lua cheia e a passagem do satélite natural da Terra pelo seu nodo orbital. O primeiro eclipse total da Lua de 2015 foi em abril, mas não foi visível em Portugal.

A 28 de setembro, a Lua entra na sombra às 02:07 (hora de Lisboa) e sai dela às 05:25, com o eclipse a estar a meio às 03:47.

O Centro Ciência Viva (CCV) de Constância vai estar aberto na noite de domingo para segunda-feira, a partir das 23h30 e até às 5h da madrugada, evento público e gratuito integrado num conjunto de atividades sobre a “luz cósmica” ao longo de 2015 que abrange desde a “luz radio” aos raios-x e gama, no âmbito do Ano Internacional da Luz.

As atividades a desenvolver pelo CCV – Parque de Astronomia de Constância, equipamento integrado na Comissão Nacional do Ano Internacional da Luz, principiaram a 20 de março, com o acompanhamento do eclipse parcial do Sol, com comentários e visualizações do disco solar com filtragem da luz para diversos comprimentos de onda.

Segundo o astrónomo Máximo Ferreira, coordenador do CCV de Constância, a iniciativa foi assumida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para a realização internacional de “ações que chamassem a atenção para a importância da luz na vida e bem-estar dos povos”, com organização de conferências, programas de rádio e televisão, artigos em revistas e jornais, bem como ações em instituições de ensino e investigação abertas ao público.

“Em Portugal (como noutros países), considerou-se o conjunto de recomendações para que as ações a desenvolver realcem, junto dos cidadãos, questões relacionadas com o consumo de energia elétrica – particular e pública – mas também outras aplicações e tecnologias que envolvem luz de vários comprimentos de onda, em áreas tão diversas como a ciência, a indústria, a agricultura, a biologia, as artes e a medicina”, destacou.

“Nesse âmbito”, observou o astrónomo, o CCV de Constância “foi incumbido de coordenar atividades no âmbito da “luz cósmica”, tema que abrange desde a “luz radio” emitida de objetos celestes (como algumas galáxias) até aos raios-x e raios gama provenientes de buracos negros e de erupções solares, micro-ondas e infravermelhos, entre outras ondas de comprimento”.

A “luz cósmica” levará o CCV de Constância a alguns pontos do território nacional, proporcionando palestras e atividades práticas, nomeadamente visualizações de aspetos da superfície solar, observações do céu noturno em ambientes de poluição luminosa diferenciada e fenómenos celestes pouco frequentes como o eclipse do Sol do pretérito dia 20 de março, as estrelas cadentes de agosto, ou o eclipse lunar de 28 de setembro, segunda-feira.

“Nas instalações do CCV de Constância a variedade de iniciativas será aumentada com as potencialidades de equipamentos que não podem ser deslocados, como o laboratório de holografia ou o observatório solar, com os quais os participantes nas sessões podem partilhar a aplicação de uma luz particular – laser – na produção de imagens, ou contemplar o efeito de luz solar de diferentes comprimentos de onda, traduzido em imagens diversas com destaque para os ‘bagos de arroz’ ou as ‘protuberâncias’, erupções gigantescas que interferem com o magnetismo terrestre”.

*Com agência Lusa

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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