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Sábado, Setembro 18, 2021

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Constância | Cédula Marítima de 1943 é ‘Peça do Mês’ no Museu dos Rios

É a cédula de inscrição marítima de um constanciense e data de 1943. Documento essencial para qualquer marítimo poder exercer a sua profissão, a cédula marítima é a peça em destaque este mês de março do Museu dos Rios e das Artes Marítimas, em Constância.

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Uma cédula marítima é o terceiro elemento do património constanciense a ganhar destaque na iniciativa “Peça do Mês” lançada no início do ano pelo Museu dos Rios e das Artes Marítimas com o propósito de dar a conhecer à comunidade os diversos elementos patrimoniais da vila poema e respetiva história.

Documento essencial para qualquer marítimo poder exercer a sua profissão, a cédula marítima continha: os dados pessoais do inscrito (nome, filiação, naturalidade, nascimento, ocupação e sinais físicos característicos); a conferência da cédula e pagamento de Socorros a Náufragos (colocação anual dos selos, carimbos e assinatura do delegado marítimo); o registo dos bilhetes de desembarque (embarcação, praça a que pertence, nome do capitão, comportamento, qualidade em que serviu, quando e onde embarcou/desembarcou), o registo disciplinar ou cadastro (penas e multas aplicadas), registo de louvores e condecorações, habilitações literárias e registo clínico.

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Com a inscrição n.º 17720, a cédula exposta no Museu dos Rios e das Artes Marítimas, em Constância, data de 1943 e pertencia ao marítimo constanciense Bartolomeu Pereira. Chegou ao Museu pela mão da sua filha Isaura Pereira.

Em comunicado, a autarquia constanciense conta que o marítimo Bartolomeu Pereira nasceu em Constância, em 1888, filho de João Pereira, também marítimo, que tinha “dois dos maiores barcos da região, o Boa Viagem e o Benjamim”.

“Com o falecimento de seu pai, Bartolomeu com apenas 18 anos, assume o negócio da família. Em meados do século XX, com o declínio do transporte fluvial, torna-se empreiteiro de obras públicas nas lezírias, passando a transportar os produtos e materiais em camionetas. Continuou a trabalhar até aos 94 anos, altura em que faleceu”, acrescenta ainda a nota.

Cédula Marítima do constanciense Bartolomeu Pereira é a Peça do Mês no Museu dos Rios e Artes Marítimas, em Constância. Imagem: Município de Constância

Recorde-se que a “Peça do Mês” está exposta numa das salas do Museu dos Rios e Artes Marítimas mas, em consequência do contexto pandémico e do encerramento deste equipamento cultural ao público, apenas pode ser, para já, apreciada via Internet, através das páginas de Facebook do Museu dos Rios e das Artes Marítimas e do Município de Constância.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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