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Domingo, Outubro 24, 2021

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Constância | CDU aponta críticas à gestão socialista em balanço de final de mandato

Num balanço aos últimos quatro da gestão do Município, a CDU apresentou em Assembleia Municipal uma declaração final de mandato na qual aponta uma “gestão pouco ambiciosa” e “sem visão estratégica a médio e a longo prazo” do atual executivo socialista.

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“Este mandato gerido pelo Partido Socialista pautou-se por uma gestão pouco ambiciosa, sem uma visão estratégica a médio e a longo prazo tendo comprometido o desenvolvimento e a afirmação territorial do concelho”, afirmou na última sessão de Assembleia Municipal de Constância do atual mandato o deputado Rui Ferreira, em representação da bancada da CDU.

Recordando “o compromisso do senhor presidente da Câmara quando há quatro anos escreveu aos munícipes, afirmando que com os mesmos meios seria possível fazer mais, melhor e diferente”, a CDU defende que a realidade é “precisamente o contrário: com mais meios foi feito menos, pior e foi gasto dinheiro muito mal gasto”.

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Na declaração final do mandato, a CDU aponta “falta de diálogo e coordenação dos e com os funcionários municipais”, situação que diz ter levado a “péssimas opções, ao desperdício de capacidades profissionais de muitos trabalhadores e o pedido de transferência de outros que muita falta fazem ao município”.

Numa intervenção em que a CDU enalteceu as condições em que deixara a autarquia antes da chegada ao poder do PS, Rui Ferreira expôs situações como a substituição da bibliotecária, o encerramento de parques infantis durante a pandemia e o estado de conservação dos mesmos, bem como o projeto do cineteatro ainda não concluído ou o processo de construção de esgotos na aldeia da Pereira que não foi avante como exemplos de mão gestão socialista.

Com críticas também às obras do Pomteze e à requalificação da zona ribeirinha, no seu discurso a CDU traz ainda à mesa um assunto sobejamente levantado por esta força partidária nos últimos tempos: a contratação de uma empresa de limpeza para as ruas da vila. “Quase 5.000€ mensais que dava para a contratação de quatro trabalhadores a tempo inteiro, e em que alguns dos dias a limpeza é feita por funcionários municipais, é uma situação inadmissível de má gestão do erário público”, é referido.

Já quanto ao órgão no qual esta declaração de final de mandato foi apresentada, a Assembleia Municipal, a CDU considera que a “pobreza da participação dos membros desta assembleia levou ao empobrecimento do debate e ao resultado final das decisões”, aludindo à realização de sessões por videoconferência (devido ao contexto pandémico), as quais diz ser um “boicote democrático imposto” que “afasta munícipes da participação e diminui substancialmente a qualidade do debate”.

Assembleia Municipal de Constância, 13 de setembro de 2021. Imagem: mediotejo.net

Em reação ao balanço de mandato apresentado pela CDU, o presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira (PS), defende haver “coisas que não correspondem à verdade”.

“Se o senhor deputado quiser, posso-lhe facultar as fotografias de como estava o açude de Santa Margarida quando cheguei à Câmara, posso-lhe mostrar os relatórios da ASAE que dizia que o Jardim Dr Luís Soares não reunia condições para estar aberto”, disse o autarca, dirigindo-se ao deputado Rui Ferreira.

“Sobre a avaliação do mandato, quem a irá fazer é a população no dia 26 de setembro. Independentemente da avaliação que as pessoas fizerem, tenho a minha consciência tranquila”, acrescentou.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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