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Domingo, Julho 25, 2021

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Constância: Caudais do Tejo e do Zêzere estabilizam até amanhã (c/video)

O alerta de possíveis episódios de cheia em alguns concelhos do distrito de Santarém emitido ontem pelo Comando Distrital de Operações (CDOS) colocou de sobreaviso os meios de intervenção locais. Adelino Gomes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Constância, não se recorda de um episódio como este em pleno mês de maio e atribui as causas às alterações climatéricas e ao assoreamento dos rios. A situação, diz, deverá ficar regularizada até ao dia de amanhã.

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O CDOS mantinha ao início desta manhã o alerta para a ocorrência de episódios de cheia devido à imprevisibilidade das barragens espanholas, reiterando as recomendações às populações das zonas ribeirinhas.

A subida das águas no Tejo e no Zêzere registada ao final da tarde de ontem estabilizou entretanto e hoje de manhã verificavam-se algumas marcas das cheias inesperadas de maio nas margens, sem que se tenham verificado ocorrências significativas. O parque de estacionamento em Constância, junto ao rio Zêzere, era um dos casos.

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Segundo Adelino Gomes, comandante dos Bombeiros Voluntários do concelho, a situação “não é normal” ainda que facilmente justificável com os ciclos climáticos e o problema do assoreamento do rio, que tem sido menosprezado nos últimos tempos. A retenção de água nas barragens, apontada como uma das causas possíveis para as cheias, é desvalorizada e apontada como um procedimento benéfico para salvaguardar períodos de seca.

O comandante distrital de Operações de Socorro de Santarém admitiu hoje que a gestão das descargas das barragens portuguesas e espanholas deve permitir manter o rio Tejo “dentro das margens”, permanecendo, contudo, a possibilidade de ocorrência de cheia.

Mário Silvestre disse à agência Lusa que, tendo as barragens espanholas debitado às 08:00 cerca de mil metros cúbicos de água por segundo, foi acertado com a EDP Produção que as barragens portuguesas mantenham caudais estáveis e não descarreguem para o Tejo mais que 1.600 metros cúbicos por segundo, permitindo que o rio permaneça “dentro das margens”.

Segundo o comandante, a barragem de Castelo do Bode encontra-se com a sua capacidade de armazenamento em 97%.

Mário Silvestre adiantou que não existe informação de qualquer povoação isolada ou via cortada devido a galgamento das margens do Tejo, admitindo que possam existir alguns alagamentos provocados por afluentes ou pela saturação dos solos.

Questionado sobre o histórico da ocorrência de uma situação do género nesta altura do ano, o comandante afirmou ser preciso recuar ao final dos anos 1940, início de 1950, para encontrar referências a uma cheia em maio, na altura com maiores dimensões do que os valores registados nesta altura.

Há dois anos, registou-se uma subida das águas do rio em abril, recordou.

A Proteção Civil mantém as recomendações às populações para que retirem das zonas normalmente inundáveis equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens e que levem os animais para locais seguros, retirando os rebanhos que se encontram nas zonas inundáveis.

É ainda recomendado que não sejam atravessadas estradas ou zonas alagadas com viaturas ou a pé.

c/LUSA

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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