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Constância | Carrilhão Lvsitanvs alia-se ao rio Zêzere para uma experiência inacreditável

O céu estava limpo e o rio calmo. O som do Carrilhão Lvsitanvs, o maior e mais pesado carrilhão itinerante do mundo, era levado pelo vento e a sua música ecoava por todo o centro histórico de Constância. “Estava no carro, ouvi e pareceu-me mágico.” Quem o diz é Carla Ribeiro, que mora em Abrantes e estava de passagem. No coreto junto ao Zêzere, apreciava o momento.

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Esta iniciativa, levada a cabo pela professora Ana Elias, uma das impulsionadoras do carrilhão e professora no Centro Internacional do Carrilhão e do Órgão (CICO), tem como principais objetivos divulgar o som deste instrumento invulgar e, ainda, dar a oportunidade aos alunos de tocarem para um público. “A nossa ideia é mostrar ao público e às pessoas interessadas o que é um carrilhão, explicar como funciona e, por outro lado, dar oportunidade às alunas de estudarem num carrilhão verdadeiro.”

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Carolina Velo, aluna do CICO, toca carrilhão desde 2013. Explica como esta é uma grande iniciativa, pois ajuda as alunas a ter mais prática: “É uma forma de nos habituarmos ao instrumento em si, e não a um teclado, como temos na escola, que é uma imitação.” Por outro lado, a experiência do contacto direto com o público, respondendo às inevitáveis perguntas, faz também parte do processo de aprendizagem.

Todas as primeiras sextas feiras de cada mês, desde há três meses, que o carrilhão faz o caminho até ao rio Zêzere para dar a oportunidade às pessoas de o ouvirem e aos alunos de tocarem para um público. Esta edição, para além da aula pública de carrilhão, contou também com a presença da professora de Yoga, Fátima Passos, para dar uma aula junto ao rio: “Isto tem um som divinal e conjuga muito bem com o Yoga. Tudo no seu conjunto faz uma coisa mágica.”

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O dia começou pelas onze horas da manhã, mas prolongou-se até ao final da tarde. Num ambiente de descontração e com uma vista única pode-se desfrutar do magnífico som do carrilhão, enquanto se pratica Yoga ou se passeia de canoa pelo rio. Aliás, dezenas de jovens vindos de autocarro, iniciaram o passeio pelo rio ao som do carrilhão.

Para além destas aulas públicas e de diferentes atividades, Ana Elias diz que o carrilhão, por ser itinerante, pode ser usado em concertos por todo o país. Um dos objetivos será fazer uma espécie de tournée de verão, porque este é um instrumento que funciona muito bem em espaços abertos. Por algumas centenas de euros, estes músicos proporcionam um concerto único e ainda oferecem, a quem os contratar, um miniconcerto numa outra localidade que fique perto, para que o som mágico do carrilhão chegue a mais pessoas.

 

Adriana Claro, Beatriz Batista, Irene Vale e Joana Jerónimo, alunas de Comunicação Social da ESTA

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