Sexta-feira, Fevereiro 26, 2021
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Constância | Camões regressou à vila nas Pomonas Camonianas (c/video e fotogaleria)

O “C” de Constância é “C” de Camões há muito tempo, mas existe uma altura do ano em que o poeta é vivido na Vila Poema com mais intensidade. O dia que lhe é dedicado, o 10 de Junho, e o final do ano letivo do Agrupamento de Escolas de Constância são assinalados com as Pomonas Camonianas e a vigésima terceira edição começou este sábado, dia 9, com um programa de dois dias que inclui História, cultura e desporto.

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A iniciativa envolve uma parceria entre a Câmara Municipal, a Casa-Memória de Camões e a comunidade escolar, sendo esta o rosto mais visível das Pomonas Camonianas uma vez que são alunos e professores quem dinamiza a maioria das atividades que levam Camões voltar a passear pelo centro histórico durante o fim-de-semana.

A estes, juntam-se associações e instituições do concelho, que também marcam presença no Mercado Quinhentista recriado no parque de merendas. Foi neste local que decorreu a cerimónia oficial de abertura na tarde de sábado, durante a qual atuaram alunos de todas as idades. Os mais novos declamaram poemas e os da Universidade Sénior interpretaram temas musicais.

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Atuação da Universidade Sénior de Constância durante a abertura oficial das Pomonas Camonianas. Foto: mediotejo.net

O programa tem mais momentos reservados para aqueles que decidam rumar até às margens dos rios Tejo e Zêzere para se encontrar com Camões. Na sua maioria, são dinamizados por alunos, aos quais se juntam outros no sábado, como o concerto de Ana Laíns no cineteatro municipal – o local inicial era a Praça Alexandre Herculano, mas foi alterado devido às condições atmosféricas – e a prova de orientação noturna.

Em pleno Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, domingo, a Avenida das Forças Armadas recebe a Feira de Antiguidades e Velharias entre as 09h00 e as 21h00, e Centro Hípico de Santa Bárbara o VII Festival Hípico de Constância, com início marcado para as 10h00. O Jardim-Horto de Camões e o Monumento a Camões são os cenários das cerimónias oficiais que assinalam a data a partir das 15h00.

A comunidade escolar volta a marcar presença com as danças renascentistas junto ao Monumento a Camões às 16h00, a interpretação de “Com Camões em Constância” na zona ribeirinha, às 17h30 e de “Tomem Lá do Camões” no Jardim-Horto de Camões às 19h00 e às 20h00. Na Antiga Cadeia são entregues os prémios dos concursos “Olhar a Festa” (fotografia) e “As Cores de Constância” (pintura ao ar livre) a partir das 18h30.

O Mercado Quinhentista dá vida e cor ao parque de merendas durante os dois dias. Foto: mediotejo.net

É assim a vigésima terceira edição das Pomonas Camonianas que Sérgio Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Constância, caraterizou como património da vila durante o discurso de abertura do evento, sublinhando que o modelo atual vai ser reformulado. Altura em que a diretora do Agrupamento de Escolas de Constância, Olga Antunes, destacou a poesia, a dança e o “encantamento” que enchem a vila por estes dias.

Mais tarde, ao mediotejo.net, a diretora frisou que as comemorações durante as quais o agrupamento se veste a rigor para assinalar o final do ano letivo “nasceram a pensar naquilo que é a comunidade escolar e na mais-valia que podia ser falar e pensar Camões de forma diferente”. Este ano existe a novidade dos alunos da creche da Santa Casa da Misericórdia e da Universidade Sénior locais também participarem.

Arranque das XXIII Pomonas Camonianas

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 9 de Junho de 2018

Gente de todas as idades que vão guardar memórias dos dias em que se cruzaram com Camões nas ruas da vila durante a iniciativa que se tem afirmado como as segundas festas do concelho. Olga Antunes considera que não se trata de “mais uma feira quinhentista” devido ao envolvimento dos alunos e que “traz sempre coisas novas”, permitindo ter “um fim-de-semana diferente”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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