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Quarta-feira, Janeiro 19, 2022
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Constância | Balcão da CGD de Santa Margarida fecha esta sexta-feira, dia 31 de março

A Câmara de Constância manifestou a sua “discordância” pelo fecho do Balcão da Caixa Geral de Depósitos do Campo Militar de Santa Margarida, anunciado para esta sexta-feira, dia 31 de março, “pelo impacto negativo que a mesma terá na vida das pessoas”.

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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) encerrará 61 agências, a maior parte das quais na região da Grande Lisboa, segundo a “lista atualizada e revista” enviada à comissão parlamentar de recapitalização e gestão do banco público.

Em nota de imprensa, a autarquia de Constância disse ter “tomado conhecimento, através do Comando da Brigada Mecanizada” do Campo Militar de Santa Margarida, “que o Balcão da Caixa Geral de Depósitos do Campo Militar de Santa Margarida, encerrará as suas portas no próximo dia 31 de março”, tendo feito notar que “fez sentir de imediato a sua discordância com esta situação pelo impacto negativo que a mesma terá na vida das pessoas, tanto dos militares como da população civil que habitualmente utiliza este serviço”.

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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) encerrará 61 agências, a maior parte das quais na região da Grande Lisboa, segundo a “lista atualizada e revista” enviada à comissão parlamentar de recapitalização e gestão do banco público, noticia hoje a agência Lusa.

Datado de 22 de março, o documento enviado pelo presidente do conselho de administração da CGD, Rui Vilar, indica que deverão encerrar “nesta fase” 18 agências na área da Grande Lisboa, 15 a norte, 15 a sul e nas regiões autónomas e 13 na zona centro, figurando entre elas a agência de Santa Margarida da Coutada, instalada no Campo Militar.

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Anteriormente, o plano apontado passava pelo encerramento de 70 balcões, cerca de 50 no final deste mês e os restantes até final do ano.

A reavaliação da lista de agências a fechar foi negociada com Bruxelas pela anterior administração do banco público, liderada por António Domingues, e é uma das contrapartidas acordadas para que a recapitalização da CGD que está a decorrer, num montante superior a 5.000 milhões de euros, não seja considerada ajuda de Estado.

A lista mostra que a Norte serão encerradas as agências de Gualtar (Braga), São Lázaro (Porto), Campo-Valongo, Ponte da Pedra (Maia), Pinhais da Foz (Porto), Termas S.Vicente (Penafiel), Santa Quitéria (Felgueiras), Fontainhas (Póvoa de Varzim), Senhora da Agonia (Viana do Castelo), Merelim (Braga), Lordelo (Paredes), Pedras Rubras (Maia), Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia), Pádua Correia (Vila Nova de Gaia) e Portas Fronhas (Vila do Conde).

No centro, a previsão é de fecharem as agências da CGD em São Bernardo (Aveiro), Cucujães (Oliveira de Azeméis), Atouguia da Baleia (Peniche), Silvares (Fundão), Febres (Cantanhede), Caranguejeira (Leiria), Pousos (Leiria), Aida (Aveiro), Souselas (Coimbra), Branca (Albergaria-a-Velha), Almeida, Universidade de Coimbra- Pólo II e Instituto Politécnico de Viseu.

Os 18 locais da Grande Lisboa na lista para fechar são: Quinta das Conchas (Lisboa), Instituto Superior de Economia e Gestão de Lisboa, Cascais Avenida, Colares (Cascais), Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, Palácio da Justiça (Lisboa), Fontes Pereira de Melo (Lisboa), Torres Vedras Sul, Sobreiro Curvo (Torres Vedras), Abrigada (Alenquer), Merceana (Alenquer), Brandoa (Amadora), Polo da Ajuda (Lisboa), Tagus Park (Oeiras), Caneças (Odivelas), Colinas do Cruzeiro (Odivelas), 5 de Outubro em Lisboa (já encerrado).

No sul do país e nos Açores e na Madeira, as agências são: Angra – Avenidas (Angra do Heroísmo, Açores), Fajã de Cima (Ponta Delgada, Açores), Sobreda da Caparica (Almada), Cacilhas (Almada), Fórum Almada, Quinta do Amparo (Portimão), Ameijeira (Lagos), Lavradio (Barreiro), Fórum Madeira (Funchal, Madeira), Alexandre Herculano/Portalegre, Pedro de Santarém, Canha (Montijo), Monte Gordo (Vila Real de Santo António), Gambelas (Faro) e Santa Margarida (Constância).

Desde há semanas que os encerramentos têm provocado contestação do poder político local, como são os casos de Almeida, no distrito da Guarda, Marvão, no Alto Alentejo, freguesia do Teixoso, na Covilhã, Santa Margarida, concelho de Constância, e Golegã, ambas no distrito de Santarém.

“A Câmara Municipal de Constância não pode concordar que essa mesma reestruturação seja realizada pondo em causa a qualidade do serviço público prestado aos cidadãos, através do encerramento de balcões, da redução de trabalhadores e do horário de atendimento ao público”, tendo defendido que “as medidas, ao serem tomadas, devem ter em conta a especificidade dos territórios sob pena de se criarem ainda mais desigualdades no acesso dos portugueses aos serviços a que têm direito”.

A autarquia refere que o concelho de Constância é “um caso paradigmático”, tendo lembrado que o mesmo é constituído por três freguesias e que “apenas na sede do concelho existe uma instituição bancária, a CGD, com dois postos ATM”, sendo que “a freguesia de Montalvo e a de Santa Margarida da Coutada apenas têm um posto ATM”.

O PS pediu hoje ao Governo para esclarecer se a reorganização da rede de balcões garante a “salvaguarda mínima de cobertura” territorial por concelho e questionou quais os critérios para a redução de efetivos, num requerimento enviado ao executivo.

A CGD apresentou prejuízos históricos de 1.859 milhões de euros no ano passado, dez vezes mais do que os resultados negativos de 171 milhões de euros de 2015, o que foi justificado pela constituição de novas imparidades (perdas potenciais, sobretudo para crédito) num montante superior a 3.000 milhões de euros

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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