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Constância | Autarquia estuda “solução definitiva” para emissário que leva esgotos da vila à ETAR do Caima

O Município de Constância está a estudar uma “solução definitiva” para resolver os problemas no emissário que leva os esgotos da vila para a ETAR do Caima. Após um episódio de rutura ao nível da tubagem no emissário no passado verão, o presidente da Câmara Municipal admite que já existe “processo de contratação pública feito para que uma empresa faça sondagens” com o intuito de em 2021 se alcançar “a resolução deste problema”.

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O assunto foi trazido a Assembleia Municipal de Constância quando, no espaço destinado à intervenção do público, foi exposta uma comunicação por parte do munícipe Rui Silva Pires na qual são solicitados esclarecimentos sobre uma situação de “um tubo solto” na confluência dos rios Tejo e Zêzere verificada este verão.

“Neste verão, foram retiradas fotos do rio Tejo e confluência do Zêzere em que, no meio do rio Tejo, se via um tubo solto. E junto à confluência do Zêzere com o Tejo, lado de Constância, corriam esgotos a céu aberto” refere o munícipe no e-mail lido pelo presidente da mesa da Assembleia, questionando sobre se o respetivo tubo “é um emissário de esgotos da vila para a margem sul – Caima” e se “o referido emissário de esgotos sofreu alguma rutura e se está atualmente ligado e a funcionar corretamente”.

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Em resposta, em sessão de Assembleia Municipal (e a ser remetida igualmente ao munícipe), o presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira (PS), confirmou que existiu “uma rutura no emissário” que leva os esgotos da vila para a ETAR do Caima, dando conta de que tal situação “neste momento está sanada”. “Não há qualquer tipo de efluente a correr para o rio Tejo no que diz respeito à questão dos esgotos” atualmente, esclareceu o autarca.

A este respeito, o presidente do Município relembrou que já não é a primeira vez que existem problemas ao nível da tubagem do emissário, anunciando que a Câmara Municipal “está a estudar nesta fase uma solução que passe pela perfuração do leito do rio para arranjar uma solução definitiva para esta questão que acontece esporadicamente”. Recorde-se que os esgotos domésticos da vila de Constância são tratados na ETAR do Caima através de um emissário assente no leito do rio.

“Já está o processo de contratação pública feito para que uma empresa nesta área faça as sondagens que são necessárias fazer, quer no lado sul quer no lado norte, para termos uma estimativa de custo, sabendo nós de antemão que será uma intervenção a rondar os 250 mil euros”, acrescentou, destacando que em 2021 “estamos focados na resolução deste problema”.

ALDEIA DA PEREIRA CONTINUA “SEM SOLUÇÃO” PARA OS ESGOTOS DOMÉSTICOS

Na exposição deixada pelo munícipe Rui Silva Pires é ainda abordada a questão do saneamento básico na aldeia da Pereira, na freguesia de Santa Margarida da Coutada.

“Pese embora os seus habitantes cumprirem com o pagamento de impostos e da tarifa de saneamento/águas residuais, a localidade de Pereira continua sem solução em termos de tratamento dos esgotos domésticos”, refere o munícipe que destaca que tal situação representa “um grave problema ambiental de saúde pública”.

Recorde-se que em 2020 ficou pelo caminho o projeto anunciado de construção da rede de saneamento e da ETAR na Pereira, um investimento na casa dos 280 mil euros com apoio de fundos comunitários que não avançou por não ter sido concluída em tempo útil a entrega de documentos por parte de todos os proprietários. A aldeia, com 35 habitantes, permanece assim a ser servida pelo sistema de fossas sépticas.

Aldeia da Pereira, em Santa Margarida da Coutada, Constância. Foto: Grupo de Ação Pereira

Na intervenção, Rui Silva Pires afirma que “o Município desistiu da concretização de um projeto e continua sem comunicar alternativas de solução, causando, há medida que o tempo passa, cada vez mais prejuízos financeiros em termos de investimento privado de várias intervenções de desenvolvimento local”.

“Mais grave do que uma decisão desfavorável é não haver nem comunicação nem definição, causando crescentes danos à população e proprietários locais e à própria localidade já tão maltratada ao longo dos processos de elaboração e revisão do PDM”, refere, questionando o executivo sobre se “há definições da solução a implementar e, a ser assim, qual a solução, para que parte ou todo o território e em que data se prevê a sua concretização”.

O presidente da Câmara Municipal de Constância sublinhou, em resposta, que “obviamente que não nos esquecemos da Pereira” e que há que “procurar uma solução para resolver os problemas que lá vão existindo”. No entanto, referiu ainda, em sessão de Assembleia Municipal, que tendo em conta “o esforço financeiro que vai ser exigido à Câmara no próximo ano para resolver o problema do emissário que a faz a ligação dos esgotos da vila à ETARI do Caima não nos permitirá pensar noutro investimento [em 2021]”.

“Desde que tenho a responsabilidade de presidente de Câmara, houve apenas dois pedidos para limpeza de fossas sépticas na Pereira. Não recebemos mais qualquer tipo de problemas a assinalar nessa localidade”, disse ainda o autarca.

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Ana Rita Cristóvão
Quando era pequena, passava os dias no campo a fazer de conta que apresentava o telejornal. Rumou à capital para se formar em Jornalismo e foi aí que se apaixonou pela rádio. Gosta de abraços e passa horas a ouvir as histórias dos mais antigos. É fã de chocolate, caminhadas sem destino e praias fluviais.

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