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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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Constância: Associação Casa-Memória de Camões quer revitalizar espaço

A requalificação do Jardim-horto Camões, em Constância, a criação de um centro de documentação e a abertura ao público da casa dedicada ao poeta são alguns dos objetivos da nova direção da Associação Casa-Memória de Camões.

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Com um mandato de três anos, António Matias Coelho, que assumiu este mês o cargo de presidente da direção, disse que aceitou o desafio pela “necessidade de revitalizar a dinâmica” deste organismo – “em risco de cair num vazio diretivo” – e “pela vertente da identidade de Constância, que precisa de um impulso”.

JARDIM
O jardim-horto reúne toda a flora referida por Camões na sua obra, num total de 52 espécies

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Segundo o historiador, os objetivos delineados pela direção, que integra dois elementos da anterior equipa, passam por “melhorar no plano interno e externo”, com a “conquista de mais associados, criando novas dinâmicas de trabalho”.

O responsável sublinhou que a presença de Luís de Camões em Constância é “afirmada pela tradição popular” e nas referências de vários estudiosos.

“Os indícios da sua presença em Constância (antiga Punhete) são consistentes”, assentando na “tradição oral e popular que tem perdurado nos tempos”, afirmou.

“Camões descreve em alguns dos seus poemas paisagens que se enquadram com Constância, nomeadamente na “Elegia do Desterro”, onde fala do outeiro, dos penedos banhados pelas águas, das côncavas barcas e do eco dos rios que se abraçam, sendo uma óbvia ligação à confluência dos rios Tejo e Zêzere”, acrescentou Matias Coelho.

O professor e investigador lembrou ainda uma ata de uma sessão solene de 1880 segundo a qual a Câmara havia decidido promover uma homenagem a Luís de Camões por ocasião do tricentenário da sua morte.

CAMÕES
Monumento a Camões, em Constância

Na altura era já referido que Camões tinha residido em Punhete.

Matias Coelho disse ainda que o jardim-horto vai ser alvo de um “trabalho de requalificação e reforço das suas valências pedagógicas, mantendo as visitas guiadas e procurando aumentar o número de visitantes, que em 2015 se cifraram em mais de três mil”.

Desenhado pelo arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles e inaugurado em 1990 pelo então Presidente da República, Mário Soares, com o objetivo de “perpetuar a vida, a obra e a época” do poeta, o jardim-horto reúne toda a flora referida por Camões na sua obra, num total de 52 espécies, identificadas através de placas que transcrevem os versos do poeta.

A casa-memória é um edifício com projeto da Faculdade de Arquitetura de Lisboa que “começou a ser construído num processo muito difícil nos anos 1980, sobre as ruínas da casa onde terá residido Luís Vaz de Camões”.

CASA
Casa Memória foi construída sobre as ruínas da casa onde terá residido Luís Vaz de Camões.

Desde os meados do século passado, o médico Adriano Burguette e, depois, a jornalista e camonista Manuela de Azevedo, que comemorará 105 anos em agosto, dedicaram a sua vida a recuperar a casa e a preservar e a divulgar a sua obra.

Matias Coelho afirmou ainda que do património da casa-memória fazem parte, além de outras obras, alguns “livros de inestimável valor”, como edições de “Os Lusíadas”; um painel do pintor Espiga Pinto; a escultura “Amor”, de Lagoa Henriques; uma casula e cartas de jogar do século XVI, entre outros.

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Na foto: António Matias Coelho, presidente da nova Direção da Associação Casa-Memória de Camões.

A nova Direção da Associação Casa-Memória de Camões em Constância é constituída por António Matias Coelho (presidente), Ana Maria Dias (vice-presidente) e Maria Manuela Arsénio (tesoureira).

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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