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Sábado, Outubro 23, 2021

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Constância | Assembleia Municipal faz minuto de silêncio em memória de Jorge Sampaio

A Assembleia Municipal de Constância fez um minuto de silêncio pelo falecimento do antigo Presidente da República, Jorge Sampaio. Na última sessão do atual mandato, a bancada do PS apresentou uma declaração de pesar, abstendo-se no voto de pesar apresentado pela bancada da CDU.

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A última sessão do atual mandato da Assembleia Municipal de Constância começou em silêncio, com um minuto de pesar pelo falecimento do antigo Presidente da República, Jorge Sampaio. Logo depois, as bancadas quiseram deixar a sua homenagem, com a CDU a apresentar primeiramente uma proposta de voto de pesar que viria a merecer apenas os votos favoráveis da respetiva bancada e da deputada do MIC, com o PS a abster-se.

“Recordar o doutor Jorge Sampaio é uma condição permanente de todos os democratas”, começou por afirmar Rui Ferreira (CDU) na leitura do voto de pesar pelo falecimento do antigo Presidente da República, onde são endereçadas condolências extensíveis ao Partido Socialista.

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Referindo-se a Jorge Sampaio como “homem de convicções, de rigor, de compromisso e lealdade aos acordos firmados”, a CDU destaca o exemplo deixado “daquilo que pode e deve ser a gestão do bem público e das relações entre as diversas formas de pensamento”.

“O seu papel nas lutas estudantis durante a ditadura e, posteriormente, na sua condição de advogado na defesa de presos políticos, são opções que poucos tiveram a coragem de se envolver”, disse, recordando “a sua relação com o PCP durante a campanha eleitoral para a presidência da República em 1986, em que a direita, mais retrógrada, herdeira do regime fascista que se escondia atrás da candidatura de Freitas do Amaral levou a uma relação de forte confiança que se traduziu no acordo posterior para governação da Câmara Municipal de Lisboa”.

Lembrando ainda a visita de Jorge Sampaio na inauguração do Parque Ambiental de Santa Margarida em 2002, equipamento que adjetivou de “uma joia para o país”, a CDU exaltou o exemplo de vida e de democracia presente no antigo Presidente da República, tendo o voto de pesar apenas merecido os votos favoráveis da respetiva bancada comunista e da deputada do MIC – Movimento Independentes por Constância, com a abstenção da bancada do PS pelo facto de, conforme referido pelo presidente do Município, Sérgio Oliveira, “a referência a dizer que o doutor Freitas do Amaral era fascista é um exagero. É forte demais. Fascista é trair a memória”, disse.

Assembleia Municipal de Constância, reunida a 13 de setembro, cumpre minuto de silêncio pelo falecimento de Jorge Sampaio. Imagem: mediotejo.net

Já o Partido Socialista apresentou também na Assembleia Municipal de 13 de setembro uma declaração de pesar, na qual é sublinhado que “o legado que o humanista Jorge Sampaio nos deixa, de democracia, intervenção cívica, solidariedade e defesa de direitos humanos, deverá sempre ser mantido bem vivo na nossa memória coletiva”.

Na declaração, lida pela deputada municipal Isabel Farinha Costa (PS), é lembrada a luta “pela liberdade, pela igualdade e contra a ditadura do Estado Novo”, de Jorge Sampaio que “ ao longo do seu percurso político, enquanto líder do PS, deputado, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e presidente da República, mostrou a sua capacidade para gerar entendimentos mas também mostrou a sua coragem para fazer as ruturas necessárias”.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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