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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Constância | Assembleia Municipal aprova voto de pesar pelo falecimento de José Ramoa

A Assembleia Municipal de Constância aprovou por unanimidade na sessão ordinária de 18 de dezembro um voto de pesar pelo falecimento de José Ramoa Ferreira, o “português de Braga” que veio para a vila de Constância na década de 70. O voto de pesar foi inicialmente apresentado pela bancada do Partido Socialista, tendo sido proposta a assinatura do texto por parte de todas as bancadas da Assembleia Municipal.

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No voto de pesar, lido pelo deputado municipal Natércio Candeias (PS), é lembrado um homem “simples, de trato afável” e com uma “grande paixão pela cultura”. O falecimento de José Ramoa, a 4 de outubro de 2020, representou “uma enorme perda para a cultura, para o associativismo e para o concelho de Constância”, tendo sido, inclusive, assinado um despacho por parte do presidente da Câmara Municipal para decretar luto municipal no dia seguinte ao óbito.

Recordando o seu percurso de vida, bem como “tudo o que fez nas mais vertentes por Constância”, no voto de pesar apresentado em Assembleia Municipal é recordada a vida de José Ramoa, granjeado por Vasco de Lima Couto com a alcunha de “Zé Brasileiro”. “Nascido a 27 de outubro de 1941, em Braga, onde frequentou a escola e cresceu. Em 1961 emigrou para o Brasil, para trabalhar num bar, assumindo pouco tempo depois o cargo de Relações Públicas numa empresa, passando depois a trabalhar com antiguidades e decorações. Em 1976, dois anos após o 25 de abril, decidiu mudar de ares e adquirir o palacete na vila de Constância, propriedade até então da família do pintor José Campas”, lê-se no texto apresentado.

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No documento é realçado também “o seu ativismo, seja através da Casa-Museu Vasco Lima Couto ou seja com a fundação/criação da Galeria de Constância, já extinta, ou dos espetáculos de beneficência que promoveu e, muito particularmente, nos corpos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Constância”.

José Ramoa. Foto: mediotejo.net

Nome associado à cultura, José Ramoa Ferreira conviveu com diversas figuras da área, como Vasco de Lima Couto, Alexandre O’Neill, Rui de Brito, João Aguiar e Amália Rodrigues. Na declaração de voto é ainda recordada uma das suas últimas declarações: “Lamento que as rádios e as televisões não transmitam mais programas de poesia, teatro e outros programas sobre cultura e arte. Tenho esperança que se modifique este pensamento”.

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Áudio: Deputado municipal Natércio Candeias (PS) apresenta voto de pesar pelo falecimento de José Ramoa

Relativamente ao voto de pesar, o deputado municipal Rui Ferreira (CDU) admitiu ser “mais do que justo” devido à importância que José Ramoa teve “na vida cultural do concelho e não só”. O deputado deixou ainda a questão à autarquia sobre a possibilidade de ser disponibilizado o espólio “ao serviço do concelho de forma aberta” no sentido de “servir culturalmente e em termos turísticos o próprio concelho”.

Sessão de Assembleia Municipal de Constância, por videoconferência, 18 de dezembro de 2020. Imagem: DR

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira (PS), disse que a autarquia já contactou com a família de José Ramoa e que neste momento se aguardam informações.

“Há uma questão que ultrapassa a família. Na altura o espólio do escritor Vasco de Lima Couto não foi doado diretamente ao senhor José Ramoa”, explicou o autarca.

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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