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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Constância | António Mendes (PS) sucede a António Mendes (CDU) na presidência da Assembleia Municipal

Com uma maioria folgada na Assembleia Municipal de Constância, o Partido Socialista assegurou não só a presidência do órgão como os dois lugares de secretário. Na primeira sessão, após a tomada de posse no sábado, dia 21, foram eleitos António Mendes, Maria Teresa Matos e Carla Alexandra Silvério para os lugares de Presidente, 1° secretário e 2° secretário, respetivamente, com 13 votos a favor, um contra e quatro votos em branco.

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Curioso é o facto de o novo Presidente da Assembleia Municipal tem o mesmo nome do seu antecessor, António Mendes, da CDU. Une-os uma amizade antiga que se sobrepõe a divergências políticas entre ambos.

António Luís Mendes, Maria Teresa Matos e Carla Alexandra Silvério, Presidente, 1° secretário e 2° secretário, da Mesa da Assembleia Municipal (Foto: mediotejo.net)

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O salão nobre da Câmara de Constância foi pequeno para acolher tantos cidadãos interessados em acompanhar a tomada de posse dos novos autarcas. Uma curiosidade acrescida pelo facto de se tratar de uma histórica mudança política, da CDU para o PS, após 32 anos de governação autárquica comunista.

Um a um os deputados municipais foram sendo chamados para assinarem o habitual juramento: “Eu abaixo assinada, juro solenemente pela minha honra que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas”.

Tomaram posse como membros da Assembleia Municipal, António Luís Mendes, Isabel Maria Costa, Natércio Candeias, Maria Teresa Gaspar, Carla Alexandra Silvério, Pedro José Pereira, Filipa Ferreira, Carlos Alberto Dias e Luís Manuel Rodrigues, eleitos pelo PS.

Em representação da CDU tomaram posse António Mendes, Rui Ferreira, Maria do Rosário Martins, Rogério Palácio e Ana Varino. O Movimento MIC, Independentes por Constância, tem uma única representante neste órgão, Carmen da Silva.

Da Assembleia fazem ainda parte por inerência os três Presidentes de Junta, todos eleitos pelo PS, José Manuel Rita (Freguesia de Constância), Ana Luísa Manique (Montalvo) e José Manuel Ricardo (Santa Margarida da Coutada).

Fazendo as contas, o PS garante 12 mandatos na Assembleia Municipal, a CDU, cinco e o MIC, um.

O salão nobre da Câmara encheu para esta cerimónia (Foto: mediotejo.net)

Na hora dos discursos, o novo Presidente da Assembleia Municipal, António Luís Mendes, agradeceu a presença de todos e deixou recados aos novos autarcas, prometendo cumprir o mandato de forma “independente, rigorosa e justa”.

“Procurarei pautar a minha atuação pelos princípios da lealdade, da isenção, da democraticidade e transparência, da legalidade e da igualdade de tratamento com todos”, anunciou.

Lembrou que a Assembleia Municipal, como órgão legislativo e fiscalizador, é o “fulcro do poder local democrático”. Por isso, apelou aos autarcas eleitos para que se dediquem “de corpo e alma a esta nobre missão, a de servir com competência, empenho e grande dedicação”.

Lançou o desafio aos deputados municipais para que definam como prioridade, “para além das estritas obrigações legais”, trabalharem “numa Assembleia Municipal próxima dos cidadãos, capaz de demonstrar a sua importância, afirmando-se como uma verdadeira casa da democracia local, da tolerância, da formação cívica e da defesa dos interesses das populações”.

Outro desafio foi a de “definirem como prioridade estratégica que sejam coerentes com os programas que defenderem, que sejam justos na defesa dos ideais de cada um, que sejam frontais com interlocutores e adversários e sejam cordiais no trato, sempre”.

António Luís Mendes acredita que, se tal acontecer, torna-se gratificante o trabalho dos deputados municipais, que assim ganharão o reconhecimento daqueles que representam.

Deixou para o final uma palavra especial para o seu antecessor, António Mendes (CDU) a quem prestou “uma homenagem pelos serviços prestados ao Município”.

Intervieram ainda os representantes de cada um dos partidos representados na Assembleia Municipal: MIC, CDU e PS.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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