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Sábado, Outubro 16, 2021

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Constância | Ano Camões encerra com apoio governamental à vista para a Casa-Memória de Camões

O encerramento do Ano Camões foi assinalado esta terça-feira, dia 17, na Casa-Memória de Camões (CMC) durante uma cerimónia que incluiu atuações musicais de alunos, a inauguração da Rota Camões e o anúncio do presidente da Associação Casa-Memória de Camões de que se perspetiva um apoio a curto-prazo do Ministério da Cultura ao espaço dedicado ao poeta maior da língua portuguesa.

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As comemorações que assinalaram o 40º e 25º aniversários da Associação Casa-Memória de Camões e da Escola BS/S Luís de Camões, respetivamente, decorreram entre outubro de 2016 e 2017, tendo o final do Ano Camões sido assinalado com uma cerimónia que contou com a presença das entidades promotoras, a associação responsável pelo espaço dedicado a Camões, o município e o Agrupamento de Escolas de Constância.

O momento começou com os discursos dos três responsáveis, iniciados por António Matias Coelho, presidente da direção da associação, que destacou o trabalho intenso realizado ao longo dos últimos 12 meses com atividades diversificadas, entre as quais a aula aberta com Guilherme d’Oliveira Martins, a apresentação do romance histórico “Até que o Amor me Mate – As Mulheres de Camões”, da autora Maria João Lopo de Carvalho, e o sucesso da última edição das Pomonas Camonianas.

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António Matias Coelho, Olga Antunes e Júlia Amorim discursaram no encerramento do Ano Camões. Foto: mediotejo.net

Júlia Amorim, presidente da autarquia, e Olga Antunes, diretora do agrupamento escolar, também dirigiram algumas palavras às pessoas que marcaram presença na CMC ao final da tarde e mais tarde aos jornalistas. Ambas focaram a importância de perpetuar a memória do poeta junto da população mais jovem e reforçar este traço identitário do concelho, a par do reconhecimento do “empenho” de todos os parceiros que contribuiu para que o balanço do Ano Camões fosse muito positivo.

O público juntou, sobretudo, pais dos pequenos artistas que brindaram os presentes com diversas atuações musicais. Os estudantes do 5º e 7º anos de escolaridade da Escola EB/S Luís de Camões, orientados pela docente Ana Coelho, interpretaram os temas “Minuciosa formiga”, “Camões e os rios”, “Verdes são os campos” e “Descalça vai para a fonte”.

Os últimos instantes do Ano Camões foram passados junto da parede exterior do edifício, nas Escadinhas do Tem-te Bem, com a inauguração da Rota Camões criada por Dália Lacerda-Machado. A arquiteta, associada da CMC, falou sobre o desafio que lhe foi lançado e aceitou decidida a mostrar Camões enquanto homem e sua partida para o mundo. O projeto integra, igualmente, a lona que tapa os edifícios contíguos em ruínas, propriedade da CMC, que aguardam apoios para obras de remodelação.

Os alunos da escola sede do Agrupamentp de Escolas de Constância atuaram durante a cerimónia. Foto: mediotejo.net

Após o fim oficial da iniciativa, António Matias Coelho avançou à comunicação social que o Ano Camões foi “um ano diferente dos outros, diferente para melhor” com um programa que contribuiu para um “ressurgimento, uma renovação e a perspetiva de olharmos para o futuro com pouco mais de ânimo, de otimismo”. Os apelos que o responsável da CMC tem feito desde que assumiu a direção foram reforçados ao referir que “estamos a trabalhar em muitas frentes ao mesmo tempo” com “poucos recursos”.

A “boa vontade”e a “tenacidade” indicados podem dar frutos em breves com o anúncio da assinatura de um protocolo com o Ministério da Cultura a curto-prazo, ao qual se junta a expetativa partilhada por António Matias Coelho do Jardim-Horto de Camões ter obras de reabilitação com o apoio de fundos comunitários e surja renovado em março de 2018. A remodelação do local inclui novas placas identificativas, a revitalização do Pavilhão de Macau e um edifício de receção com melhores condições.

António Matias Coelho destacou ainda que não se trata de uma questão “política, mas sim cultural”, pelo que foram endereçados convites a pessoas de diversas áreas da sociedade. Nesse seguimento, o espaço foi visitado nos últimos “seis meses” por mais de duas dezenas de “personalidades políticas (…), culturais, intelectuais” que demonstraram interesse em apoiar a causa, entre elas o representante do Ministério da Cultura que esteve em Constância no verão passado.

A Rota Camões pode ser “explorada” na parede exterior do edifício, junto das Escadinhas do Tem-te Bem. Foto: mediotejo.net

Segundo o historiador, atualmente existe “um compromisso verbal” do Ministério da Cultura que passará a “compromisso formal, escrito” nas próximas semanas. Um documento que, nas suas palavras, envolve o “o desenvolvimento de um plano de intervenção com vista à abertura da Casa-Memória num prazo razoável com o apoio formal do Ministério da Cultura”.

Apoio esse ligado ao espólio museológico e apoios técnico e financeiro que, António Matias Coelho diz, “não temos, nem teremos nunca numa comunidade pequena como a nossa”.

Uma vez assinado, o protocolo constituirá um verso importante da longa epopeia camoniana associada à luta da associação fundada pela jornalista Manuela de Azevedo, falecida no início deste ano, pelo reconhecimento nacional da CMC.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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