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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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Constância: Alunos plantaram espécies autóctones em zona ardida

Cerca de 400 novas árvores foram plantadas numa zona de área ardida em Constância na manhã desta segunda-feira, dia 23, por duas dezenas de alunos dos cursos vocacionais do Agrupamento de Escolas de Constância e do curso de jardinagem do CRIT – Centro de Recuperação Infantil de Torres Novas.

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Perto das 10h30, os mais de 20 alunos de Constância e Torres Novas que já se encontravam no terreno equiparam-se a rigor com t-shirts verdes e azuis, onde se podia ler “Plantar o Futuro”, oferecidas pela Caima, e deitaram mãos às enxadas e pás para plantarem 400 novas árvores numa zona de Constância que foi devastada pelo incêndio deste verão, em junho.

A ação decorreu no dia em que se comemora, na Península Ibérica, o Dia da Floresta Autóctone e foi organizada pela Câmara Municipal de Constância em parceria com a Caima – Indústria de Celulose, S.A., a Altri, o Agrupamento de Escolas de Constância, o CRIT – Centro de Recuperação Infantil de Torres Novas e a Resitejo – Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo.

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Os sobreiros e carvalhos plantados são resultado de um trabalho dos alunos do CRIT
Os sobreiros e carvalhos plantados são resultado de um trabalho dos alunos do CRIT

Carvalhos, sobreiros e pinheiros foram as espécies plantadas pelos alunos e que contou com o apoio da equipa de Sapadores Florestais de Constância e dos técnicos da autarquia e professores presentes.

Um dado interessante: os sobreiros e carvalhos plantados vieram do CRIT no âmbito de um protocolo que esta instituição tem com a Altri Florestal. Conforme explicou Sílvia Soares, formadora do CRIT na área da jardinagem, “temos um projeto com a Altri na produção de plantas autóctones, nós fazemos a recolha de sementas nas propriedades da Altri e depois fazemos as sementeiras e estas que hoje vão ser plantadas são as primeiras árvores que estão a sair para a terra”. Já os pinheiros plantados foram doados pela Altri Florestal.

Divididos em grupos de quatro, os alunos plantaram uma linha de carvalhos, depois duas linhas de pinheiros e, por fim, os sobreiros.

Antes de procederem à plantação das novas árvores, os alunos ouviram uma breve explicação sobre a floresta autóctone, por Tiago Lopes, responsável pelo Parque Ambiental de Santa Margarida, que salientou a importância de ser esta a altura

Antes de iniciarem a plantação das novas árvores, os alunos assistiram a uma pequena explicação sobre a importância da floresta e das espécies autóctones
Antes de iniciarem a plantação das novas árvores, os alunos assistiram a uma pequena explicação sobre a importância da floresta e das espécies autóctones”.

indicada para plantar árvores na floresta “para apanharem a água do inverno e conseguirem resistir às temperaturas do verão”.

Conforme referiu na ocasião Júlia Amorim, presidente da Câmara Municipal de Constância, “esta iniciativa surgiu devido ao incêndio de junho passado e agora o importante é reflorestar e prevenir que outro incêndio possa existir”. E acrescentou ainda que “a escolha desta área prende-se com o facto de ter sido devastada pelo incêndio e que é preciso trabalhar para evitar a erosão, é uma ação de sensibilização direta para o público mais jovem e que deixará sementes no sentido de prevenir e proteger a floresta para o futuro. Só todos juntos somos capazes de fazer mais”.

Miguel Silveira, da Altri Florestal, deixou um desafio aos alunos presentes: “tirem fotos às árvores que plantaram e depois venham cá daqui a dois ou três anos para verem como está a árvore que plantaram”.

Constância vai ter Zona de Intervenção Florestal

Esta ação de reflorestação surgiu, conforme explicou Júlia Amorim, “durante uma reunião de trabalho no âmbito da constituição da ZIF, em que estavam diversas entidades, e achou-se interessante comemorar O Dia da Floresta Autóctone desta forma, envolvendo várias entidades e fazendo com que os alunos colocassem a mão na massa”.

O ordenamento florestal é uma das apostas da Câmara de Constância que, em conjunto com os municípios de Tomar e Vila Nova da Barquinha, está a criar uma Zona de Intervenção Florestal (ZIF) nos territórios destes três concelhos.

Segundo explicou a autarca de Constância ao mediotejo.net, “a criação da ZIF surgiu no seguimento do grande incêndio que ocorreu em Junho e que assolou várias zonas florestais de vários concelhos e levou à necessidade de colocar em prática aquilo que é indispensável que é o ordenamento florestal”.

“Também é muito importante a questão da floresta ao abandono, principalmente quando estamos a falar de pequenos proprietários que não retiram da floresta a riqueza que lhes permita sustentar economicamente a sua limpeza e tratamento”, acrescenta Júlia Amorim.

O núcleo fundador da nova ZIF já foi constituído e é composto pelos municípios de Constância, Tomar e Vila Nova da Barquinha, bem como pela Altri Florestal, pela Gestiverde, entidade que irá fazer a gestão da ZIF, e alguns proprietários.

“Agora há um trabalho em que os proprietários de livre vontade vão aderindo e, de alguma maneira, é ir ganhando escala fazendo com que os pequenos proprietários, conjuntamente com os grandes proprietários possam, de uma forma rentável, tirar algum proveito da floresta e ao mesmo tempo promover a questão da limpeza florestal e, de uma forma mais organizada, tentar rentabilizar esses mesmos meios para ter custos mais reduzidos no que tem a ver com a prevenção”, salienta Júlia Amorim.

A Gestiverde irá gerir a nova ZIF uma vez que “é uma entidade gestora com vasta experiência que está também a fazer a gestão da ZIF de Aldeia do Mato, que foi constituída há já alguns anos e que tem funcionado com bastante sucesso. E por isso acho que este caminho percorrido pela ZIF de Aldeia do Mato, cuja experiência tem sido muito positiva, serve para motivar mais facilmente os proprietários a aderirem a este projeto”, referiu a presidente da Câmara de Constância.

Sobre os principais benefícios desta ZIF, Júlia Amorim salienta o facto de haver o ordenamento florestal e que “os pequenos proprietários que não trabalhavam a floresta terem aqui dois objetivos muito positivos: um deles, com custos menores puderem limpar as florestas, sendo que estes custos que têm ao nível da floresta possam ser custos que depois possam ser cobertos pelos benefícios porque, por exemplo, estamos a falar de um corte de pinheiros ou a retirada de cortiça dos sobreiros, se cada proprietário negociar por si só, nem tem escala, se houver uma entidade que consiga negociar para todos é muito mais rentável, é uma estratégia coletiva que beneficiará a todos”.

Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

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