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Constância | Agrupamento de Escolas perdeu mais de 50 alunos e não abriu cursos profissionais este ano letivo

O Agrupamento de Escolas de Constância perdeu cerca de 50 alunos, logo 15 à entrada no pré-escolar em todos os centros escolares das freguesias do concelho. A direção do Agrupamento referiu que a maior perda se registou pelo facto de se terem perdido alunos à entrada no Ensino Secundário, uma vez que este ano não foram abertas turmas de 10º ano dos cursos profissionais de Cozinha e Técnico de Saúde.

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O AEC arrancou assim com um total de 640 alunos, distribuídos por 95 no pré-escolar, 305 no 2º e 3º ciclos, e 80 no Ensino Secundário, segundo indicou Olga Antunes, diretora do AEC. Já os cursos profissionais de Cozinha e Técnico de Saúde mantiveram turmas no 11º ano, em continuidade, ambas no segundo ano dos respetivos cursos.

Em termos de projetos implementados, o Agrupamento deu continuidade a atividades diferenciadoras, caso do projeto “Cativa-me”, baseado na obra “O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry.

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Atividade do projeto ‘Cativa-me’. Foto: AEC

“Temos atividades que são enquadradas em cada uma das disciplinas mas que não se desenrolam na sala de aula. Tivemos três dias em que os alunos tiveram outras formas de aprender, e tiveram oportunidade de conviver e estar noutros espaços de aprendizagem”, referiu Olga Antunes, diretora do Agrupamento de Escolas de Constância.

Quanto ao projeto educativo, a docente referiu a contínua promoção das práticas colaborativas. “Não temos os semestres, mas temos algumas disciplinas semestrais no 3º ciclo. Os alunos do 7º ano têm no primeiro semestre a área das Humanidades – História e Geografia – e no segundo semestre têm a Físico-Química e as Ciências. Já no 8º ano, é o contrário. Até para permitir que organizem o estudo em menos disciplinas”, explicou.

O feedback tem sido bom quer por parte dos alunos, quer por parte dos pais. “Fizemos questão de, no final do anterior ano letivo, auscultar os pais. Eles concordam connosco, que o menor número de disciplinas e por outro lado o maior número de horas, concentrando mais horas em cada uma das semanas, ajuda os alunos a organizarem-se em tempo de estudo e aquilo que precisam concentrar”.

Olga Antunes concretizou esta metodologia. “Quando eles passam para o 3º ciclo, o número de disciplinas é absurdo. Por outro lado, como temos a área das Humanidades num semestre, e a área das Ciências no outro, também permite aqui uma prática colaborativa entre as disciplinas, um trabalho que acaba muitas vezes por levar ao trabalho em conjunto, e permite depois fazer turnos nas turmas, para o ensino experimental, na área das Ciências e Físico-Química”, disse.

Alunos em atividade conjunta no início do ano letivo. Foto: AEC

Olga Antunes entende que há um “único senão”, mas ainda assim sem peso significativo. “O facto de os alunos que terminam uma disciplina no primeiro semestre, depois estarem meio ano sem terem essa disciplina. Mas não tem sido problema, até porque os próprios alunos consideram que não é razão para que não prevaleça esta organização”, afirmou.

Este ano mantém-se a calendarização com os três períodos letivos, mas a preparar um futuro diferente. “Estamos a trabalhar num plano de inovação, no âmbito da Portaria nº 181/2019, onde já cerca de 50 escolas avançaram este ano”, disse a docente.

“Nós preferimos durante este ano continuar com os três períodos, porque a lei saiu já muito tarde e seria um pouco fazer um plano em cima do joelho. Então, durante este ano letivo, vamos trabalhar um plano para apresentar no próximo ano. Aí sim, prevendo também os semestres”, aludiu.

Foto: AEC

Quanto ao corpo docente, o agrupamento de escolas teve “muito pouca mobilidade” este ano, o que levou o ano letivo a arrancar de forma “o mais serena possível” neste âmbito. Por outro lado, os professores colocados foram-no atempadamente, “não tenho qualquer questão com a colocação de professores este ano”.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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