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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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Constância | A maior festa da astronomia (Astrofesta) assinalou 25 anos no Centro Ciência Viva (c/video e fotos)

“O Centro Ciência Viva de Constância (CCVC) é uma referência daquilo que é a divulgação científica na Europa”, afirmou o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Manuel Heitor falava aos jornalistas no final da sessão oficial de abertura da XXV Astrofesta, que está a decorrer até domingo, dia 19 de agosto, naquele Parque de Astronomia.

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Para o ministro, a Astrofesta “é a mais antiga e a mais representativa festa da astronomia do país, uma festa que é referência a nível nacional e no estrangeiro”. E Constância “um ponto obrigatório de passagem no verão e noutras ocasiões”.

O mundo da astronomia mudou muito nos últimos 25 anos, mas vai “sofrer alterações brutais” nos próximos anos, disse ainda o ministro da Ciência, que anunciou que Portugal vai integrar uma rede mundial de telescópios interligados de modo digital.

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Em declarações aos jornalistas na 25.ª edição da Astrofesta, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, antecipou os desafios do futuro, tendo afirmado que, “hoje, Portugal participa num grande projeto à escala mundial para poder ligar todos os telescópios de uma forma digital”, incluindo os instalados no Centro de Ciência Viva de Constância – Parque de Astronomia.

“Se é verdade que os últimos 25 anos foram de grande transformação em Portugal de introdução da cultura científica nos portugueses, também é verdade que os próximos 25 anos na área da astronomia vão sofrer alterações brutais”, afirmou o governante na abertura oficial do evento, que reúne até domingo cerca de mil astrónomos portugueses e de outras nacionalidades, profissionais e amadores, investigadores e professores, entre outros.

Sendo a Astrofesta “a mais antiga festa de astronomia do país, uma festa que é referência a nível nacional e no estrangeiro”, reunindo todos os anos centenas de pessoas durante três dias, Manuel Heitor disse que a astronomia “é essencial para melhorar o conhecimento da Terra (…) e, também, e sobretudo, para explorar novas atividades de âmbito social e económico”.

Para o governante, a Astrofesta “é a mais representativa, mas também é aquela que está associada desde o princípio aquilo que é a ciência moderna em Portugal”, tendo destacado o trabalho de astrónomos como Máximo Ferreira, diretor do Centro Ciência Viva de Constância, que, “ao longo de 25 anos, ajudaram a desenvolver aquilo que é essencial, que é a atração do público pelo conhecimento científico”.

Como vincou o ministro, “a reunião aqui [em Constância] de mil pessoas é certamente o reconhecimento dos últimos 25 anos e uma clara demonstração de capacidade da astronomia para o futuro de Portugal e para aquilo que é a interação [do país] no mundo e numa economia do conhecimento”.

Máximo Ferreira, astrónomo e diretor do CCVC, lembrou que tudo começou com “dois pequenos telescópios metidos numa carrinha” que conduziu até à Serra D´Ossa, no Redondo, em 1994, tendo levado a astronomia no ano seguinte às praias do Algarve, num espírito de missão e de divulgação que partilhou com o ex-ministro Mariano Gago.

“As pessoas não vinham aos telescópios, levávamos nós os telescópios até onde estavam as pessoas”, recordou, lembrando que o programa de “divulgação da astronomia e das ciências em geral” estendeu-se às regiões do interior em 1997 com o programa Ciência no Verão, que se mantém até ao dias de hoje.

Na sessão de abertura, perante centenas de pessoas presentes no auditório Rómulo de Carvalho, o Diretor do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, José Pedro Sousa Dias, apresentou o historial das Astrofestas e os objetivos que estes eventos têm subjacentes.

XXV Astrofesta no Centro de Ciência Viva de Constância, de 17 a 19 de Agosto. Sessão de abertura presidida pelo Ministro da Ciência

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 18 de Agosto de 2018

A presidente da Ciência Viva – ANCCT, Rosália Vargas, citou uma frase do comunicado de imprensa da organização a que preside onde se refere sobre a Astrofesta que “em Portugal, no mês de agosto, há sempre muitas festas com estrelas populares… mas nenhuma como esta, cheia de estrelas no céu”.

Em representação do Instituto Politécnico de Tomar, parceiro do CCVC, interveio o vice-presidente, Miguel Pinto dos Santos, que afirmou não poder deixar de estar presente num evento daquela natureza e importância.

Para Sérgio Oliveira, presidente da Câmara de Constância, o CCVC “assume um papel fundamental na projeção do Concelho e na divulgação da ciência”. É também um equipamento que “contribuiu para que Constância se distinga dos outros concelhos”. Terminou realçando a “colaboração estreita” que existe entre a Autarquia e o CCVC e prestando um reconhecimento público pela dedicação de Máximo Ferreira à frente do Centro.

No ano em que se comemora 25 anos de Astrofesta, este evento apresenta um programa variado que envolve observações do céu (à vista desarmada e com telescópios), um mini curso de introdução à Astronomia, uma pequena feira (interativa) de ciência e várias palestras, de entre as quais se destaca uma dedicada à estranha galáxia designada por CR7.

A Astrofesta é a mais antiga festa de astronomia do país, reunindo todos os anos centenas de pessoas durante três dias para observar o céu. É também uma oportunidade de contacto direto e informal entre investigadores, astrónomos amadores, professores e público interessado. Todas as sessões são abertas e de livre acesso, incluindo palestras, cursos práticos para aprender a usar telescópios ou a fotografar o céu e, como não podia deixar de ser, observações astronómicas.

Este ano destaque para a participação de David Sobral, da Universidade de Lancaster, Reino Unido, Rui Agostinho, do Observatório Astronómico de Lisboa e Pedro Ré, ambos da Universidade de Lisboa. Referência ainda para os radioastrónomos amadores Michiel Klaassen, do radiotelescópio de S. Gião, em Oliveira do Hospital e Jorge Oliveira, da Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores (APAA), que participam pela primeira vez na Astrofesta.

Após a sessão de abertura foi feita a apresentação de uma pequena brochura evocativa dos 25 anos de Astrofestas, com fotos e explicações sobre todas as edições e a reprodução do respetivo cartaz.

O programa do evento contempla ainda vários momentos de música proporcionada pelo carrilhão móvel do CICO, duas exposições (“astropintura” e “relógios de Sol”), o acesso público ao Lago Arquimedes e refeições ligeiras numa tenda preparada para o efeito.

C/ Lusa

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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