Segunda-feira, Março 1, 2021
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Constância | 15 anos do Parque Ambiental passaram a voar (c/ vídeo)

Em abril de 2002 cerca de seis hectares da localidade de Vale de Mestre, em Constância, transformaram-se oficialmente no Parque Ambiental de Santa Margarida (PASM). Quinze anos depois o espaço que alia lazer e pedagogia integra os roteiros dos milhares de visitantes que por ali passam anualmente. Fomos descobrir este espaço na companhia de Tiago Lopes, técnico responsável pelo PASM, e Júlia Amorim, presidente da autarquia.

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O Parque Ambiental de Santa Margarida foi inaugurado no dia 18 de abril de 2002, mas o projeto começou a ser idealizado alguns anos antes, tendo como ideia inicial a criação de um espaço de lazer que permitisse momentos de convívio. A ideia de criar um parque ambiental na freguesia de Santa Margarida da Coutada, onde a natureza já predominava, gerou alguma estranheza inicial.

Fotos: mediotejo.net

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Estranhou-se, mas depois do primeiro minuto oficial acabou por se entranhar de tal forma que a infraestrutura registou em 2016 cerca de 29 mil visitantes. Habitantes locais, escolas e turistas incluem o PASM nos seus roteiros para usufruir da envolvência bucólica do lago, dos equipamentos lúdicos e desportivos para diversas faixas etárias, de um jardim de plantas aromáticas e medicinais e de um anfiteatro ao ar livre.

Fotos: mediotejo.net

O ex libris é o Borboletário Tropical, único a nível nacional, que completa quatro anos no próximo mês de junho. Os curiosos chegam de diversos pontos, desde concelhos a países vizinhos, com destaque para os espanhóis e os franceses, que contribuem para o aumento do turismo da região. A conjugação da pedagogia e do lazer deparou-se com alguma resistência inicial, mas a aposta foi consolidada e às duas vertentes acrescentou-se a económica pelo desenvolvimento verificado dentro e fora da freguesia de Santa Margarida da Coutada.

PASM. Foto: mediotejo.net

Um sucesso que não pára para relaxar nas sombras do PASM e continuará a ter o ritmo das asas das borboletas tropicais que deliciam quem as visita. Neste momento encontra-se em fase de projeto a criação de um centro interpretativo de borboletas no espaço exterior entre o borboletário e a ecoteca, que dará destaque às espécies autóctones. Um projeto entre outros que farão os próximos anos passar a voar… nas asas de muitas borboletas.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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