Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Domingo, Agosto 1, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

“Conservar a Floresta e os Cursos de Água”, por José Alho

O Outono começa a marcar os nossos dias, depois dum Verão quente e seco que parecia não nos querer abandonar.

- Publicidade -

Chegam as primeiras chuvas que timidamente vão aumentando de intensidade e frequência dando novo fôlego ao regime hídrico e trazendo também alguns problemas para as bacias hidrográficas com especial destaque para as áreas afetadas pelos incêndios com fenómenos de erosão e assoreamentos que originam desequilíbrios e que podem acabar em graves cheias e inundações.

Neste contexto assumem particular relevância os ecossistemas estruturados pelas linhas de água, muitas vezes designados por ribeirinhos ou ripícolas, que são de grande fragilidade e estão sujeitos a grandes ameaças diretas e indiretas, ao ponto de serem raros, aqueles que ainda apresentam um estado de equilíbrio natural satisfatório.

- Publicidade -

Para além dos problemas que se colocam nestes sistemas decorrentes da drenagem de poluentes directos ou difusos, a particular ameaça coloca-se ao nível da destruição da vegetação que consolida as suas margens.

barcotejo2

As galerias ribeirinhas ou ripícolas são cordões de árvores e outras plantas que têm funções importantes na protecção das margens ao prevenirem a erosão e derrocadas com consequentes assoreamentos dos leitos, e que de certa forma visam contribuir para a estabilização do fluxo dos caudais nas bacias hidrográficas.

Quando em bom estado de conservação, estas galerias funcionam como locais de abrigo e protecção para muitos seres vivos garantido as condições para a sua sobrevivência, com especial destaque para muitos animais.

alho1
Os diversos troços deste tipo de vegetação numa bacia hidrográfica estabelecem uma rede de corredores ecológicos que são fundamentais para a biodiversidade.

A estabilização das linhas de água traduz-se também em claros benefícios económicos ao prevenir a ocorrência de cheias e outros fenómenos extremos que acarretam normalmente graves prejuízos para as comunidades envolvidas nestas calamidades. (basta recordarmos o que se passou na Madeira em 2010).

A conservação das linhas de água depende dos órgãos da administração, mas também da actuação dos proprietários confinantes numa interacção que infelizmente regista poucos ou incipientes resultados, embora o programa PRODER do Ministério da Agricultura tenha enquadrado iniciativas deste tipo no âmbito dos seus apoios.

Uma intervenção ajustada às necessidades de conservação da floresta ribeirinha e dos cursos de água exige uma sensibilização de todos os agentes envolvidos numa metodologia de proximidade a estes ecossistemas frágeis.

José Manuel Pereira Alho
Nasceu em 1961 em Ourém onde reside.
Biólogo, desempenhou até janeiro de 2016 as funções de Adjunto da Presidente da Câmara Municipal de Abrantes. Foi nomeado a 22 de janeiro de 2016 como vogal do Conselho de Administração da Fundação INATEL.
Preside à Assembleia Geral do Centro de Ciência Viva do Alviela.
Exerceu cargos de Diretor do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, Coordenador da Reserva Natural do Paúl do Boquilobo, Coordenador do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire, Diretor-Adjunto do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Litoral de Lisboa e Oeste, Diretor Regional das Florestas de Lisboa e Vale do Tejo na Autoridade Florestal Nacional e Presidente do IPAMB – Instituto de Promoção Ambiental.
Manteve atividade profissional como professor convidado na ESTG, no Instituto Politécnico de Leiria e no Instituto Politécnico de Tomar a par com a actividade de Formador.
Membro da Ordem dos Biólogos onde desempenhou cargos na Direcção Nacional e no Conselho Profissional e Deontológico, também integra a Sociedade de Ética Ambiental.
Participa com regularidade em Conferências e Palestras como orador convidado, tem sido membro de diversas comissões e grupos de trabalho de foro consultivo ou de acompanhamento na área governamental e tem mantido alguma actividade editorial na temática do Ambiente.
Foi ativista e dirigente da Quercus tendo sido Presidente do Núcleo Regional da Estremadura e Ribatejo e Vice-Presidente da Direcção Nacional.
Presidiu à Direção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza.
Foi membro da Comissão Regional de Turismo do Ribatejo e do Conselho de Administração da ADIRN.
Desempenhou funções autárquicas como membro da Assembleia Municipal de Ourém, Vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Presidente do Conselho de Administração da Ambiourem, Centro de Negócios de Ourém e Ouremviva.
É cronista regular no jornal digital mediotejo.net.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome