Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -
Terça-feira, Maio 11, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Com metade do concelho queimado, Vila de Rei pede integração em projeto-piloto de reflorestação

O município de Vila de Rei contabilizou hoje 10 mil hectares de área queimada, entre outros prejuízos, e apelou à sua integração no projeto-piloto de reflorestação e ordenamento do território florestal.

- Publicidade -

Em comunicado, a autarquia deu hoje conta que os incêndios que afetaram o concelho de Vila de Rei entre 13 e 18 de agosto “causaram um elevado número de prejuízos diretos, registando um total de 10.000 hectares de área ardida (cerca de 100 km2), que correspondem a 52% da área do concelho”, que tem um total de 194 km2.

Na missiva, assinada pelo presidente da autarquia, Ricardo Aires (PSD), pode ler-se que “Vila de Rei está mais pobre, depois de mais um incêndio florestal de grandes dimensões ter assolado o nosso concelho”, tendo referido que “o primeiro levantamento” dos serviços da autarquia “mostra-nos já um grande número de habitações afetadas pelas chamas e mais de 50% do concelho totalmente carbonizado”, e apelado à intervenção do Governo.

- Publicidade -

“Esperamos que, desta vez, o Governo Central não se esqueça de Vila de Rei, e que nos possa incluir no projeto-piloto de reflorestação e ordenamento do território florestal, que é uma das soluções para a rearborização do nosso concelho”, apelou o autarca.

Segundo o relatório do primeiro levantamento levado a cabo pelos serviços do município (onde falta ainda juntar alguns dados fornecidos por pessoas com terrenos e habitações no concelho mas que não lá residem diariamente) há a registar uma casa de primeira habitação totalmente destruída e de duas parcialmente destruídas.

A juntar a estes números juntam-se ainda 12 casas de habitação parcialmente afetadas pelas chamas, 32 barracões/palheiros, 17 casas em ruínas e 13 depósitos de água.

Além da floresta ardida, o município de Vila de Rei contabiliza também 1.723 árvores de fruto, 18.493 videiras, 1.223 sobreiros, 4.943 medronheiros, 19 máquinas e equipamentos agrícolas, 28.782 metros de mangueira e 1.710 metros de cercas e vedações que foram destruídas pelas chamas, a par da morte de 40 animais e a destruição de 958 colmeias.

“De momento, e tendo em conta que o Ministério da Agricultura não deu ainda qualquer orientação sobre as respostas a dar nesta situação, o município de Vila de Rei e a Acripinhal encontram-se a assegurar a alimentação dos animais cujos proprietários perderam os locais de pastagem e, consequentemente, as condições para garantir a sua subsistência”, pode ler-se na mesma nota.

“Com a floresta a ser uma importante fonte de rendimento para os vilarregenses – quer com o aproveitamento direto das árvores quer, indiretamente, com a sua potencialização em termos turísticos – cabe-nos agora voltar a reerguer e mostrar que esta tragédia será novamente ultrapassada graças à garra e coragem que a população vilarregense já demonstrou em outras situações semelhantes”, conclui.

Agência de Notícias de Portugal

- Publicidade -
- Publicidade -

COMENTÁRIOS

Please enter your comment!
O seu nome