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Sábado, Setembro 18, 2021

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Colóquio assinala 30 anos da morte de Alexandre O´Neill, poeta que residiu em Constância

Especialistas da obra de Alexandre O’Neill como Pedro Mexia e José Tolentino Mendonça vão participar entre hoje e sexta-feira num colóquio para assinalar os 30 anos da morte do poeta na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa. Foi várias vezes preso pela polícia política do regime de Oliveira Salazar, vindo a falecer em Lisboa a 21 de agosto de 1986. A vila de Constância, no Médio Tejo, deu o seu nome à biblioteca local.

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A vila de Constância acolhe os livros de Alexandre O’Neill, doados ao município em 1986 pelo seu filho, como forma de assinalar a passagem dos 80 anos do nascimento do escritor. Para além de emprestar o seu nome à Biblioteca Municipal, o município tem desenvolvido um conjunto de iniciativas tendentes a homenagear o homem, o escritor, o poeta e o publicitário, com concursos literários e atividades que visam valorizar o poeta e imortalizar a sua obra literária, o fundo bibliográfico, o nome da Biblioteca e a sua passagem por Constância.

Alexandre O’Neill teve uma segunda habitação em Constância, vila onde passou algum tempo, tendo ali redigido alguns dos seus escritos. No ano da sua morte, o filho doou ao Município a biblioteca pessoal do escritor, cerca de 3.000 livros, que integraram a Biblioteca Municipal, quando esta foi inaugurada, em 1994.

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biblioteca
No ano da sua morte, o filho doou ao Município a biblioteca pessoal do escritor, cerca de 3.000 livros, que integraram a Biblioteca Municipal, quando esta foi inaugurada, em 1994.

De acordo com a organização, da responsabilidade do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (CECC) da Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da Universidade Católica Portuguesa (UCP), o colóquio intitula-se “O Colóquio do O’Neill: 30 anos + 1 mês” e teve início na manhã de hoje.

Miguel Tamen, colunista e professor da Universidade de Lisboa, e Clara Crabbé Rocha, professora catedrática aposentada da Universidade Nova de Lisboa, estão também entre os oradores convidados que têm ligação à obra do autor.

Nascido a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, Alexandre Manuel Vahía de Castro O’Neill de Bulhões, descendente de irlandeses, foi um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa, e foi dentro desta corrente artística que publicou a sua primeira obra: “A Ampola Miraculosa”.

Mesmo depois do fim do grupo, O’Neill manteve na sua obra as influências surrealistas, que, além dos livros de poesia, incluem prosa, discos de poesia, traduções e antologias.

Autodidata, alargou a sua ação à publicidade, sendo da sua autoria a conhecida frase publicitária “Há mar e mar, há ir e voltar”.

c/Lusa

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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