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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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CIM do Médio Tejo | Passes dos transportes públicos podem sofrer redução até 45%

O Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) esteve entre os temas debatidos na reunião da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Os representantes das assembleias municipais da região questionaram Anabela Freitas sobre o cenário que se avizinha e presidente da CIM do Médio Tejo esclareceu que a redução nos custos dos transportes públicos pode atingir os 45%, caso as negociações em curso corram bem.

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As questões relativas ao PART foram colocadas por deputados intermunicipais de todas as cores políticas e de diversos concelhos durante o Período de Antes da Ordem do Dia. João Moura (PSD / Ourém) foi o primeiro a fazer referência ao tema, solicitando esclarecimentos sobre o trabalho desenvolvido pela CIM do Médio Tejo neste sentido e qual o cenário regional a partir do próximo dia 1 de abril.

Mesmo sentido tiveram as intervenções dos sociais-democratas João Carlos Almeida (Sertã) e Carlos Nunes (Vila de Rei), assim como as de Rosa Teixeira (CDS-PP / Entroncamento) e Rui Ferreira (CDU / Constância). Estas foram intercaladas pelas dos deputados da bancada socialista Paulo Constantino (VN Barquinha), Hugo Costa (Tomar) e Mário Balsa (Entroncamento).

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Anabela Freitas fez então a sua primeira intervenção perante a Assembleia Intermunicipal enquanto presidente da CIM do Médio Tejo, começando por referir os 870 mil euros de dotação financeira que vieram do Fundo Ambiental para a comunidade intermunicipal. A mesma destacou que as negociações ainda estão a decorrer e que será alocada “uma parcela não inferior a 60% aquilo que é a redução tarifária”.

Reunião da Assembleia Intermunicipal da CIM do Médio Tejo. Foto: mediotejo.net

A igualdade entre os transportes rodoviário e ferroviário foi sublinhada pela autarca e este trata-se de um dos princípios “aprovados em reunião” que determinam as dotações. A ele juntam-se as viagens internas do Médio Tejo, percursos com destino e/ou origem na região (não os que a atravessam) e os passes sociais (o bilhete de bordo não é abrangido).

Os títulos do mês de abril começam a ser vendidos a 26 de março e Anabela Freitas referiu a reunião marcada para 2ª feira, dia 25, com a Área Metropolitana de Lisboa no sentido de “haver uma harmonização dos descontos atribuídos ou repartição de encargos”. Um exemplo dado foi o do utente que sai da região do Médio Tejo e viaja até à região da Lezíria, implicando uma repartição de 50% entre as duas comunidades intermunicipais.

Outro exemplo apresentado é o do utente que atualmente vai para Lisboa de comboio pagando 252,00€ (216,00€ de comboio e 36,00€ do passe L1 / Carris e Metro). “Se nada fizermos”, acrescentou a autarca, a partir de 1 de abril a mesma pessoa irá pagar 164,00€ euros desde o Entroncamento até Vila Franca de Xira acrescidos pelos €40,00 da Área Metropolitana de Lisboa.

Neste caso, a redução prevista situa-se nos 48,00€, passando a pagar 204 no total. No entanto, segundo Anabela Freitas, com as negociações em curso – incluindo a redução que está a ser proposta pela CIM do Médio Tejo à CP – a mesma pessoa passará a pagar 138,40€, ou seja, poupa cerca de 113 euros e a redução situa-se na ordem dos 45%.

O Transporte a Pedido também será abrangido. Foto: mediotejo.net

A mudança prevista neste âmbito implica, igualmente, uma “expansão da oferta do serviço” de transportes a nível interno, nomeadamente no Transporte a Pedido em que o tarifário foi reduzido para três escalões. A presidente da CIM do Médio Tejo sublinhou ainda que a rede deste projeto de mobilidade pioneiro será expandida “no sul do concelho de Tomar e nas ligações intermunicipais a Vila de Rei”.

Outra mudança a nível interno será sentida nos concelhos com transportes urbanos (Abrantes, Entroncamento, Tomar e Torres Novas), tendo já cada município comunicado à CIM do Médio Tejo qual a redução pretendida para os respetivos passes sociais. A informação foi confirmada por Anabela Freitas ao mediotejo.net no final da reunião do Conselho Intermunicipal.

Questionada sobre esta mudança na mobilidade do Médio Tejo, Anabela Freitas destacou que aquilo que se pretende são, essencialmente, duas coisas: “Primeiro, dotar a região de uma melhor rede de transportes e, segundo, incentivar a utilização do transporte público pois os territórios são cada vez mais para as pessoas e menos para os carros.”

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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