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Sexta-feira, Setembro 24, 2021

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CIM da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Beira Baixa reivindicam construção da barragem do Alvito

As Comunidades Intermunicipais (CIM) da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Beira Baixa assinaram na quinta-feira um documento conjunto para a construção da barragem do Alvito, no rio Ocreza, por considerarem “um fator decisivo” para a sustentabilidade dos seus territórios.

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A cerimónia de assinatura do documento ocorreu na feira agrícola AgroGlobal, que decorre em Valada do Ribatejo, no concelho do Cartaxo, no expositor da CIM da Lezíria do Tejo, com a participação dos presidentes das três CIM envolvidas na construção da barragem do Alvito.

“As CIM da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Beira Baixa, tendo em conta que a Bacia do Tejo é a ‘espinha dorsal’ do sistema hídrico e da organização do território nacional, consideram como desígnio nacional e investimento prioritário a construção da barragem do Alvito, no rio Ocreza, com fins múltiplos”, lê-se no documento conjunto.

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As três CIM referem que a concretização da infraestrutura representa “um investimento não muito vultuoso”, lembrando que a obra tem sido adiada há várias décadas e que os estudos já estão prometidos pelo Governo desde abril de 2019.

“Em pleno século XXI, barragem cheia 2030 é um objetivo realista, que depende apenas da vontade política para o assumir como prioritário”, afirmam as entidades intermunicipais, solicitando que seja concretizada a construção da barragem do Alvito, como “fator decisivo para a sustentabilidade dos seus territórios e das atividades económicas que dependem deste recurso”.

No documento conjunto, os autarcas das três CIM realçam o impacto direto da construção da barragem, com fins múltiplos, nas respetivas regiões.

As entidades intermunicipais indicam ainda que a bacia do Tejo integra as áreas de regadio mais importantes que existem no país, com forte impacto nas exportações e no equilíbrio da balança comercial.

Além disso, acrescentam, os caudais lançados pela barragem de Alcântara em direção a Portugal durante o período crítico de estiagem são extremamente irregulares, tornando difícil o seu aproveitamento no país sem dispor de armazenamento adicional, e a capacidade de regularização no leito do rio Tejo é praticamente nula, pois as barragens do Fratel e de Belver são fios de água.

Outro dos argumentos expostos pelas CIM é que “atualmente o país apenas tem alguma capacidade de controle no caudal do Tejo, quando ele já vai a meio do território, a partir de Constância, utilizando os caudais disponíveis nas barragens do seu afluente, o rio Zêzere”.

Por isso, defendem, é necessário construir em Portugal aproveitamentos com capacidade de armazenamento que coloque o país ao abrigo de períodos de seca prolongados, assim como de qualquer falha proveniente dos usos dados a água que vem de Espanha, recordando que tal já se fez na bacia do Douro e o mesmo foi feito no Guadiana com o Alqueva.

Por outro lado, as entidades intermunicipais sublinham a “urgência de concretização desta obra, para atenuar o efeito das alterações climáticas, cada vez mais evidentes”.

O aproveitamento do Alvito, no rio Ocreza, no concelho e distrito de Castelo Branco, é objeto de estudos desde a década de 50, sendo considerado “um empreendimento de fins múltiplos com interesse estratégico na região”, segundo o Plano Hidrográfico da Bacia do Rio Tejo (PHBRT), datado de setembro de 2000.

Em 2007, foi anunciada a decisão de construir a barragem do Alvito, com um investimento previsto de 67 milhões de euros para uma capacidade instalada de 48 megawatts (MW), mas a obra não se concretizou.

Mais de uma década depois, em 2019, surgiu o Projeto Tejo – Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste, apresentado como “a solução” para resolver o problema da falta de água.

Contudo, o movimento pelo Tejo (proTEJO) rejeitou os seus pressupostos e argumentou que a escassez de água pode ser resolvida através de alternativas “ao nível da procura de água, com adoção de medidas de eficiência hídrica que promovam a eficiência global do uso da água na agricultura [que regista 40% de perdas]”.

Agência de Notícias de Portugal

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2 COMENTÁRIOS

  1. Se no vale do Ocreza passasse uma linha ferroviária, a barragem já estava feita. Somos governados por máfias de alcatrão alérgicas a tudo o que são carris. Dúvidas? É só ver o que se passa no país. E falam em sustentabilidade!!!!

  2. Construam – me ” pôrra ” ,
    porque a água é imprescindível para todo o vale da Beira Baixa , seu desenvolvimento e sustentação agrícola e não só , mas eis que a posição hipócrita do BE canalizada por Catarina Martins na leitura da cartilha Bloquistas está contra a construção da barragem do Alvito porque ,pasme – se , ” a água evapora- – se “

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