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Sábado, Julho 24, 2021

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CHMT | Torres Novas espera, Abrantes é requalificado e Ourém na mesma (c/ áudio)

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) tem neste momento um conjunto de serviços a sofrerem reestruturações. A urgência cirúrgica do Hospital de Abrantes estará em obras entre 2017 e 2018. Torres Novas aguarda a transferência do serviço de cirurgia de Santarém. Ourém, que não possui Hospital, pouca alteração parece ter sofrido com a possibilidade de ir para o Hospital de Leiria.

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No âmbito de uma conferência de imprensa em Torres Novas sobre o vírus da Gripe na terça-feira, 13 de dezembro, as alterações que estão a ser operadas nos diferentes Hospitais que integram o CHMT foram levantadas pelos jornalistas presentes. O presidente do conselho de administração do CHMT, Carlos Andrade, adiantou algumas novidades e esclareceu notícias que têm vindo a público.

O Hospital de Abrantes tem o projeto de arquitetura da requalificação da urgência médico-cirúrgica em finalização. Uma parte das obras será concretizada em 2017 e a seguinte em 2018. “Não é pintar paredes, é requalificar”, sublinhou Carlos Andrade. “As condições físicas são apertadas”, constatou, explicando que não estava previsto o serviço ter tanta afluência.

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O Hospital de Torres Novas já tem o seu bloco operatório concluído, mas ainda não há data para a transferência do serviço de Santarém, cujo bloco vai entrar em obras. “Se Santarém não conseguir dinamizar-se para vir para cá, obviamente que outras entidades começam a manifestar-se nesse sentido”, comentou Carlos Andrade sobre a intenção do Hospital de Leiria de usufruir do serviço. Mas “a nossa preferência é Santarém”, terminando o tema referindo que “a Primavera é sempre boa altura para começar coisas”.

Já Ourém, que viu este ano ser-lhe aberta a possibilidade de acorrer aos serviços de Leiria, não regista aparentemente grandes alterações nas suas rotinas. “Não temos sentido flutuações de utentes para Leiria”, constatou Carlos Andrade. O responsável explicou que o circuito dos doentes manteve-se, os que já seguiam para Leiria continuam a fazê-lo, os que eram atendidos no CHMT assim permanecem. Mas “vamos ver agora quando fecharmos anos”, referiu.

Sobre a preocupação dos deputados do PSD do círculo de Santarém em que parte do orçamento do CHMT seja canalizado para Leiria devido à preferência dos utentes de Ourém por aquele Hospital, Carlos Andrade frisou que “não há nenhum impacto orçamental no CHMT devido à livre escolha”.

“Aquilo que nós formos capazes de fazer o Ministério acompanha”, referiu, adiantando que no último ano a “atividade até aumentou”.

Questionado sobre a sua continuidade à frente do CHMT, Carlos Andrande referiu apenas que “não há novidades nenhumas, estamos todos serenamente a trabalhar”. “É muito cedo, o mandato está quase a terminar mas ainda não terminou”, constatou, referindo que “temos consciência que fizemos o melhor possível nestes dois anos”. Afirmando uma relação “cordial” com o Ministério, terminou salientando que a grande preocupação neste momento é o vírus da Gripe.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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1 COMENTÁRIO

  1. Depois de ler a notícia e ouvir a entrevista, é justo que em primeiro lugar, sem qualquer tipo de favor, se reconheça o esforçado trabalho dos profissionais que desempenham, o melhor que podem e sabem, as suas funções naquela naquele espaço que não tem condições para servir de urgência à Unidade Médico Cirúrgica do CHMT localizada no Hospital de Abrantes.
    E se alguém tiver dúvidas dessa falta de condições, passe por lá porque a entrada é livre, e verá que o acesso às Urgências se continua a fazer por uma sala de espera onde as pessoas se amontoam para se inscrever para a dita urgência, onde as pessoas também se inscrevem para irem visitar os doentes que estão no S.O. e especialmente nos corredores, onde as pessoas que estão à espera têm que ver entrar, à pressa, todos os doentes e sinistrados graves e até os mais ou menos politraumitazados. E só não entram por ali as urgências de Pediatria porque a especialidade ainda está no Hospital de Torres Novas
    E é também nessa entrada, atafulhada frequentemente de pessoas, que os Bombeiros depois de terem transportado os doentes ou sinistrados para o interior, têm que vir inscrever esses mesmos doentes ou sinistrados.
    E é ainda nessa entrada que os familiares dos doentes aguardam para saber notícias dos seus familiares em observação.
    Confusões daquelas não se desejam a ninguém. Mas que existem há anos isso é verdade.
    Mas apesar de todas as limitações físicas que se sentem naquele espaço desde há muitos anos, não vale a pena criarem-se muitas expectativas acerca da urgência de se requalificarem as Urgências do Hospital de Abrantes. Para melhor esclarecimento, passo a transcrever da notícia: “O presidente do CA avançou que “estamos na fase de finalização da primeira proposta do projecto de arquitectura. Dentro de dias, depois de reuniões técnicas que têm ocorrido, devemos receber a primeira proposta técnica já do arranjo arquitectónico da Urgência Médico-Cirúrgica de Abrantes”.
    Continuando a transcrever da noticia: “Assim sendo, “uma parte [da Urgência] vai entrar em obras em 2017 e outra parte em 2018”. “Queremos, de facto, que aquela Urgência seja requalificada”, disse Carlos Andrade que explicou que “requalificada não é pintar paredes nem rasgar uma janela. Requalificar é requalificar na verdadeira acepção do que deve ser uma Urgência Médico-Cirúrgica de um hospital no início do século XXI”.
    “Tínhamos o compromisso de ter uma proposta técnica até ao fim do mandato deste Conselho de Administração e é isso que estamos a cumprir. Nunca nos comprometemos com obra neste mandato mas sim com uma proposta técnica”, afirmou o presidente.
    Voltando ao que se passa actualmente na Urgência de Abrantes, Carlos Andrade acrescentou que “as condições físicas são um bocadinho apertadas e difíceis porque, obviamente, nunca foi prevista para o movimento que tem”.”
    O mal disto tudo não é de agora nem sequer da constituição do Centro Hospitalar do Médio Tejo mas talvez da forma como o mesmo Centro foi desenhado. Mas o mal maior disto tudo foi terem construído três Edifícios Hospitalares para uma população de, mais ou menos 220.000 pessoas, quando um Hospital, digno desse nome, chegaria à vontade para servir com eficiência e dignidade toda a população abrangida e mais os passantes. E agora os utentes ainda são menos dado que o concelho de Ourém estará a ser servido pelo Hospital de Leiria e sempre são menos 45.000 potenciais utentes. A localização do Hospital do Médio Tejo nunca seria em Abrantes, nem em Tomar nem em Torres Novas. A sua localização deveria ser no centro deste triângulo, ali para os lados da Atalaia, na confluência da A23 com a A13. E todos tínhamos ficado muito melhor e tinha-se poupado muito dinheiro ao País.
    As pessoas, especialmente os responsáveis técnicos, sabem que é esta a verdade. O problema agora é outro e temos que ir vivendo com o que temos. Então há que pensar, magicar, perder noites de sono, desenvolver ideias novas que levem ao aproveitamento mais eficaz do edificado e tomarem-se as melhores decisões para o futuro.
    Assim, tendo em consideração que o edifício de Abrantes dada a sua idade – é de 1985 -precisa de muitas obras e o dinheiro não abunda, tendo em consideração que os acessos ao edifício de Tomar não são fáceis, só nos resta a hipótese que deveria ter sido defendida desde o primeiro dia, que é a instalação da Unidade Médico Cirúrgica em Torres Novas porque o edifício tem condições, porque tem bons acessos e porque está melhor localizado do que qualquer um dos outros e não necessita de obras.

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