CHMT Gripe | Vacine-se e só vá às Urgências se a febre durar 72 horas

Equipa do ACES Médio Tejo e do CHMT preparam medidas para fazer face ao pico da Gripe. FOTO: mediotejo.net

O vírus da Gripe está a chegar mais cedo que o habitual e os serviços de saúde prevêem que as próximas oito semanas tragam alguma lotação às Urgências. Em conjugação com o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) está a colocar em prática um conjunto de medidas para fazer face ao pico da Gripe. Em todo o caso é deixado o alerta: vacine-se, ainda vai perfeitamente a tempo, e em caso de sintomas só se dirija às Urgências se a febre durar cerca de 72 horas.

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Em conferência de imprensa realizada em Torres Novas, em meados deste mês, o CHMT e o ACES Médio Tejo fizeram um balanço das medidas tomadas pelas duas instituições para ir ao encontro das necessidades dos utentes. A diretora executiva do ACES Médio Tejo, Sofia Theriaga, começou por referir que a campanha de vacinação contra a Gripe decorre desde 1 de outubro, tendo sido administradas até ao momento cerca de 28.300 vacinas. Mas, frisou, “continuamos a fazer campanha”.

A responsável adiantou que todas as unidades de cuidados de saúde primários têm indicações, desde 5 de dezembro, para se fazer a conversão de consulta programada para consulta aberta, de forma a atender com mais facilidade quem acorra com sintomas de Gripe. Mação, Ourém e Ferreira do Zêzere (as localidades mais afastadas dos seus Hospitais), sublinhou, têm os seus centros de saúde abertos aos fins-de-semana e feriados. Caso o utente precise de um médico de família pode acorrer a estes serviços, mesmo que não pertença aos respetivos concelhos.

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O apelo a que não se acorra logo às Urgências, evitando lotação do serviço, foi deixado por vários dos presentes. José Martins, especialista em saúde pública do ACES Médio Tejo, explicaria que, em caso de dúvida, é sempre melhor ligar para a linha Saúde 24. Serão dadas instruções e o utente poupa nos tempos de espera, evitando também o perigo de um possível contágio no Hospital. “Esses aspetos são fundamentais para não termos as urgências cheias de gente”, referiu, notando que se confunde uma simples constipação com uma Gripe.

Já Cristina Gonçalves, diretora clínica do CHMT, informou que face à chegada do vírus da Gripe se tem vindo a ativar o plano de contingência. Estão preparadas mais 30 camas no internamento, o que representa mais 50 camas na medicina interna que em 2015. Ao mesmo tempo será ativado um serviço especial, em que o utente que vá ao centro de saúde possa ir fazer análises de urgência ao CHMT, recebendo o médico de família os resultados no espaço de duas horas. O objetivo é “racionalizar recursos”. No que toca à equipa médica, explicou, os horários foram alargados, de forma desfasada, alguns até 15 horas, por forma a atender aos picos de afluência. A urgência pediátrica irá contar nesta fase com quatro médicos.

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Segundo o presidente do conselho de administração do CHMT, Carlos Andrade, o ACES e o CHMT irão fazer mais iniciativas conjuntas em janeiro e fevereiro, salientando que a possibilidade de se realizarem análises de urgência através do centro de saúde “é um passo importante”.

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